Em stereo, aqui.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Valores republicanos
Em stereo, aqui.
Em noite de prós e contras....
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Regresso ao serviço
E ainda, em breve, novas contratações...
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Anedota inofensiva
The official helps him to fill the arrivals customs card:
- Your name?
- Moshe.
- Family name?
- Mizrakhi.
- Citizenship?
- Israeli.
- Occupation?
- No, NO!!! Not occupation!! Just visiting!!!"
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
30 anos de SNS
Cometo aqui a empáfia de dizer que, se a criação de um acesso universal e tendencialmente gratuito à saúde é uma das maiores conquistas de Abril em Portugal, como conceito amplamente divulgado no nosso Continente esta é uma das vitórias de uma Europa assente no chão firme dos ideais d'A Revolução (a consultar no cabeçalho deste blog).
Sabemos que os EUA de Obama podem estar bem lançados para trilhar este caminho, mas não deixa de ser uma surpresa o que já se anda a fazer na China.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Padres hindus, por exemplo
"A actual proposta relativamente às Forças Armadas tem em conta a possibilidade de outras confissões religiosas exercerem ali actividades pastorais."
Cá está um exemplo de como, em Portugal, se começa lentamente a perceber que "religião" e "catolicismo" não são sinónimos e que a ICAR não pode continuar a usufruir de uma posição hegemónica nas instituições da República.
O que nos leva à frase que se segue: "Neste sentido, é admitida a contratação de padres e de leigos oriundos de qualquer igreja e comunidade religiosa inscrita no registo de pessoas colectivas religiosas..."
Hmmm, cheira-me a vocabulário hegemónico...
A República já percebeu que há mais confissões religiosas para além da católica. Agora só falta os jornalistas do DN aprenderem que nem todas as religiões têm padres.
sábado, janeiro 24, 2009
Parem de falar mal do Cristianismo
Vão ver.
A exuberância da espiritualidade New Age
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Péricles, Cícero, Maquiavel, Condorcet, Jefferson, Hugo... Obama
Vital Moreira tem razão. O discurso da tomada de posse de Obama evocou uma série de ideias e símbolos do republicanismo. Até lhe perdoo a misturada entre religião e a 'coisa pública'!Mas... A pompa, a música ("Hail to the Chief!"), os uniformes militares, a carga simbólica do neoclassicismo do Capitólio, a multidão, o discurso recheado de referências universalistas (tanto em termos de valores, como no que diz respeito ao papel dos EUA no mundo) - terei sido o único a ficar com a sensação de estar a assistir a uma cerimónia quasi-imperial, a um ritual de sacralização do Líder democrático, à confirmação por aclamação do Líder carismático (que adquire assim mais uma camada de legitimidade)? Tipo cruzamento entre Rousseau, Montesquieu e Bonaparte. Mas no século XXI e numa Democracia.
terça-feira, janeiro 20, 2009
Change has come to America
Do NYTimes:“He is really president,” Ms. Smith whispered, as others in the room applauded. “That’s nice.”
Presidente Obama
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Anti-sionismo e anti-semitismo não têm nada a ver um com o outro III
Encontrei esta pérola do Frei Bento Rodrigues na Edição Impressa do Público de 4 de Janeiro."Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade. Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará."
Eu sei que o Frei Bento Rodrigues é leitor assíduo deste e doutros blogs laicos e republicanos, portanto cá vão umas perguntinhas: explique lá o que é que tem a ver um criminoso (que para além de muitos atributos interessantes também é judeu) e as suas falcatruas monumentais, com Israel e os seus "crimes contra a humanidade"?! O que é que tem a ver o destino deste escroque com a política externa dos EUA?! O que é que tem isto tudo a ver com os pobres, os oprimidos e os esquecidos "das Américas, das Áfricas e da Palestina" (honra especial para a Palestina, único país que merece ser mencionado à parte)?!
Ah, deixe-me adivinhar, eu ajudo: judeus=poder=dinheiro. Mais, se eu entendi bem o que se insinua aqui, aparentemente 5 ou 6 milhões de tipos mandam numa hiperpotência democrática com 300 milhões de habitantes. Eu cá parece-me que isto é uma conspiração. E se "eles" mandam na política externa dos EUA devem mandar no mundo! Espera lá, isto então é uma conspiração mundial! É pá, ó Frei Bento, ainda bem que você nos chama a atenção para isto, senão ainda podíamos cometer a imprudência de pensar que o destino do "fariseu Madoff" e a escolha de aliados dos EUA não tinham qualquer relação. Sugiro que o senhor se sente com o jornalista João Paulo Guerra, que também atribui a responsabilidade dos "crimes" de Israel ao "poder do dinheiro de Israel". Juntos poderão então gizar uma estratégia para nos salvar a todos das garras destes fariseus.
Porque toda a gente sabe que estes fariseus só fazem judiarias. São uns meninos rabinos. Primeiro limpam o sebo a nosso (Vosso) senhor (que felizmente se recompôs do choque), e depois, não contentes com isso, impedem que os EUA ajudem os oprimidos e impõem-lhes uma aliança chata.
À antiga, senhor padre, à antiga: um colega seu do século XVIII não tinha posto as coisas mais claramente. Azar para si, senhor padre, os "fariseus" aprenderam a defender-se.
P.S: Adivinhem a foto que acompanha este texto que versa sobre o capitalismo em geral: uma calculadora? Um banco? Uma nota de $? Um quadro de Adam Smith a jogar monopólio? Não: dois judeus ultra-ortodoxos. Enfim, judiarias.
Últimos argumentos de um anti-americano primário
A um dia da tomada de posse de Barack Obama, não resisto à tentação de partilhar este excelente artigo do Economist de balanço de oito anos de mediocridade agressiva e triunfante na Casa Branca.A minha passagem preferida: "the three most notable characteristics of the Bush presidency: partisanship, politicisation and incompetence." (Eu acrescentava: "ódio pela Razão". Ou como dizia o Stephen Colbert: o triunfo da "truthiness" sobre a "truth". Do "gut feeling" sobre a reflexão.)
Mas muitos de nós, modéstia à parte, sentiram muito depressa depois da chegada ao poder do gang Bush-Cheney-Rumsfeld que o que vinha aí metia medo. E foi por isso que não lhes demos o benefício da dúvida em 2003.
Esta administração representou tudo o que de pior têm os EUA. É como se em Portugal Alberto João Jardim se tornasse Presidente da República, Santana Lopes Primeiro-ministro e Paulo Portas Ministro da Defesa. Enfim, o triunfo da mediocridade. Impensável, claro.
Mas o pior de tudo foi assistir ao seguidismo desta lado do atlântico. Foi ouvir as lições sobre o que são os "verdadeiros EUA" por parte daqueles que hoje, completamente ultrapassados pelos acontecimentos e amargurados com a derrota épica de tudo o que representa o neo-conservadorismo americano, ficam reduzidos ao desespero do wishful thinking: "vão ver que o Obama não muda nada". Já mudou. Já sabemos que a competência voltou aos gabinetes em Washington.
Para aqueles entre nós que nunca acreditaram que Bush e a sua equipa mereciam ser defendidos só porque os rapazes do outro lado da barricada eram ainda piores; para aqueles entre nós que acham que a Europa e os EUA estão condenados a colaborar, mas não a qualquer preço; para aqueles entre nós que odiaram a era Bush com a mesma intensidade com que agora "amamos" Obama (e pelas mesmas razões); para nós, amanhã começa um novo capítulo de esperança. É piroso mas é assim mesmo.
Para mim, Obama tem o benefício da dúvida.
O valor dos destinos individuais
E a estupidez disto tudo.
Também para reler, a carta de David Grossman ao filho morto na guerra do Líbano de 2006.
Muito bem Senhor Primeiro Ministro, mas...
Por outras palavras, a única maneira de introduzir o casamento entre pessoas do mesmo sexo sem introduzir a adopção ao mesmo tempo seria acrescentando uma alteração explícita do parágrafo do Código Civil que diz respeito à adopção.
Espero que o silêncio do PM em relação à adopção não signifique uma tomada de posição contra.
domingo, janeiro 18, 2009
A Intemporalidade
Um pensamento recorrente pôs-me a tentar encontrar paralelos candidatos a intemporais nos artistas meus contemporâneos... Nada me surge que se vislumbre com a mesma longevidade.
Então lembrei-me pensar se esta aparente tendência para o esquecimento se aplicaria também aos acontecimentos que nos rodeiam. Desde os anos oitenta até hoje não encontrei nada que não ameace desaparecer na curva do tempo, ou que não se perca neste enorme turbilhão de novidades que é a produção artística e noticiosa destes anos.
Fazendo um balanço dos últimos 30 anos em que vivi não encontro nada que me pareça que permaneça. Nenhum 14 de Julho ou 5 de Outubro ou 25 de Abril. Duvido que resulte algum novo dia feriado para festejar algo que tenha acontecido neste período ou que tenha surgido algum artista que vá ser tocado nos próximos 300 anos para plateias deleitadas.
Nem sei valorizar tudo isto. Não sei se é bom ou mau, se há génio ou não, se é necessário ou não seres e criações intemporais. Parece-me apenas que não é propício o aparecimento dessas criações ou pessoas numa época em que os ideais possíveis são a sustentabilidade financeira e ambiental e um sentimento difuso de necessidade de aprofundamento dos valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade mas sem vislumbre de qualquer força para uma real alteração de paradigma, por ventura desnecessária.
Apenas alguns pensamentos moles, vagos e despretensiosos dignos de um fim de dia destes Domingos.
O jornal diário português de referência VIII
Toda a gente merece ver o seu nome escrito como deve ser. Lá por a senhora não se chamar Silva, ou Andrade, ou Lopes, não quer dizer que não se faça um esforço.
sábado, janeiro 17, 2009
O jornal diário português de referência VII
Na edição de ontem, na página 2, ficámos a saber que a UNWRA (United Nations Relief and Works Agency)"é responsável por cerca de 4 milhões de palestinianos na Faixa [de Gaza]."
Vamos por partes. Gaza tem uma população de 1,5 milhões de pessoas. A Cisjordânia, de 2,4 milhões, sem contar com os colonos judeus (que estão lá a mais...). O que perfaz um total de quase 4 milhões de palestinianos a viver nos Territórios Ocupados.
Portanto, será que o pessoal do Público queria dizer que a UNWRA é responsável "por cerca de 4 milhões de palestinianos nos Territórios Ocupados"?
Não. O mandato da UNWRA: "The current mandate runs till 30 June, 2011, wherein the UN General Assembly has expressed its awareness of the "continuing needs of Palestine refugees throughout the occupied Palestinian territory and in other fields of operation" and noted that the "functioning of the Agency remains essential in all fields of operation". UNRWA looks forward to the time when the question of the refugees it serves is resolved and its operations are no longer necessary."
Numa palavra: refugiados.
De acordo com os dados de 2007 da UNWRA, há 722,000 refugiados palestinianos na Cisjordânia e cerca de 1 milhão em Gaza, o que perfaz 1,722,000 refugiados palestinianos nos Territórios Ocupados.
Resumindo, o número de refugiados ao cuidado da UNWRA na Faixa de Gaza inventado pelo Público parece ser completamente aleatório. Como sempre, este jornal compensa em creatividade o que lhe falta em seriedade.
Repito. NYC. Ha'aretz. Por favor vão lá.
