Do NYTimes:“He is really president,” Ms. Smith whispered, as others in the room applauded. “That’s nice.”
Do NYTimes:
Encontrei esta pérola do Frei Bento Rodrigues na Edição Impressa do Público de 4 de Janeiro."Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade. Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará."
Eu sei que o Frei Bento Rodrigues é leitor assíduo deste e doutros blogs laicos e republicanos, portanto cá vão umas perguntinhas: explique lá o que é que tem a ver um criminoso (que para além de muitos atributos interessantes também é judeu) e as suas falcatruas monumentais, com Israel e os seus "crimes contra a humanidade"?! O que é que tem a ver o destino deste escroque com a política externa dos EUA?! O que é que tem isto tudo a ver com os pobres, os oprimidos e os esquecidos "das Américas, das Áfricas e da Palestina" (honra especial para a Palestina, único país que merece ser mencionado à parte)?!
Ah, deixe-me adivinhar, eu ajudo: judeus=poder=dinheiro. Mais, se eu entendi bem o que se insinua aqui, aparentemente 5 ou 6 milhões de tipos mandam numa hiperpotência democrática com 300 milhões de habitantes. Eu cá parece-me que isto é uma conspiração. E se "eles" mandam na política externa dos EUA devem mandar no mundo! Espera lá, isto então é uma conspiração mundial! É pá, ó Frei Bento, ainda bem que você nos chama a atenção para isto, senão ainda podíamos cometer a imprudência de pensar que o destino do "fariseu Madoff" e a escolha de aliados dos EUA não tinham qualquer relação. Sugiro que o senhor se sente com o jornalista João Paulo Guerra, que também atribui a responsabilidade dos "crimes" de Israel ao "poder do dinheiro de Israel". Juntos poderão então gizar uma estratégia para nos salvar a todos das garras destes fariseus.
Porque toda a gente sabe que estes fariseus só fazem judiarias. São uns meninos rabinos. Primeiro limpam o sebo a nosso (Vosso) senhor (que felizmente se recompôs do choque), e depois, não contentes com isso, impedem que os EUA ajudem os oprimidos e impõem-lhes uma aliança chata.
À antiga, senhor padre, à antiga: um colega seu do século XVIII não tinha posto as coisas mais claramente. Azar para si, senhor padre, os "fariseus" aprenderam a defender-se.
P.S: Adivinhem a foto que acompanha este texto que versa sobre o capitalismo em geral: uma calculadora? Um banco? Uma nota de $? Um quadro de Adam Smith a jogar monopólio? Não: dois judeus ultra-ortodoxos. Enfim, judiarias.
A um dia da tomada de posse de Barack Obama, não resisto à tentação de partilhar este excelente artigo do Economist de balanço de oito anos de mediocridade agressiva e triunfante na Casa Branca.
(Legenda: o Papa com um "deles")
Li recentemente o "Reformas da Saúde - O Fio Condutor" do nosso último Ministro da Saúde, António Correia de Campos.

O Martin Wolf sempre foi dos colunistas mais razoáveis do FT. E agora põe o dedo na ferida:



Enredo manhoso de série B, à espera de Chuck Norris ou Steven Segall? Nada disso, apenas o produto de muitos e bons anos de alimentação de conflitos em África por comerciantes de armas e mercenários, salpicado do desinteresse pela situação dramática na Somália.

Nem só de política externa e de economia se alimenta um debate...

Perante este cenário de castigo à grande coligação, as vencedoras da noite são as formações de extrema-direita: em primeiro lugar, o FPÖ, o "clássico" partido de extrema-direita, que sobe 7 pontos e chega aos 18%; logo de seguida, a BZÖ, a cisão organizada pelo antigo patrão da FPÖ, Jörg Haider, que chegou aos 11%, subindo também 7 pontos percentuais e roubando o quarto lugar aos Verdes, que se ficaram pelos 9%. Dividida, marcada por questiúnculas pessoais herdadas do tempo da cisão no rescaldo dos governos de coligação com a ÖVP de Schüssel, e caracterizada pelo discurso xenófobo e eurocéptico do costume, a extrema-direita austríaca chega aos 29% e ultrapassa a sua melhor marca, a de 1999, em que ainda unificada com FPÖ chegou aos 26%.
E o que se segue? O SPÖ anunciou que vai começar a preparar Governo. Ou se coliga outra vez com os conservadores, reeditando a coligação que foi sancionada nas urnas, esperando uma nova liderança do ÖVP menos revanchista, capaz de engolir a derrota de 2006, ou apenas lhe resta tentar um governo minoritário: com FPÖ já disse que não quer conversa (apesar de formar maioria aritmética), com os Verdes não há votos suficientes. Uma alternativa "à la 1999" seria a formação de um tripartido de direita, com conservadores e os dois partidos extremistas. O líder da FPÖ, Heinz-Christian Strache, não só acha a ideia interessante como até acha que tem potencial para ser o seu líder, invocando precisamente o precedente de 1999 em que foi Schüssel, o líder do terceiro partido mais votado, a chegar a chanceler... 







Aproveitando os 175 anos da instalação do Supremo Tribunal de Justiça, aproveito para deixar uma notazinha sobre o seu primeiro presidente, provavelmente o mais esquecido dos principais estadistas da fase inicial do liberalismo português, José da Silva Carvalho.