segunda-feira, outubro 06, 2008
O melhor jornalismo do mundo IV
Viva a República!

quinta-feira, outubro 02, 2008
Holy Cow!
Se há muita gente no Congresso a engolir sapos ao aprovar o plano para evitar um mal maior, imagine-se que mal seria esse.
Second in Command
O que tem de fazer Joe Biden para ganhar? Abrir a boca e ser gracioso, para não ser acusado de ser um porco machista.
O que tem de fazer Sarah Palin para ganhar? Fazer um ar super queriducho de cada vez que não souber o que dizer. Mas talvez seja boa ideia arranjar um teleponto, muito pequenininho, para que ninguém dê pela fraude.
quarta-feira, outubro 01, 2008
Não há duas sem três - uma obsessão de Vasco Graça Moura
Já agora sejam coerentes em todo o plágio...

terça-feira, setembro 30, 2008
Afinal a pirataria mais grave não é no e-mule
Enredo manhoso de série B, à espera de Chuck Norris ou Steven Segall? Nada disso, apenas o produto de muitos e bons anos de alimentação de conflitos em África por comerciantes de armas e mercenários, salpicado do desinteresse pela situação dramática na Somália.
Nunca é tarde
E por cá, o condomínio privado na António Maria Cardoso continua lindo...
segunda-feira, setembro 29, 2008
Machado de Assis (1839-1908)

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
"Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
"Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
"Mísera! tivesse eu aquela enorme, àquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
"Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"
How to be elected president - Carter 1976
Nem só de política externa e de economia se alimenta um debate...
Eleições em alemão (do Sul) - II

Perante este cenário de castigo à grande coligação, as vencedoras da noite são as formações de extrema-direita: em primeiro lugar, o FPÖ, o "clássico" partido de extrema-direita, que sobe 7 pontos e chega aos 18%; logo de seguida, a BZÖ, a cisão organizada pelo antigo patrão da FPÖ, Jörg Haider, que chegou aos 11%, subindo também 7 pontos percentuais e roubando o quarto lugar aos Verdes, que se ficaram pelos 9%. Dividida, marcada por questiúnculas pessoais herdadas do tempo da cisão no rescaldo dos governos de coligação com a ÖVP de Schüssel, e caracterizada pelo discurso xenófobo e eurocéptico do costume, a extrema-direita austríaca chega aos 29% e ultrapassa a sua melhor marca, a de 1999, em que ainda unificada com FPÖ chegou aos 26%.
E o que se segue? O SPÖ anunciou que vai começar a preparar Governo. Ou se coliga outra vez com os conservadores, reeditando a coligação que foi sancionada nas urnas, esperando uma nova liderança do ÖVP menos revanchista, capaz de engolir a derrota de 2006, ou apenas lhe resta tentar um governo minoritário: com FPÖ já disse que não quer conversa (apesar de formar maioria aritmética), com os Verdes não há votos suficientes. Uma alternativa "à la 1999" seria a formação de um tripartido de direita, com conservadores e os dois partidos extremistas. O líder da FPÖ, Heinz-Christian Strache, não só acha a ideia interessante como até acha que tem potencial para ser o seu líder, invocando precisamente o precedente de 1999 em que foi Schüssel, o líder do terceiro partido mais votado, a chegar a chanceler... domingo, setembro 28, 2008
Eleições em alemão (do Sul) - I

sexta-feira, setembro 26, 2008
Por falar em temíveis lobbys judaicos...
The Great Schlep from The Great Schlep on Vimeo.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Gravíssimo
O secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, Leonel Carvalho, considera que o aumento da criminalidade violenta registado nos últimos meses no país deve-se a “estrangeiros que percentualmente começaram a aparecer” no país, defendendo que a actual legislação deve ser adaptada para controlar a situação.
Those were the days...

Não, a mim o que me choca mais é que o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética que teve lugar em 1956 demonstrou uma maior capacidade de auto-crítica em relação aos crimes do estalinismo do que o XVIII Congresso do Partido Comunista Português, que terá lugar este ano.
O PC já foi um partido que, para além do seu papel na política nacional, agregava forças intelectualmente interessantes e albergava elementos progressistas em várias áreas, como o da emancipação das mulheres, por exemplo.
Neste momento não passa de um partido político amargurado, vazio de conteúdo, desfazado da realidade, intelectualmente estéril e preso na nostalgia de um passado dourado que nunca existiu. Um bocadinho
À consideração do Spin Doctor que há em nós

Hipótese A: McCain é um verdadeiro patriota que põe o país à frente da política, reconhecendo que o sofrimento do povo americano é mais importante do que a sua campanha eleitoral. Demonstra que está apostado em retirar a política de Washington [seja lá isso o que fôr, mas tem sido o seu mantra na últimas semanas] o que só lhe fica bem, porque os politicos são todos iguais, menos ele. Estou comovido, vou entregar-lhe o meu voto e pedir um beijinho à Sarah Palin.
Hipótese B: Are you kidding me? É só uma jogada, quem é que ele pensa que engana?
Hipótese C: Como ele próprio reconheceu que não pesca nada de economia, deve ser para ter explicações durante o fim-de-semana, antes de se atrapalhar em frente ao Obama. Está apresentado.
A acompanhar o dsenvolvimento nas próximas sondagens.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Série "Tom, the token gay friend" III
Ora Zuma na caneca!

My president

segunda-feira, setembro 22, 2008
Não há pachorra.
sexta-feira, setembro 19, 2008
E eu a pensar que nesta legislatura não havia mais...
As opiniões dividem-se. Uns querem que se vote contra os dois projectos e defendem a imposição de disciplina de voto nesse sentido ao grupo parlamentar. Outros querem liberdade de voto.
Parece-me que este debate no PS está a assumir contornos fracturantes.
Novidades do Sul da Alemanha
quinta-feira, setembro 18, 2008
O jornal diário português de referência V
Página 16. Título do artigo: "Tzipi Livni reclama vitória na eleição do Kadima, o partido no poder em Israel." Primeiro parágrafo:
"Sondagens feitas pelas estações de televisão israelitas davam ontem à noite a vitória nas eleições do Kadima à ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, com resultados entre os 43 e os 47 por cento, contra 37-38 para o seu rival, o ministro da defesa, Shaul Mofaz."
Shaul Mofaz é Ministro dos Transportes desde Maio de 2006. Ehud Barak é Ministro da Defesa desde Junho de 2007. Sem palavras.
[O título deste mesmo artigo na versão online do Público de hoje é "Projecções dão vitória a Livni nas eleições do Kadima", portanto diferente do título da versão impressa. Não percebo porquê. Não excluo portanto que algum do conteúdo do artigo também seja diferente na versão impressa. Com muita sorte, só a versão online é que tem o erro.]
O jornal diário português de referência IV
O artigo explica:
"No Afeganistão, a violência continua em crescendo. Ontem morreram quatro soldados estrangeiros, mas foram as mortes de civis provocadas nos últimos meses por ataques dos EUA e da NATO que motivaram uma visita do secretário de Estado americano. "Amplio as minhas condolências sinceras e desculpas pessoais sobre a recente perda de vidas inocentes como resultado de ataques da coligação", disse Robert Gates depois de um encontro com o Presidente afegão, Hamid Karzai."
Robert Gates é Secretário da Defesa. Condi Rice é Secretária de Estado. Um detalhe, dirão. Um lapso, talvez. Mas eles são tantos e tão frequentes...
Pontos nos is

Críticas ao PS? Força, todas merecidas. Agora ignorar e desconsiderar o que se tem feito de positivo para assegurar igualdade de direitos a todo é que me parece deselegante e manipulador.
Livni

quarta-feira, setembro 17, 2008
Ao cuidado de João Miranda
2. Secondly, we need to create a financial product safety commission, to make sure that products bought and sold by banks, pension funds, etc. are safe for "human consumption." Consenting adults should be given great freedom to do whatever they want, but that does not mean they should gamble with other people's money. Some may worry that this may stifle innovation. But that may be a good thing considering the kind of innovation we had -- attempting to subvert accounting and regulations. What we need is more innovation addressing the needs of ordinary Americans, so they can stay in their homes when economic conditions change.
3. We need to create a financial systems stability commission to take an overview of the entire financial system, recognizing the interrelations among the various parts, and to prevent the excessive systemic leveraging that we have just experienced.
4. We need to impose other regulations to improve the safety and soundness of our financial system, such as "speed bumps" to limit borrowing. Historically, rapid expansion of lending has been responsible for a large fraction of crises and this crisis is no exception.
6. We need better competition laws. The financial institutions have been able to prey on consumers through credit cards partly because of the absence of competition. But even more importantly, we should not be in situations where a firm is "too big to fail." If it is that big, it should be broken up.
Claramente estamos a um passinho do kolkhoze...
Le meilleur des mondes possibles

terça-feira, setembro 16, 2008
Silva Carvalho e os 175 anos do STJ
Aproveitando os 175 anos da instalação do Supremo Tribunal de Justiça, aproveito para deixar uma notazinha sobre o seu primeiro presidente, provavelmente o mais esquecido dos principais estadistas da fase inicial do liberalismo português, José da Silva Carvalho.Só não vê quem não quer
A destruição sistemática da família e do seu papel constitui mais um factor para a insegurança e criminalidade que vivenciamos.
[...]
Ora, lei como a do divórcio (recentemente vetada) são o sinal político dado à sociedade da precariedade das relações da família (casamento) e do desprezo pelo seu papel de interesse público.
[...]
Persisitir numa política que elege a irresponsabilidade, a precariedade e a insegurança na família é negar a realidade, esquecer o cidadão comum e fomentar franjas de delinquência.
segunda-feira, setembro 15, 2008
Um cheirinho de Weimar

O endereço postal de um indivíduo por vezes explica-se assim
José Saramago iniciou um blog associado ao site da sua Fundação (que aproveito para juntar aos links). Para além de uma notícia no site da Agência Lusa, quantos órgãos de comunicação social o noticiaram até agora? Que eu tenha dado conta, só o El País...Ó Henrique! Estás-te a meter num 31...
Já sei que gostas do McCain, mas chega de defender a Palin. Ela acredita que o mundo foi feito em seis dias. E isso é ridículo. Até o Vacas sabe que essa historieta é uma metáfora. Vá, juizínho e menos entusiasmo forçado, senão, um dia, quando o McCain tiver caído da tripeça e a Palin decidir bombardear um país "cause they are, like, such atheists and communists and stuff", vais-te arrepender. Conselho de amigo.
O que me vai faltar mais depois de dia 4 de Novembro...
...são os momentos de comédia associados às eleições americanas. Mas não faz mal. Talvez aconteça como nos últimos oito anos, em que depois das noites eleitorais eu continuei com a impressão de que estava perante uma espécie de piada de mau gosto sem fim. Literalmente. Sem punch line.(As minhas desculpas pela publicidade a produtos de beleza que precede o vídeo...)
domingo, setembro 14, 2008
Sarah Palin: "We will not repeat a Cold War"
Tirem-lhe o microfone da mão, por favor, senão antes de acabar a campanha eleitoral americana já os russos chegaram aos Pirinéus.
sexta-feira, setembro 12, 2008
O melhor jornalismo do mundo III
A passagem mais interessante parece ser esta, de um líder de uma estrutura do poder local israelita:
“There are two kinds of peace,” Mr. Atar said one recent afternoon in his office with Mr. Salem at his side. “There is the one on a piece of paper that doesn’t stand up to any test and there is the one built from the bottom up. That is the one we are hoping to build. It is increasingly clear that if Israeli Jews cannot figure out how to have good relations with Israeli Arabs, there won’t be peace beyond the borders, either. We have a choice in Israel of making peace or living in a bunker.”
O que é mais triste é que os pontos de contacto entre israelitas e palestinianos, isto é, os alicerces dessa paz 'bottom up' começaram a escassear depois da Primeira Intifada, para desaparecerem quase completamente depois da Segunda. Ironicamente, entre 1967 e o fim dos anos 80, a Palestina ocupada assistiu a um boom económico, oleado pelo consumo israelita e pelos salários ganhos em Israel. A Palestina tinha uma classe média próspera, um nível de educação formal invejável na região, mulheres emancipadas, um debate político e uma imprensa pujantes etc. Também ironicamente, a Ocupação e a tutela israelita impediram que se instalasse no poder uma daquelas ditaduras autoritárias que dominam na região e que eternizam a mediocridade no Mundo Árabe.
Mas o que a Primeira Intifada demonstrou é que não há prosperidade que compense a falta de liberdade, e a incapacidade de decidir o próprio destino. Era uma prosperidade constantemente relativizada pelos rituais administrativos e repressivos da Ocupação. E o rebentar da Primeira Intifada é uma lição muito útil: ter um estômago cheio, ter um salário e saber ler e escrever não chega. É preciso ser livre.
O que é triste é que olhando à volta na região, para sítios onde soldados israelitas nunca puseram os pés, a liberdade não é propriamente um dado adquirido. Quando Arafat voltou à Palestina no contexto do processo de Oslo, instaurou uma ditadurazinha paternalista e corrupta, e mostrou que o relaxamento da Ocupação não restaurava automática e miraculosamente um utópico passado de liberdade e felicidade na Palestina.
Mas isso na verdade não diz respeito a Israel. Cabe aos palestinianos escolherem o seu próprio destino, mesmo se isso incluir enfiar o mesmo barrete que os vizinhos egípcios ou jordanos. E talvez um dia, quando os israelitas retirarem os colonatos e houver fronteiras claras entre estes dois povos que têm que ser separados de uma vez por todas, talvez um dia, quando as feridas tiverem começado a sarar, os israelitas possam a voltar a ir fazer as compras de fim-de-semana à Palestina (parece que o houmous de Tulkarm é particularmente delicioso) e os palestinianos possam vir ganhar a vida em Israel.
Anseio por ler um artigo do NYT sobre este novo mundo.
quarta-feira, setembro 10, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
Restabelecendo a verdade
The good news: agora já podemos questionar o patriotismo da Sarah Palin!
O melhor jornalismo do mundo II
Recentemente, após uma série de incidentes parecidos, oficiais americanos e da NATO reduziram drasticamente o uso de meios aéreos e o resultado foi uma queda das vítimas civis. O problema é que com a rotação de oficiais do teatro de guerra afegão, aparentemente desaparece a "memória de doutrina" que devia ser acumulada com o passar do tempo. Mesmo se deixássemos de lado o respeito pelo Direito Internacional e considerações éticas básicas, a aplicação (de utilidade sempre limitada) de uma pura lógica militar devia chegar para se pôr fim a este tipo de acções: bem sei que é do mais banal senso comum dizer isto, mas num caso clássico de contra-insurgência em que, mais decisivo do que destruir militarmente o inimigo, importa isolá-lo nas comunidades que o sustentam, cada erro destes representa uma vitória estrondosa para os Taliban.
É verdade que o novo manual americano de contra-insurgência elaborado pelo General Petraeus (que se baseia nas lições do Iraque) já exprime esta preocupação de mudar o ênfase das acções militares da destruição material do inimigo para a criação de espaços seguros para a população civil onde reconstrução económica e estabilidade política permitam a redução da presença militar estrangeira.
O que eu não percebo é o tempo que leva esta gente a aplicar lições - que não são novas.
Parece que mesmo depois da Argélia, da Malásia, da Palestina, do Iraque e de outros exemplos de confrontos entre forças convencionais por um lado e forças irregulares mergulhadas na população civil por outro, de cada vez se tem que reaprender as mesmas lições...
Adenda
Últimos desenvolvimentos.
quinta-feira, setembro 04, 2008
O melhor jornal do mundo
New York Times.
terça-feira, setembro 02, 2008
Acho que vale a pena ler na íntegra...
Boas notícias
E que tem sido um erro dos EUA tentar isolar a Síria nos últimos oito anos (nomeadamente pressionando Israel para não reencetar negociações com Damasco).
O regime da Bashar Assad não quer justiça para os palestinianos, nem promover o fanatismo islâmico, nem apoiar a criação de uma hegemonia iraniana: tudo isto são apenas meios para um fim - a sobrevivência de um regime podre, autoritário e violento.
E nada daria um novo fôlego a este regime como a recuperação dos Golã. Pois dêem-lhes o raio dos Golã. Mesmo se isso aparentemente legitimar o regime.
É que sem a guerra com Israel, sem o fantasma da ameaça sionista a justificar a permanente histeria colectiva promovida pelas autoridades, sem a militarização da sociedade e sem o isolamento do regime na cena internacional, os sírios certamente sacudirão aquele regime. Com muita sorte, a recuperação dos Golã será a última - e a mais pírrica - vitória do regime dos Assad.
sexta-feira, agosto 29, 2008
A guerra na Geórgia
E por favor, chega de papagear a propaganda de Moscovo de que "vocês é que nos obrigaram a fazer isto por causa do Kosovo". Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O Kosovo não é precedente: leiam o primeiro parágrafo da Resolução 1808 do CSNU de 15 de Abril deste ano (sobre a Geórgia) e comparem-no com a linguagem da Resolução 1244 (sobre o "future status" em aberto do Kosovo), em que se baseia a independência do pequeno país balcânico.
Onde é que no Cáucaso do Sul houve um protectorado (sui generis) das NU durante 8 anos? Onde é que os EUA (ou qualquer uma das outras potências ocidentais envolvidas na guerra de 1999) andaram a distribuir passaportes americanos aos kosovares para depois evocarem que se viam obrigados a "proteger cidadãos" deles (comos os russos fazem há anos na Abcázia e na Ossétia do Sul)? E o texto do ECFR acrescenta:
"Politically, the European Union cannot afford to allow the comparison with Kosovo to stand. Rather than claiming – as they have done in the past – that the situation in Kosovo does not create a precedent, EU leaders need to be explicit about what precedent it actually sets. NATO’s intervention in Kosovo followed a long period of oppression of the majority Albanian population, including massive displacement of civilians in the recent past, and came when all diplomatic avenues had been exhausted. The UN Security Council did not authorise the bombings, but recognised the existence of large-scale repression committed by Yugoslavia.
The Russian action in Georgia was different. It pre-empted any diplomatic attempts to resolve the latest crisis, and there was no independent evidence of the scale of humanitarian emergency that would have justified a large-scale military response across the whole of Georgia, though actions to protect civilians in South Ossetia were justified."
Tudo isto não contradiz o facto indisputável de que a Geórgia está nas mãos de um aventureiro irresponsável que mergulhou o país dele numa guerra brutal (com bombardeamentos indicriminados contra civis ossétios) e impossível de ganhar. E foi ele que começou, sim senhor. Mas eu lembro-me muito bem de outra guerra em que um dos lados começou e foi o outro que respondeu de forma desproporcionada e que, com isso, perdeu muita da razão e da legitimidade que tinha nos primeiros dias do conflito.
Foi o caso de Israel e do Hezbollah na guerra de 2006.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Hillary Clinton
Só posso aconselhar a toda a gente que vá ao Youtube ver este discurso de Hillary Clinton, proferido ontem na Convenção do Partido Democrata em Denver. Tem tudo: é rico em substância (ao contrário de you know who...); é politicamente sábio, porque apela à unidade perante o adversário republicano; é pessoalmente generoso, com inúmeras referências elogiosas a Bill Clinton, Joe Biden, Obama, claro, e outros.terça-feira, agosto 12, 2008
sábado, agosto 09, 2008
A verdade
P.S: Gosto particularmente do parágrafo de abertura, com a piadazinha racista...
segunda-feira, agosto 04, 2008
Mais um momento carregado de suspense...
To boldly go...

domingo, agosto 03, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
O jornal diário português de referência III
"Tudo se tornou mais provável durante as duas últimas semanas, depois de o preço do barril de petróleo ter caído para um valor próximo de 20 dólares..."
O gráfico imediatamente por cima deste texto jocoso descreve correctamente a curva do valor do brent em dólares, que atingiu ontem os $123. Bem longe dos $20. Bem sei o que é que estão a pensar: é uma gralha, ele queria dizer "um valor próximo de 120 dólares." O problema é que se eu estivesse a ler um International Herald Tribune, um Financial Times, um Le Monde, ou mesmo um El País, isto seria claramente uma gralha. Neste caso não sei. Para mim, o Público não merece o benefício da dúvida. A frequência, diversidade e gravidade dos erros neste jornal é tal, que nada é inconcebível.
O jornal diário português de referência II
"A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos promulgou ontem uma resolução a pedir desculpa aos afro-americanos pela "injustiça, brutalidade e inumanidade da escravatura e do [período das leis] Jim Crow", mais de 140 anos depois de a escravatura ter sido abolida no país."
Muito bem. A primeira tristeza vem logo no segundo parágrafo. A jornalista diz que "o jornal El Mundo notava ontem que é a primeira vez que uma entidade federal norte-americana pede perdão pela escravatura que os negros americanos sofreram no país." Desde quando é que o jornal El Mundo é uma referência em história política americana? Então o Público não encontra fontes americanas para sustentar esta importante afirmação? Não, porque para isso era preciso investigar um bocadinho no Google e não há tempo.
E depois, esta passagem deliciosa:
"Eles (a Câmara dos Representantes) têm mais autoridade neste assunto do que o Congresso norte-americano", disse Cohen [o Representante que propôs a resolução em causa] ao diário Washington Post."
A menina que escreveu este artigo não só não sabe que a Câmara dos Representantes é a câmara baixa do Congresso americano (como o Senado é câmara alta), como foi demasiado preguiçosa para tirar o nariz do El Mundo e ir ver a notícia original do Washington Post que, como é mais do que evidente, não diz nada do que ela diz que disse.
A notícia do Washington Post de dia 30 de Julho diz, isso sim, o seguinte:
"Several states, including Virginia, North Carolina, Florida and Alabama, have issued apologies for slavery. "They had a greater moral authority on this issue than the United States Congress," Cohen said."
Que miséria: o Público publica uma notícia dia 31 de Julho sobre uma história que saiu no Post de dia 30 de Julho, e ainda por cima nem sequer se dá ao trabalho de se debruçar sobre a fonte original, preferindo ir buscar a papinha feita ao El Mundo. E depois são tão medíocres que nem uma citação em espanhol conseguem reproduzir como deve ser...
O jornal diário português de referência I
"O dado mais curioso é que o papel do líder iraquiano ... será interpretado por um árabe israelita. Mais: Igal Naor conseguiu escapar milagrosamente ao impacto de um dos mísseis lançados por Saddam Hussein contra Israel em plena Guerra do Golfo (1991), mal podendo imaginar que, um dia, acabaria por se converter na reencarnação televisiva do ditador. Com 50 anos e filho de uma família de emigrantes judeus iraquianos, Naor..."
Bastava ter um conhecimento elementar do judaísmo ou da história do Médio Oriente para saber que não existem árabes israelitas filhos de emigrantes judeus. Os árabes israelitas são árabes (cristãos ou muçulmanos), os judeus israelitas são judeus, uns de origem marroquina, outros de origem iraquiana, outros ainda de origem russa, outros que já vivem em Israel/Palestina desde sempre etc. Os árabes israelitas são uma minoria não-judaica em Israel (como os drusos) e em termos identitários identificam-se mais com os palestinianos do que com os judeus israelitas, com quem partilham (de forma por vezes incompleta, infelizmente) os direitos e os deveres da cidadania israelita.
Enfim,bem sei que a secção Pessoas é uma gossip column que costuma versar sobre casamentos e baptizados de sujeitos e sujeitas famos@s. Mas já agora, o cidadão responsável por este texto podia tê-lo mostrado ao colega que trata do Médio Oriente antes de o mandar para imprimir, não? Ou se calhar o pessoal da Secção Internacional do Público também não percebe nada de nada... Ora vejamos...
O jornal diário português de referência
Mas não há dia em que no Público não se digam disparates que revelam a superficialidade dos conhecimentos dos que são incumbidos de escrever sobre temas complexos, como o Médio Oriente, a ordem constitucional americana, ou o preço do petróleo. São disparates que ofuscam e desinformam, e que muitas vezes afectam gravemente o conteúdo dos artigos.
Deixo aqui três exemplos dos últimos dois dias - que falam por si.
domingo, julho 20, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
Sobre a negociação de Israel
Sobre o regresso dos “heróis” ao Líbano o David já aqui falou. Mas quero acrescentar que, para mim, a desproporção desta negociação reflecte a desproporção existente entre as posturas dos dois lados na consideração pelos mais básicos direitos humanos.Inicialmente espantou-me o quanto Israel cedeu "apenas" para receber dois cadáveres. Apercebi-me depois que o respeito demonstrado pelo direito das famílias ao luto, sobretudo adquirido a um preço tão elevado, garante a vitória de Israel nesta negociação.
Assim, louvo o Povo de Israel por exigir este resultado, o Governo de Israel por aceitar a vontade do Povo e todos os Israelitas por demonstrarem que é possível não sacrificar os direitos elementares no altar da Segurança.
Entretanto, num kolkhoze perto dali...
Jerónimo de Sousa, sobre as FARC:
Imparcialidade e isenção
Mais um (pequenino) passo.

Adenda: Descobri agora no Tempos que Correm o link para o blog de Pedro Zerolo, o responável do PSOE que participou na conferência.
quarta-feira, julho 16, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Bronislaw Geremek, 6.3.1932 - 13.7.2008
sábado, julho 12, 2008
Dylan
sexta-feira, julho 11, 2008
Sem paninhos quentes
Deviam era proibir as campanhas de luta contra a Sida
quarta-feira, julho 09, 2008
Sem palavras
Segundo o Público de hoje o Dr Mário Soares terá dito ontem, a propósito da prisão de Guantánamo:
"prender suspeitos de actividade terrorista sem provas, sem julgamento, sem tempo e trazendo-os à força dos seus seus países em aviões que fizeram escala em aeroportos europeus para uma base militar em Cuba, só tem comparação com os campos de concentração nazis da Segunda Guerra Mundial." (meu ênfase)
Soares está zangado. Soares odeia Bush. Os nazis são o símbolo do mal. Ergo, toca a comparar os EUA com os nazis. É simples. Eu já ouvi isto em algum lado, a divisão do mundo em "bons" e "maus"... Para Soares há uma Axis of Evil. Só os membros é que são diferentes.
Eu já não percebo nada...
terça-feira, julho 08, 2008
Corte itinerante
O Eng.º Duarte Bragança vai fazer "monarquias abertas". Até parece que leva uma pequena corte em itinerância e que vai assinar protocolos com entidades locais. Da minha parte, estou especialmente curioso em saber qual a entidade signatária que o senhor representa, qual o conteúdo dos protocolos e, particularmente, qual o critério adoptado para a celebração de acordos com as instituições públicas referidas na notícia, a saber, a UBI, a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, ou a Direcção Regional de Agricultura. É de facto triste...
Após a decisão preliminar do sínodo da Igreja Anglicana em admitir o acesso de mulheres à qualidade de bispo, o Vaticano afirmou ter recebido a notícia com tristeza, indicando que a opção anglicana vai dificultar a aproximação entre as duas confissões e fazer retroceder o progresso dos últimos anos. A argumentação católica em torno da questão de fundo assenta no facto de todos os apóstolos terem sido homens, o que indiciará uma vontade de Jesus Cristo em vedar o acesso das mulheres ao sacerdócio. Tendo em conta que todos os apóstolos eram também Judeus, se quisermos levar o raciocínio até às suas últimas consequêncaias, cheira-me que a Igreja Católica fica sem padres...Compassionate society
Eleições fresquinhas a caminho

segunda-feira, julho 07, 2008
Alívio, por agora
Fobias
Prepare-se é para ser confrontada com a justa acusação de homofobia e discriminação. Deixo-lhe uma analogia que ilustrará o argumento do Daniel Oliveira no Eixo do Mal: assim como é hoje inaceitável que alguém defenda a proibição do casamento interracial, também o dia virá em que não haverá um pingo de dúvidas em remeter para o exterior do debate civilizado quem sustenta o tratamento discriminatório de casais homossexuais.








Histórica esta reunião. Os iranianos gostaram muito. E prometeram que vai haver mais. Estou mesmo contente. Entretanto as máquinas centrifugadoras vão rodando. Tanto uraniozinho enriquecido e tão poucas centrais nucleares para alimentar...





