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Não nego o valor simbólico que o local possa ter para a resistência lituana e a relevância histórica para o povo da Lituânia. Contudo, tratando-se inequivocamente de um local de culto e tendo esta sido inequivocamente uma cerimónia religiosa, tenho por inequivocamente demonstrada uma violação da separação entre o Estado e as Confissões Religiosas. As Forças Armadas Portuguesas não podem associar-se a qualquer acto de culto, por mais relevante que possa ser para as autoridades locais a manifestação de solidariedade. Existem outras formas de estabelecer laços entre as instituições castrenses dos dois países e, perante o convite, as autoridades militares deveriam educademente ter recusado e sugerido uma alternativa, como por exemplo a realização do evento sem carácter oficial, para os militares portugueses que desejassem participar, a convite da instituição lituana e sem ligação oficial à hierarquia militar.
Ainda que se quisesse relativizar a coisa e afirmar que se tratou de uma mera cortesia demonstrada num local onde há cooperação de tropas portuguesas (algo que não me parece ser sustentável face à clareza que o princípio da separação acarreta), a ampla divulgação no site do EMGFA revela que a cerimónia é encarada com normalidade e como pacificamente integrada na missão das Forças Armadas. E mais do que o episódio em si, é este aspecto que me parece francamente inaceitável.
1 comentário:
Portugal não é laico e nunca foi, desde a sua fundação e quando o fôr deixará de ser Portugal. Essa é a missão dos jacobinos do preservativo na cabeça para que a Europa se possa resfastelar tendo-nos como criados de mala de cartão.Foi assim em S. mamede, em Aljubarrota e durante as invasões Francesas: Por S. Jorge, S. Nuno e Portugal!
Eh Portugueses!Vamos a Eles!
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