segunda-feira, setembro 29, 2008

How to be elected president - Kennedy 1960

O clássico.

How to be elected president - Carter 1976

Nem só de política externa e de economia se alimenta um debate...

How to be elected president - Clinton 1992


É, de facto, a economia....

Eleições em alemão (do Sul) - II


Um pouco mais a sul, o resultado eleitoral foi um pouco mais deprimente. Para quem pensava que a extrema-direita austríaca tinha chegado ao seu pico em 1999, com os 26% de Haider, os resultados das eleições de ontem são um significativo balde de água fria.

Os social-democratas do SPÖ, com liderança refrescada com Werner Faymann e com um ensaio eurocéptico soft, conseguiram manter o primeiro lugar conquistado surpreendentente há um ano e meio. Contudo, com 29%, registam o pior resultado da sua história. Os conservadores do ÖVP, com 25,6%, conseguem também o seu pior resultado de sempre, ganham distância para os social-democratas e preparam-se para uma provável nova liderança.

Perante este cenário de castigo à grande coligação, as vencedoras da noite são as formações de extrema-direita: em primeiro lugar, o FPÖ, o "clássico" partido de extrema-direita, que sobe 7 pontos e chega aos 18%; logo de seguida, a BZÖ, a cisão organizada pelo antigo patrão da FPÖ, Jörg Haider, que chegou aos 11%, subindo também 7 pontos percentuais e roubando o quarto lugar aos Verdes, que se ficaram pelos 9%. Dividida, marcada por questiúnculas pessoais herdadas do tempo da cisão no rescaldo dos governos de coligação com a ÖVP de Schüssel, e caracterizada pelo discurso xenófobo e eurocéptico do costume, a extrema-direita austríaca chega aos 29% e ultrapassa a sua melhor marca, a de 1999, em que ainda unificada com FPÖ chegou aos 26%.

Mas há mais. Em Viena, a maior circunscrição eleitoral e maior centro urbano, a FPÖ foi a segunda força mais votada. E entre os jovens, a votação na extrema-direita foi percentualmente mais elevada do que no cômputo geral. Dois resultados que não auguram nada de bom. (Mais resultados, por região, aqui)

E o que se segue? O SPÖ anunciou que vai começar a preparar Governo. Ou se coliga outra vez com os conservadores, reeditando a coligação que foi sancionada nas urnas, esperando uma nova liderança do ÖVP menos revanchista, capaz de engolir a derrota de 2006, ou apenas lhe resta tentar um governo minoritário: com FPÖ já disse que não quer conversa (apesar de formar maioria aritmética), com os Verdes não há votos suficientes. Uma alternativa "à la 1999" seria a formação de um tripartido de direita, com conservadores e os dois partidos extremistas. O líder da FPÖ, Heinz-Christian Strache, não só acha a ideia interessante como até acha que tem potencial para ser o seu líder, invocando precisamente o precedente de 1999 em que foi Schüssel, o líder do terceiro partido mais votado, a chegar a chanceler...

Tudo somado e dividido, o mais provável será mais uma grande coligação. Contudo, se alguma coisa fica claro depois deste domingo é o efeito potencialmente nefasto destas soluções de centrão para as democracias. Lições a aprender a norte, na Alemanha, e por outros locais, à beira-mar plantados...

domingo, setembro 28, 2008

Eleições em alemão (do Sul) - I


Na Baviera, confirmando os cenários mais dantescos, a CSU regista uma queda histórica, perdendo 17% e a maioria absoluta, aterrando nos 43%. (O sr. Stoiber está seguramente a rir...) Conforme as sondagens o indicavam, os beneficiários são os Liberais, que regressam ao parlamento de Munique com 8,1 % (subindo 5,5%) e particularmente os eleitores livres que chegam aos 10% (crescendo 6%). O SPD não só não capitaliza, como ainda perde 1% globalmente. Contudo, os 4,7% da Linke vêm provavelmente em grande parte do eleitorado do SPD, pelo que os social-democratas podem ter compensado ao centro o que perderam à esquerda. E ainda é cedo para apurar os efeitos da nova liderança do SPD nos resultados.


Mais interessantes estão as coisas mais a Sul, mas já lá vamos...

Paul Newman (1925-2008)

sexta-feira, setembro 26, 2008

Por falar em temíveis lobbys judaicos...

... sinistros sindicatos de voto e esforços de mobilização da base eleitoral num dos mais badalados e polémicos battleground states:



The Great Schlep from The Great Schlep on Vimeo.

O "lóbi judaico de direita nos EUA"

Se tudo dependesse deste temível lóbi teríamos tido Democratas no poder desde 1945...

quinta-feira, setembro 25, 2008

Gravíssimo

Infelizmente são Liberais...

... mas neste caso têm razão...



E juntem-se à campanha, por favor.

Those were the days...



Não sei o que me choca mais neste artigo aterrador: será o vocabulário marxista-leninista completamente anacrónico (e em particular a insistência risível no determinismo do materialismo histórico)? Será a incapacidade de aceitar a derrota material e intelectual do 'socialismo científico' como modelo alternativo de sociedade? Será o ódio figadal (e, aliás, clássico) à "ideologia social-democrata", elencada como uma das razões para o colapso da União Soviética, juntamente com "o abandono de posições de classe e de uma estreita ligação com os trabalhadores, a claudicação diante das pressões e chantagens do imperialismo ... a rejeição do heróico património histórico dos comunistas, [e] a traição de altos responsáveis do partido e do Estado"? Será a referência elogiosa a países como Cuba, China, Vietname, Laos e RDP da Coreia, pelo "seu papel de resistência à 'nova ordem' imperialista"? Ou será o facto de estas teses terem sido aprovadas por unanimidade no Comité Central do PC?

Não, a mim o que me choca mais é que o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética que teve lugar em 1956 demonstrou uma maior capacidade de auto-crítica em relação aos crimes do estalinismo do que o XVIII Congresso do Partido Comunista Português, que terá lugar este ano.

O PC já foi um partido que, para além do seu papel na política nacional, agregava forças intelectualmente interessantes e albergava elementos progressistas em várias áreas, como o da emancipação das mulheres, por exemplo.

Neste momento não passa de um partido político amargurado, vazio de conteúdo, desfazado da realidade, intelectualmente estéril e preso na nostalgia de um passado dourado que nunca existiu.
Um bocadinho como o movimento monárquico.

À consideração do Spin Doctor que há em nós


John McCain decidiu suspender a campanha, pedindo igualmente o adiamento do primeiro debate presidencial previsto para amanhã, até que o Congresso delibere sobre o plano da administração Bush para fazer face à crise económica. Como é que eleitor americano reagirá?

Hipótese A: McCain é um verdadeiro patriota que põe o país à frente da política, reconhecendo que o sofrimento do povo americano é mais importante do que a sua campanha eleitoral. Demonstra que está apostado em retirar a política de Washington [seja lá isso o que fôr, mas tem sido o seu mantra na últimas semanas] o que só lhe fica bem, porque os politicos são todos iguais, menos ele. Estou comovido, vou entregar-lhe o meu voto e pedir um beijinho à Sarah Palin.

Hipótese B: Are you kidding me? É só uma jogada, quem é que ele pensa que engana?

Hipótese C: Como ele próprio reconheceu que não pesca nada de economia, deve ser para ter explicações durante o fim-de-semana, antes de se atrapalhar em frente ao Obama. Está apresentado.

A acompanhar o dsenvolvimento nas próximas sondagens.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Até Jason Bourne está com medo

... e não é para menos.


Série "Tom, the token gay friend" III

"Daqui a pouco ele ainda vai querer que a gente vá com ele à gay parade..."


Série "Tom, the token gay friend" II

O quê?! Gay e ainda por cima sério?!

Série "Tom, the token gay friend" I

Lá ser gay está bem. Mas agora militâncias é que não.

A selecção de documentários de Sarah Palin

Ora Zuma na caneca!



Para que não restem dúvidas, Jacob Zuma veio para ficar. Conquistado o ANC e ilibado das acusações que lhe eram imputadas, a saída de cena de Mbeki coroa o percurso imparável do provável futuro presidente da África do Sul. Longe de uma saída graciosa, pacífica e institucionalmente impecável como a de Mandela, a segunda mudança de poder no pós-apartheid traz consigo um potencial de instabilidade que pode ser preocupante. Contudo, poderá também servir para clarificar as águas no amplo bloco político que o ANC representa e permitir o aparecimento de uma formação política alterantiva, com possibilidade de disputar eleições - o que poderá ser uma refrescante novidade para a jovem democracia sul-africana. Veremos.


(Já agora, desculpem o trocadilho, mas há muito que aguardava uma oportunidade para homenagear a Tonicha de forma totalmente despropositada.)

My president


A partir do 31 da Armada descobri isto: Bartlet aconselha Obama. Deixo o meu bocadinho favorito.


OBAMA The problem is we can’t appear angry. Bush called us the angry left. Did you see anyone in Denver who was angry?

BARTLET Well ... let me think. ...We went to war against the wrong country, Osama bin Laden just celebrated his seventh anniversary of not being caught either dead or alive, my family’s less safe than it was eight years ago, we’ve lost trillions of dollars, millions of jobs, thousands of lives and we lost an entire city due to bad weather. So, you know ... I’m a little angry.

OBAMA What would you do?
BARTLET GET ANGRIER! Call them liars, because that’s what they are. Sarah Palin didn’t say “thanks but no thanks” to the Bridge to Nowhere. She just said “Thanks.” You were raised by a single mother on food stamps — where does a guy with eight houses who was legacied into Annapolis get off calling you an elitist? And by the way, if you do nothing else, take that word back. Elite is a good word, it means well above average. I’d ask them what their problem is with excellence. While you’re at it, I want the word “patriot” back. McCain can say that the transcendent issue of our time is the spread of Islamic fanaticism or he can choose a running mate who doesn’t know the Bush doctrine from the Monroe Doctrine, but he can’t do both at the same time and call it patriotic. They have to lie — the truth isn’t their friend right now. Get angry. Mock them mercilessly; they’ve earned it. McCain decried agents of intolerance, then chose a running mate who had to ask if she was allowed to ban books from a public library. It’s not bad enough she thinks the planet Earth was created in six days 6,000 years ago complete with a man, a woman and a talking snake, she wants schools to teach the rest of our kids to deny geology, anthropology, archaeology and common sense too? It’s not bad enough she’s forcing her own daughter into a loveless marriage to a teenage hood, she wants the rest of us to guide our daughters in that direction too? It’s not enough that a woman shouldn’t have the right to choose, it should be the law of the land that she has to carry and deliver her rapist’s baby too? I don’t know whether or not Governor Palin has the tenacity of a pit bull, but I know for sure she’s got the qualifications of one. And you’re worried about seeming angry? You could eat their lunch, make them cry and tell their mamas about it and God himself would call it restrained. There are times when you are simply required to be impolite. There are times when condescension is called for!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Não há pachorra.

O David começa a investir contra o Público e eu penso para comigo "bora lá dar uma oportunidade ao DN". Começa-se a ler a coisa, abre-se na página do JCN às segundas-feiras e parece que estamos a ler o boletim paroquial de S. Lucrécia de Algeriz. Esta semana parece que "Deve ser horrível ser Deus".
Deve é ser horrível ser o revisor do DN...
Alguém quer fundar um jornal?