quinta-feira, julho 17, 2008

Mais um (pequenino) passo.


Pela primeira vez, na casa da democracia portuguesa, o debate sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para além dos argumentos jurídicos, sociais e políticos, para além do exemplo espanhol, contado na primeira pessoa por um dos principais responsáveis pelo sucesso da medida, para além da mobilização significativa de activistas, deputados e cidadãos e cidadãs, a mensagem principal que fica é a da urgência em acabar com a discriminação e trazer o reconhecimento de igualdade a todos e todas, sem aspas e sem subterfúgios.
Citei aqui há uns dias a inspirada Declarção de Independência dos vizinhos do outro lado do Atlântico. Das felizes palavras que Jefferson aí verteu destacava o direito inalienável à prossecução da felicidade. Muitas famílias continuam a aguardar a sua plena realização...



Adenda:
Descobri agora no Tempos que Correm o link para o blog de Pedro Zerolo, o responável do PSOE que participou na conferência.

2 comentários:

mr. macphisto disse...

Eu bato palmas à Jumentude Socialista (JS) por a sua principal bandeira para os próximos anos ser este tema do casamento dos gays. Desadequação dos cursos universitários oferecidos e saídas profissionais, levando a que os jovens recém-licenciados ocupem percentagem importante dos desempregados em Portugal? Nem uma palavra. Falta de novos cursos de Medicina? Nem uma palavra. Situação do mercado de arrendamento para os jovens? Nem uma palavra. Isto só para citar alguns dos exemplos. Mas sou eu que devo tar mal. Afinal, isso é pouco importante segundo o crivo da JS. Bravo!

Pedro Delgado Alves disse...

Sr. Mcphisto,
Fazia melhor em informar-se antes de diatribes demagógicas. Vá ao site da JS e leia a moção global de estratégia aprovada no último Congresso, onde encontra entre as várias prioridades para o próximo biénio precisamente os temas que referiu.

É inegável que a comunicação social só vai onde sente que vende peixe através da polémica, pelo que a exposição desta questão tem maior visibilidade. Contudo, não só tal não significa que a JS não desenvolva trabalho noutras áreas, como ainda menos significa que o tema do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não seja efectivamente prioritário para as milhares de pessoas discriminadas através da lei vigente.