terça-feira, novembro 20, 2007

Nem as ginjas...

Num artigo na Visão no verão (disponível aqui), Ricardo Araújo Pereira já havia exposto o exagero dos críticos da ASAE, a propósito do "bolasdeberlimnapraiagate". O fecho da Ginjinha por falta de condições de funcionamento voltou a trazer um coro de protestos do tipo "desta vez foram longe demais". Há alguma irracionalidade na leitura dos encerramentos: quando tenho um laço sentimental com o estabelecimento comercial, quase parece que não me importo que usem um piaçá para lavar a loiça. Verdadeiramente, não sei se o que chateará mais é o fecho provisório da Ginjinha, se o facto de termos de deixar de dizer, em relação a algumas coisas, que "isto é tudo uma rebaldaria", e que "ninguém fiscaliza nada". Na volta, é essa a grande tradição nacional de criticar a ineficiência da coisa pública que entrou parcialmente em crise desde que as brigadas da ASAE se lançaram à estrada.
E se repararam com atenção, grafei o instrumento de limpeza sanitária na forma mais abreviada. Se preferirem piaçaba, podem dirigir-se ao Provedor da Bóina (que, já agora, também pode escrever-se sem acento...)

2 comentários:

A Vilhena disse...

Se a ASAE fosse a Madrid... fechava(m) a ASAE

Quintanilha disse...

Exageros da ASAE? Parece que aquilo erra uma javardice do caraças!
Lavavam os copos dentro de um alguidar com a mesma água, até a mesma ficar escura!