sábado, janeiro 10, 2009
Ainda Gaza
Encontrei estes dois vídeos. O primeiro mostra soldados israelitas na Faixa de Gaza há poucos dias. O segundo, não sei o que mostra exactamente. O vídeo tem a data de Janeiro de 2007, pelo que não pode ser desta ofensiva. Parece-me ser claramente uma cena numa rua palestiniana. Onde e quando não sei. Mas sei o que se passa na cena.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Anti-sionismo e anti-semitismo não têm nada a ver um com o outro
"O dinheiro de Israel". Não sei se estão a ver.
terça-feira, janeiro 06, 2009
A voz da razão
Como em Julho de 2006, a resposta militar israelita era inevitável, legítima e urgente. Como em Julho de 2006, o mundo começou por dar a Israel o benefício da dúvida. Como em Julho de 2006, a utilidade dos meios militares descresce rapidamente e à medida que se vai esgotando a lista de alvos legítimos, Israel vê-se a braços com um inimigo invisível e, por isso, imbatível.
E como em Julho de 2006, Israel perdeu a oportunidade de parar a ofensiva a tempo. Não há vantagem militar ou política que compense as consequências negativas da invasão terrestre de Gaza: aumento exponencial das baixas civis palestinianas, aumento das baixas militares israelitas e, sobretudo, a erosão da capacidade dissuasora israelita perante a evidência da incapacidade da Tsahal de pôr fim aos disparos de mísseis para dentro de Israel (esta última consequência com implicações políticas graves).
Chega. E David Grossman explica muito melhor do que eu porquê.
E como em Julho de 2006, Israel perdeu a oportunidade de parar a ofensiva a tempo. Não há vantagem militar ou política que compense as consequências negativas da invasão terrestre de Gaza: aumento exponencial das baixas civis palestinianas, aumento das baixas militares israelitas e, sobretudo, a erosão da capacidade dissuasora israelita perante a evidência da incapacidade da Tsahal de pôr fim aos disparos de mísseis para dentro de Israel (esta última consequência com implicações políticas graves).
Chega. E David Grossman explica muito melhor do que eu porquê.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
terça-feira, dezembro 23, 2008
Saúde por um Fio... Condutor
Li recentemente o "Reformas da Saúde - O Fio Condutor" do nosso último Ministro da Saúde, António Correia de Campos.Este livro apresenta uma visão necessariamente pessoal e apologética, mas também clara, directa e documentada sobre o que foi feito e o que ainda há a fazer na Saúde em Portugal.
É um livro que explica cabalmente, livre dos filtros da comunicação social, a necessidade e urgência das reformas iniciadas (muitas delas concluídas).
Na minha opinião, António Correia de Campos demonstrou ao longo dos seus mandatos ser um dos melhores Ministros da Saúde que Portugal teve, pela compreensão profunda e conhecimento sustentado deste sector, pela abertura a novas ideias e modelos de gestão, pela escolha das equipas de apoio e pela sua capacidade de acção e concretização.
Não tenho qualquer declaração de interesses a fazer e partilho convosco a minha opinião enquanto Cidadão que viu na acção deste Ministro acções concretas que promoveram a sustentabilidade e universalidade do nosso Serviço Nacional de Saúde.
Ver na acção global e no "fio condutor" da estratégia de Correia de Campos um ataque ao SNS é, na minha opinião, um exercício de uma visão parcelar de realidades regionais apoiado na insustentável ligeireza de alguma comunicação social muito fracamente documentada e preparada.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Santa Aliança
Qual é o tema que une os EUA (os que foram derrotados nas eleições em Novembro), a Rússia, a China, a Santa Sé e a Organização da Conferência Islâmica, qual é? Descubram aqui!
Adenda
Israel e os paises arabes: mais uma vez de lados diferentes da barricada...
Adenda
Israel e os paises arabes: mais uma vez de lados diferentes da barricada...
terça-feira, novembro 25, 2008
Viagem a Paris - Le Panthéon IV
Viagem a Paris - Le Panthéon
domingo, novembro 16, 2008
Humanitas
Não sei se tiveram tod@s a oportunidade de ver isto. Muito obrigado à Fernanda Câncio e ao Jugular.
O melhor jornalismo do mundo VI
Os horrores do Congo. Capítulo XIII do Leviatã (1651) de Hobbes.
"Hereby it is manifest that during the time men live without a common power to keep them all in awe, they are in that condition which is called war; and such a war as is of every man against every man. For war consisteth not in battle only, or the act of fighting, but in a tract of time, wherein the will to contend by battle is sufficiently known: and therefore the notion of time is to be considered in the nature of war, as it is in the nature of weather. For as the nature of foul weather lieth not in a shower or two of rain, but in an inclination thereto of many days together: so the nature of war consisteth not in actual fighting, but in the known disposition thereto during all the time there is no assurance to the contrary. All other time is peace.
Whatsoever therefore is consequent to a time of war, where every man is enemy to every man, the same consequent to the time wherein men live without other security than what their own strength and their own invention shall furnish them withal. In such condition there is no place for industry, because the fruit thereof is uncertain: and consequently no culture of the earth; no navigation, nor use of the commodities that may be imported by sea; no commodious building; no instruments of moving and removing such things as require much force; no knowledge of the face of the earth; no account of time; no arts; no letters; no society; and which is worst of all, continual fear, and danger of violent death; and the life of man, solitary, poor, nasty, brutish, and short."
"Hereby it is manifest that during the time men live without a common power to keep them all in awe, they are in that condition which is called war; and such a war as is of every man against every man. For war consisteth not in battle only, or the act of fighting, but in a tract of time, wherein the will to contend by battle is sufficiently known: and therefore the notion of time is to be considered in the nature of war, as it is in the nature of weather. For as the nature of foul weather lieth not in a shower or two of rain, but in an inclination thereto of many days together: so the nature of war consisteth not in actual fighting, but in the known disposition thereto during all the time there is no assurance to the contrary. All other time is peace.
Whatsoever therefore is consequent to a time of war, where every man is enemy to every man, the same consequent to the time wherein men live without other security than what their own strength and their own invention shall furnish them withal. In such condition there is no place for industry, because the fruit thereof is uncertain: and consequently no culture of the earth; no navigation, nor use of the commodities that may be imported by sea; no commodious building; no instruments of moving and removing such things as require much force; no knowledge of the face of the earth; no account of time; no arts; no letters; no society; and which is worst of all, continual fear, and danger of violent death; and the life of man, solitary, poor, nasty, brutish, and short."
sexta-feira, novembro 14, 2008
O bas-fond da internet
Eu sobre o Público já me queixei muitas vezes neste blog: sobre os erros históricos, as confusões nas traduções e, em geral, sobre a falta de qualidade de algum jornalismo que por lá se faz. Mas o que me deixa mesmo estupefacto são alguns dos comentários que são colocados na versão online do jornal.
Parece que algumas pessoas não conseguem resistir à oportunidade de destilar boçalidade, ódio e ignorânica publicamente - no conforto do lar e escudados pelo anonimato.
Vejam o anti-semitismo e a islamofobia gritantes dos comentários a este artigo. Ainda há dias li um comentário de um sujeito que dizia que os judeus não são flor que se cheire: "se fossem, não os tínhamos expulsado há 500 anos..."Alguns destes comentários demonstram que o anti-sionismo e o anti-semitismo não são sempre dissociáveis.
Enfim, bem sei que é um pouco naïf escrever um post a dizer "ó da guarda, ó da guarda, há gente racista e anti-semita online!" Mas também não me quero conformar e aceitar que é "normal".
Parece que algumas pessoas não conseguem resistir à oportunidade de destilar boçalidade, ódio e ignorânica publicamente - no conforto do lar e escudados pelo anonimato.
Vejam o anti-semitismo e a islamofobia gritantes dos comentários a este artigo. Ainda há dias li um comentário de um sujeito que dizia que os judeus não são flor que se cheire: "se fossem, não os tínhamos expulsado há 500 anos..."Alguns destes comentários demonstram que o anti-sionismo e o anti-semitismo não são sempre dissociáveis.
Enfim, bem sei que é um pouco naïf escrever um post a dizer "ó da guarda, ó da guarda, há gente racista e anti-semita online!" Mas também não me quero conformar e aceitar que é "normal".
quarta-feira, novembro 05, 2008
44
terça-feira, novembro 04, 2008
No ar ao vivo

De volta ao ar para comentar o acto eleitoral da década.
Aqui na Boina e em liveblogging em Cercant na Maria per sa Cuina
domingo, novembro 02, 2008
Lição de decência para o Partido Comunista Português
Lembrei-me disto quando li a seguinte passagem dos Cahiers de Formation du Parti Communiste Français de 2005 (artigo sobre "Communisme"):
"Malheureusement, dans les pays dits du "socialisme réel", la dictature du prolétariat devint rapidement celle du seul Parti communiste, voire d'un homme ou d'une burocratie, la socialisation des moyens de production et d'échange se transforma en étatisation. Lors de la période stalinienne, une répressions de masse s'abatit sur la société soviétique: déportations, anéantissement par le travail et la famine de populations entières, tueries, exécutions sommaires après des procès truqués (...). La disparition de Staline mit un terme aux aspects les plus sanglants du régime. Mais jusqu'à l'arrivée de Gorbatchev à la tête de l'URSS, la démocratie "socialiste" continua d'être réduite à un simulacre et les libertés les plus élémentaires furent bafouées."
(citação retirada de Les Guerres de Mémoires - La France et son Histoire, Éditions La Découverte, Paris, 2008, p.124)
"Malheureusement, dans les pays dits du "socialisme réel", la dictature du prolétariat devint rapidement celle du seul Parti communiste, voire d'un homme ou d'une burocratie, la socialisation des moyens de production et d'échange se transforma en étatisation. Lors de la période stalinienne, une répressions de masse s'abatit sur la société soviétique: déportations, anéantissement par le travail et la famine de populations entières, tueries, exécutions sommaires après des procès truqués (...). La disparition de Staline mit un terme aux aspects les plus sanglants du régime. Mais jusqu'à l'arrivée de Gorbatchev à la tête de l'URSS, la démocratie "socialiste" continua d'être réduite à un simulacre et les libertés les plus élémentaires furent bafouées."
(citação retirada de Les Guerres de Mémoires - La France et son Histoire, Éditions La Découverte, Paris, 2008, p.124)
quinta-feira, outubro 30, 2008
O Economist apoia Obama
Será que os "liberais" da blogosfera portuguesa são capazes de seguir a bíblia do liberalismo?
sexta-feira, outubro 24, 2008
A religião, o mercado e a natureza

Hoje li uma coisa extraordinária. Mesmo engraçada.
Fez-me lembrar o debate sobre a guerra no Iraque. À medida que nos Estados Unidos a opinião pública se ia afastando do entusiasmo inicial, e comentadores e imprensa iam expondo o enredo de mentiras, exageros e manipulações que esteve na base da invasão, em Portugal José Manuel Fernandes, Pacheco Pereira e outros não conseguiam fazer o mea culpa que se impunha. Aliás, era fuga para a frente, disparando acusações de anti-americanismo a torto e a direito. Também há a variante Durão Barroso, que é dizer que se foi vítima de uma campanha de desinformação dos serviços de intelligence, quando as decisões sobre a guerra e a paz de um político eleito devem precisamente ser informadas - mas não sobre-determinadas - pelos dados apresentados pelos serviços de informação. Senão para quê eleger gente.
Enfim, este devaneio serve para exemplificar a tendência de alguns comentadores - cegados por algum excesso de zelo ideológico (neste caso, de fidelidade transatlântica) - em manter a mesma linha independentemente da realidade. São os adeptos daquilo que Stephen Colbert chama truthiness: é uma verdade intuitiva, nossa, orgânica, que facilmente se liberta da pérfida tirania dos "factos". Enfim, uma espécie de religião.
Ora vamos lá ver o que César das Neves aparentemente disse sobre a crise financeira num encontro da Associação Cristã (!) de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE):
As crises “não podem ser uma coisa rara e estranha, até porque a ganância a estupidez são frequentes”. A crise é, na verdade, “normal e banal como os furacões”. Claro que a ganância e a estupidez são atributos da humanidade pecadora. Talvez se esta admitisse as suas fraquezas, visse a Luz, seguisse o Verbo e se dedicasse a fazer o Bem, as crises acabassem? Não! Esclarece (sort of) César das Neves: "A explicação canónica [que dizer da escolha desta palavra?!] para a crise é a ganância e a estupidez, mas não era preciso ganância a estupidez para a crise acontecer”.
Ficamos esclarecidos: a humanidade, escumalha gananciosa e estúpida, está impotente perante o fenómeno orgânico, natural, da crise. É uma espécie de milagre. Inevitável, imparável, inexplicável.
Perceberam?
Agora Alan Greenspan, que teve as rédeas deste milagre nas mãos. Pode-se dizer que foi o Papa do sistema financeiro num período importante de desregulação. Página 34 do Público de hoje:
" "Cometi um erro ao confiar que o livre mercado pode regular-se a si próprio sem a supervisão da administração", afirmou o homem que esteve 18 anos ao comando da Fed. "Há 40 anos ou mais que tinha uma evidência muito clara de que o mercado livre funcionava muito bem", reconheceu Greenspan. Admitiu, depois, o grave erro em que incorreu quando se opôs à regulação do mercado de derivados. "Presumi, erradamente, que o interesse próprio das organizações, nomeadamente dos bancos, era suficiente para que eles protegessem os seus accionistas."
[Greenspan] reconheceu que deveria ter avançado com a regulação dos mercados onde se transaccionavam os chamados produtos tóxicos que estão na origem da actual crise - a mistura explosiva de hipotecas com títulos de dívida que eram depois vendidos a outros investidores. "
Em César das Neves encontram-se três tipos de fanatismo: o Catolicismo pré-Vaticano II obscurantista, homofóbico, cheio de ódio pela perfídia da humanidade pecadora e conspurcada pela carne; o liberalismo naturalista tipo Manchester dos 1830s; e, finalmente, o resultado do cruzamento dos dois - uma fé numa ordem natural das coisas, imutável, sã, imune em relação às variações do tempo e do espaço.
Nesta ordem das coisas, os destinos individuais, as pessoas, não contam nada.
Explica César das Neves, também no Público (desta feita online) "que a actual crise financeira internacional deveria afectar Portugal “com mais violência”, para estimular a economia.“Era importante ter uma coisinha um bocadinho mais violenta em Portugal para ver se a economia acorda, embora os custos sejam grandes”, salienta o economista. Para César das Neves, o problema da economia portuguesa dos últimos sete anos é [sic] a crise anterior nunca é muito forte, “pelo que não crescemos, não caímos, não demos em nada".
É preciso que a natureza continue com o seu trabalho purificador, lançando a crise sobre a cabeça dos portugueses, fustigando este país de pecadores.
Nos EUA e na Europa e em todo o mundo vai-se tentando combater esta crise que César das Neves quer conjurar, qual mensageiro de um deus irado.
E nos EUA, Greenspan discorda e acredita que podia ter alterado o rumo dos acontecimentos. Porquê? Acho que César das Neves diria que não se pode confiar em Greenspan até porque gente da laia dele confundiu a vinda do Messias com um mero desacato entre facções religiosas, com romanos à mistura...
Enfim, este devaneio serve para exemplificar a tendência de alguns comentadores - cegados por algum excesso de zelo ideológico (neste caso, de fidelidade transatlântica) - em manter a mesma linha independentemente da realidade. São os adeptos daquilo que Stephen Colbert chama truthiness: é uma verdade intuitiva, nossa, orgânica, que facilmente se liberta da pérfida tirania dos "factos". Enfim, uma espécie de religião.
Ora vamos lá ver o que César das Neves aparentemente disse sobre a crise financeira num encontro da Associação Cristã (!) de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE):
As crises “não podem ser uma coisa rara e estranha, até porque a ganância a estupidez são frequentes”. A crise é, na verdade, “normal e banal como os furacões”. Claro que a ganância e a estupidez são atributos da humanidade pecadora. Talvez se esta admitisse as suas fraquezas, visse a Luz, seguisse o Verbo e se dedicasse a fazer o Bem, as crises acabassem? Não! Esclarece (sort of) César das Neves: "A explicação canónica [que dizer da escolha desta palavra?!] para a crise é a ganância e a estupidez, mas não era preciso ganância a estupidez para a crise acontecer”.
Ficamos esclarecidos: a humanidade, escumalha gananciosa e estúpida, está impotente perante o fenómeno orgânico, natural, da crise. É uma espécie de milagre. Inevitável, imparável, inexplicável.
Perceberam?
Agora Alan Greenspan, que teve as rédeas deste milagre nas mãos. Pode-se dizer que foi o Papa do sistema financeiro num período importante de desregulação. Página 34 do Público de hoje:
" "Cometi um erro ao confiar que o livre mercado pode regular-se a si próprio sem a supervisão da administração", afirmou o homem que esteve 18 anos ao comando da Fed. "Há 40 anos ou mais que tinha uma evidência muito clara de que o mercado livre funcionava muito bem", reconheceu Greenspan. Admitiu, depois, o grave erro em que incorreu quando se opôs à regulação do mercado de derivados. "Presumi, erradamente, que o interesse próprio das organizações, nomeadamente dos bancos, era suficiente para que eles protegessem os seus accionistas."
[Greenspan] reconheceu que deveria ter avançado com a regulação dos mercados onde se transaccionavam os chamados produtos tóxicos que estão na origem da actual crise - a mistura explosiva de hipotecas com títulos de dívida que eram depois vendidos a outros investidores. "
Em César das Neves encontram-se três tipos de fanatismo: o Catolicismo pré-Vaticano II obscurantista, homofóbico, cheio de ódio pela perfídia da humanidade pecadora e conspurcada pela carne; o liberalismo naturalista tipo Manchester dos 1830s; e, finalmente, o resultado do cruzamento dos dois - uma fé numa ordem natural das coisas, imutável, sã, imune em relação às variações do tempo e do espaço.
Nesta ordem das coisas, os destinos individuais, as pessoas, não contam nada.
Explica César das Neves, também no Público (desta feita online) "que a actual crise financeira internacional deveria afectar Portugal “com mais violência”, para estimular a economia.“Era importante ter uma coisinha um bocadinho mais violenta em Portugal para ver se a economia acorda, embora os custos sejam grandes”, salienta o economista. Para César das Neves, o problema da economia portuguesa dos últimos sete anos é [sic] a crise anterior nunca é muito forte, “pelo que não crescemos, não caímos, não demos em nada".
É preciso que a natureza continue com o seu trabalho purificador, lançando a crise sobre a cabeça dos portugueses, fustigando este país de pecadores.
Nos EUA e na Europa e em todo o mundo vai-se tentando combater esta crise que César das Neves quer conjurar, qual mensageiro de um deus irado.
E nos EUA, Greenspan discorda e acredita que podia ter alterado o rumo dos acontecimentos. Porquê? Acho que César das Neves diria que não se pode confiar em Greenspan até porque gente da laia dele confundiu a vinda do Messias com um mero desacato entre facções religiosas, com romanos à mistura...
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