quinta-feira, setembro 18, 2008

O jornal diário português de referência V

Eu vou parar de ler o Público de hoje, porque senão não paro de escrever posts.
Página 16. Título do artigo: "Tzipi Livni reclama vitória na eleição do Kadima, o partido no poder em Israel." Primeiro parágrafo:

"Sondagens feitas pelas estações de televisão israelitas davam ontem à noite a vitória nas eleições do Kadima à ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, com resultados entre os 43 e os 47 por cento, contra 37-38 para o seu rival, o ministro da defesa, Shaul Mofaz."

Shaul Mofaz é Ministro dos Transportes desde Maio de 2006. Ehud Barak é Ministro da Defesa desde Junho de 2007. Sem palavras.


[O título deste mesmo artigo na versão online do Público de hoje é "Projecções dão vitória a Livni nas eleições do Kadima", portanto diferente do título da versão impressa. Não percebo porquê. Não excluo portanto que algum do conteúdo do artigo também seja diferente na versão impressa. Com muita sorte, só a versão online é que tem o erro.]

4 comentários:

Carlos Luís disse...

A versão escrita também tem...

Anónimo disse...

Se este é um erro, o anterior é evidentemente um lapso que acontece em qualquer jornal diário do Mundo. Repito: em qualquer jornal diário do Mundo. Exactamente por ser tão evidentemente um lapso não acho que faça muito sentido dar-lhe grande importância: não há jornalista de internacional do Público que não saiba quais são as funções de Robert Gates.

Quanto a este é um erro.

Oppenheimer disse...

Caro anónimo

Talvez tenha razão. E eu também não quero exagerar. Mas como explico em posts anteriores sobre o Público, já não me parece que este jornal, e os jornalistas que nele escrevem, mereçam o benefício da dúvida. Poe exemplo, não lhe parece inverosímil que um jornalista incumbido de escrever artigos sobre os EUA não saiba que a Câmara dos Representantes e o Congresso não são instituições diferentes? Pois veja isto: http://boinafrigia.blogspot.com/2008/07/o-jornal-dirio-de-referncia-portugus-ii.html.

O que não exclui a possibilidade de este caso ser de facto um lapso inocente.

SAM disse...

O Público foi o jornal com o qual aprendi a ler e respeitar o jornalismo, mas, a cada dia, de facto, a sua situação em termos de rigor e qualidade decresce...

Não se recordam da situação dos resultados do referendo na Venezuela e das legislativas russas? http://fenixadeternum.blogspot.com/2007/12/as-causas-do-no.html

A situação é problemática neste jornal, e não é de hoje ou ontem e não é só o Público, o DN também não fica muito atrás, ou a TSF que chamava a Palin de senadora pelo Alasca...