sexta-feira, setembro 26, 2008

Por falar em temíveis lobbys judaicos...

... sinistros sindicatos de voto e esforços de mobilização da base eleitoral num dos mais badalados e polémicos battleground states:



The Great Schlep from The Great Schlep on Vimeo.

O "lóbi judaico de direita nos EUA"

Se tudo dependesse deste temível lóbi teríamos tido Democratas no poder desde 1945...

quinta-feira, setembro 25, 2008

Gravíssimo

Infelizmente são Liberais...

... mas neste caso têm razão...



E juntem-se à campanha, por favor.

Those were the days...



Não sei o que me choca mais neste artigo aterrador: será o vocabulário marxista-leninista completamente anacrónico (e em particular a insistência risível no determinismo do materialismo histórico)? Será a incapacidade de aceitar a derrota material e intelectual do 'socialismo científico' como modelo alternativo de sociedade? Será o ódio figadal (e, aliás, clássico) à "ideologia social-democrata", elencada como uma das razões para o colapso da União Soviética, juntamente com "o abandono de posições de classe e de uma estreita ligação com os trabalhadores, a claudicação diante das pressões e chantagens do imperialismo ... a rejeição do heróico património histórico dos comunistas, [e] a traição de altos responsáveis do partido e do Estado"? Será a referência elogiosa a países como Cuba, China, Vietname, Laos e RDP da Coreia, pelo "seu papel de resistência à 'nova ordem' imperialista"? Ou será o facto de estas teses terem sido aprovadas por unanimidade no Comité Central do PC?

Não, a mim o que me choca mais é que o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética que teve lugar em 1956 demonstrou uma maior capacidade de auto-crítica em relação aos crimes do estalinismo do que o XVIII Congresso do Partido Comunista Português, que terá lugar este ano.

O PC já foi um partido que, para além do seu papel na política nacional, agregava forças intelectualmente interessantes e albergava elementos progressistas em várias áreas, como o da emancipação das mulheres, por exemplo.

Neste momento não passa de um partido político amargurado, vazio de conteúdo, desfazado da realidade, intelectualmente estéril e preso na nostalgia de um passado dourado que nunca existiu.
Um bocadinho como o movimento monárquico.

À consideração do Spin Doctor que há em nós


John McCain decidiu suspender a campanha, pedindo igualmente o adiamento do primeiro debate presidencial previsto para amanhã, até que o Congresso delibere sobre o plano da administração Bush para fazer face à crise económica. Como é que eleitor americano reagirá?

Hipótese A: McCain é um verdadeiro patriota que põe o país à frente da política, reconhecendo que o sofrimento do povo americano é mais importante do que a sua campanha eleitoral. Demonstra que está apostado em retirar a política de Washington [seja lá isso o que fôr, mas tem sido o seu mantra na últimas semanas] o que só lhe fica bem, porque os politicos são todos iguais, menos ele. Estou comovido, vou entregar-lhe o meu voto e pedir um beijinho à Sarah Palin.

Hipótese B: Are you kidding me? É só uma jogada, quem é que ele pensa que engana?

Hipótese C: Como ele próprio reconheceu que não pesca nada de economia, deve ser para ter explicações durante o fim-de-semana, antes de se atrapalhar em frente ao Obama. Está apresentado.

A acompanhar o dsenvolvimento nas próximas sondagens.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Até Jason Bourne está com medo

... e não é para menos.


Série "Tom, the token gay friend" III

"Daqui a pouco ele ainda vai querer que a gente vá com ele à gay parade..."


Série "Tom, the token gay friend" II

O quê?! Gay e ainda por cima sério?!

Série "Tom, the token gay friend" I

Lá ser gay está bem. Mas agora militâncias é que não.

A selecção de documentários de Sarah Palin

Ora Zuma na caneca!



Para que não restem dúvidas, Jacob Zuma veio para ficar. Conquistado o ANC e ilibado das acusações que lhe eram imputadas, a saída de cena de Mbeki coroa o percurso imparável do provável futuro presidente da África do Sul. Longe de uma saída graciosa, pacífica e institucionalmente impecável como a de Mandela, a segunda mudança de poder no pós-apartheid traz consigo um potencial de instabilidade que pode ser preocupante. Contudo, poderá também servir para clarificar as águas no amplo bloco político que o ANC representa e permitir o aparecimento de uma formação política alterantiva, com possibilidade de disputar eleições - o que poderá ser uma refrescante novidade para a jovem democracia sul-africana. Veremos.


(Já agora, desculpem o trocadilho, mas há muito que aguardava uma oportunidade para homenagear a Tonicha de forma totalmente despropositada.)

My president


A partir do 31 da Armada descobri isto: Bartlet aconselha Obama. Deixo o meu bocadinho favorito.


OBAMA The problem is we can’t appear angry. Bush called us the angry left. Did you see anyone in Denver who was angry?

BARTLET Well ... let me think. ...We went to war against the wrong country, Osama bin Laden just celebrated his seventh anniversary of not being caught either dead or alive, my family’s less safe than it was eight years ago, we’ve lost trillions of dollars, millions of jobs, thousands of lives and we lost an entire city due to bad weather. So, you know ... I’m a little angry.

OBAMA What would you do?
BARTLET GET ANGRIER! Call them liars, because that’s what they are. Sarah Palin didn’t say “thanks but no thanks” to the Bridge to Nowhere. She just said “Thanks.” You were raised by a single mother on food stamps — where does a guy with eight houses who was legacied into Annapolis get off calling you an elitist? And by the way, if you do nothing else, take that word back. Elite is a good word, it means well above average. I’d ask them what their problem is with excellence. While you’re at it, I want the word “patriot” back. McCain can say that the transcendent issue of our time is the spread of Islamic fanaticism or he can choose a running mate who doesn’t know the Bush doctrine from the Monroe Doctrine, but he can’t do both at the same time and call it patriotic. They have to lie — the truth isn’t their friend right now. Get angry. Mock them mercilessly; they’ve earned it. McCain decried agents of intolerance, then chose a running mate who had to ask if she was allowed to ban books from a public library. It’s not bad enough she thinks the planet Earth was created in six days 6,000 years ago complete with a man, a woman and a talking snake, she wants schools to teach the rest of our kids to deny geology, anthropology, archaeology and common sense too? It’s not bad enough she’s forcing her own daughter into a loveless marriage to a teenage hood, she wants the rest of us to guide our daughters in that direction too? It’s not enough that a woman shouldn’t have the right to choose, it should be the law of the land that she has to carry and deliver her rapist’s baby too? I don’t know whether or not Governor Palin has the tenacity of a pit bull, but I know for sure she’s got the qualifications of one. And you’re worried about seeming angry? You could eat their lunch, make them cry and tell their mamas about it and God himself would call it restrained. There are times when you are simply required to be impolite. There are times when condescension is called for!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Não há pachorra.

O David começa a investir contra o Público e eu penso para comigo "bora lá dar uma oportunidade ao DN". Começa-se a ler a coisa, abre-se na página do JCN às segundas-feiras e parece que estamos a ler o boletim paroquial de S. Lucrécia de Algeriz. Esta semana parece que "Deve ser horrível ser Deus".
Deve é ser horrível ser o revisor do DN...
Alguém quer fundar um jornal?

sexta-feira, setembro 19, 2008

E eu a pensar que nesta legislatura não havia mais...

Se eu percebi bem a história, parece que vai um grande sururu na bancada parlamentar socialista a propósito dos projectos de lei possibilitando o casamento entre pessoas do mesmo sexo a ser apresentados pelos "Verdes" e pelo BE no dia 10 de Outubro.

As opiniões dividem-se. Uns querem que se vote contra os dois projectos e defendem a imposição de disciplina de voto nesse sentido ao grupo parlamentar. Outros querem liberdade de voto.

Parece-me que este debate no PS está a assumir contornos fracturantes.

Novidades do Sul da Alemanha

Da Alemanha, mais precisamente da Baviera, notícias menos simpáticas para os conservadores: a CSU pode estar à beira de ficar abaixo dos 50% (pela primeira vez desde 1970) e ainda não está excluída a hipótese de não conseguir renovar a maioria absoluta e ter de se coligar com outro partido (pela primeira vez desde 1962). Segundo a mesma sondagem, apenas 38% dos eleitores preferiria um governo maioritário da CSU.



E o SPD? Ainda pior. O SPD anda pelos 21%. O mais deprimente nem é o facto de isso representar uma subida de dois pontos em relação às ultimas eleições, mas sim o facto de continuar a perder votos para a esquerda (neste caso os Verdes, mais do que a Linke) e para o centro, onde a sensação da última sondagem é representada pela possibilidade de entrada no parlamento bávaro da coligação de grupos de cidadãos eleitores (Freie Wähler) que apresentam entre 7 e 8% nas sondagens. Para já, a estratégia de viragem ao centro não parece colher frutos...

quinta-feira, setembro 18, 2008

O jornal diário português de referência V

Eu vou parar de ler o Público de hoje, porque senão não paro de escrever posts.
Página 16. Título do artigo: "Tzipi Livni reclama vitória na eleição do Kadima, o partido no poder em Israel." Primeiro parágrafo:

"Sondagens feitas pelas estações de televisão israelitas davam ontem à noite a vitória nas eleições do Kadima à ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, com resultados entre os 43 e os 47 por cento, contra 37-38 para o seu rival, o ministro da defesa, Shaul Mofaz."

Shaul Mofaz é Ministro dos Transportes desde Maio de 2006. Ehud Barak é Ministro da Defesa desde Junho de 2007. Sem palavras.


[O título deste mesmo artigo na versão online do Público de hoje é "Projecções dão vitória a Livni nas eleições do Kadima", portanto diferente do título da versão impressa. Não percebo porquê. Não excluo portanto que algum do conteúdo do artigo também seja diferente na versão impressa. Com muita sorte, só a versão online é que tem o erro.]

O jornal diário português de referência IV

Depois de isto, isto e isto, o Público volta a fazer das suas. Edição de hoje. Página 13 (segunda página da secção "Mundo", o verdadeiro tendão de Aquiles deste jornal). Título do artigo: "Novo ataque americano faz cinco mortos no Paquistão".

O artigo explica:

"No Afeganistão, a violência continua em crescendo. Ontem morreram quatro soldados estrangeiros, mas foram as mortes de civis provocadas nos últimos meses por ataques dos EUA e da NATO que motivaram uma visita do secretário de Estado americano. "Amplio as minhas condolências sinceras e desculpas pessoais sobre a recente perda de vidas inocentes como resultado de ataques da coligação", disse Robert Gates depois de um encontro com o Presidente afegão, Hamid Karzai."

Robert Gates é Secretário da Defesa. Condi Rice é Secretária de Estado. Um detalhe, dirão. Um lapso, talvez. Mas eles são tantos e tão frequentes...

Pontos nos is



Se a intenção é criticar o Partido Socialista por uma posição errada e contrária ao seu próprio ideário, nada tenho a apontar. Agora penso que o Daniel sabe que está ser injusto ao dirigir a crítica a quem dentro do Partido Socialista a não merece, a quem dentro do Partido Socialista e junto da sociedade civil tem vindo a acompanhar a questão e a bater-se por ela, com convicção e não apenas como um flirt ideológico para mostrar modernidade.


O cartaz e a iniciativa que ilustram o post são, aliás, exemplos de eventos de discussão da temática do casamento entre pessoas do mesmo sexo, com académicos e activistas nacionais e estrangeiros e com representantes do movimento LGBT, precisamente com o intuito de alterar a lei e eliminar a discriminação. Ilustram ainda uma linha de orientação programática já por duas vezes sufragada pelo Congresso Nacional da JS e pelos seus dirigentes nacionais, quase sempre contra a vontade do próprio partido em manter o assunto adormecido até momento a definir.
Críticas ao PS? Força, todas merecidas. Agora ignorar e desconsiderar o que se tem feito de positivo para assegurar igualdade de direitos a todo é que me parece deselegante e manipulador.

Livni


Com 47 a 49 % dos votos, Tzipi Livni é a nova líder do Kadima. Sem manchas de corrupção que a enfraqueçam politicamente e determinada a chegar a um acordo que viabilize a co-existência de dois Estados, poderá ser que represente a mudança necessária para relançar o processo de paz.
Admito algum wishful thinking da minha parte, mas mesmo para isso é que haja algo de novo e isso, pelo menos, Livni consegue representar.

Dias melhores virão

Joan Baez - We shall overcome

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ao cuidado de João Miranda

Para quem acha que mais regulação é o novo socialismo, eis o que diz Joseph Stiglitz (perigoso redactor de planos quinquenais) sobre como melhorar a regulação e evitar o caminho que levou à crise. (toda a história aqui)

1. We need first to correct incentives for executives, reducing the scope for conflicts of interest and improving shareholder information about dilution in share value as a result of stock options. We should mitigate the incentives for excessive risk-taking and the short-term focus that has so long prevailed, for instance, by requiring bonuses to be paid on the basis of, say, five-year returns, rather than annual returns.

2. Secondly, we need to create a financial product safety commission, to make sure that products bought and sold by banks, pension funds, etc. are safe for "human consumption." Consenting adults should be given great freedom to do whatever they want, but that does not mean they should gamble with other people's money. Some may worry that this may stifle innovation. But that may be a good thing considering the kind of innovation we had -- attempting to subvert accounting and regulations. What we need is more innovation addressing the needs of ordinary Americans, so they can stay in their homes when economic conditions change.

3. We need to create a financial systems stability commission to take an overview of the entire financial system, recognizing the interrelations among the various parts, and to prevent the excessive systemic leveraging that we have just experienced.

4. We need to impose other regulations to improve the safety and soundness of our financial system, such as "speed bumps" to limit borrowing. Historically, rapid expansion of lending has been responsible for a large fraction of crises and this crisis is no exception.
5. We need better consumer protection laws, including laws that prevent predatory lending.

6. We need better competition laws. The financial institutions have been able to prey on consumers through credit cards partly because of the absence of competition. But even more importantly, we should not be in situations where a firm is "too big to fail." If it is that big, it should be broken up.


Claramente estamos a um passinho do kolkhoze...

Le meilleur des mondes possibles



... não, caro Henrique-Pangloss, decididamente não vivemos no melhor dos mundos possíveis. E o mundo acabou para muita gente em 1929, sim senhor. Em '29, em '33, em '39 e em muitos anos entre 1929 e 1945. E a implosão do capitalismo ajudou. E não foi pouco. Portanto, vamos a tentar construir um capitalismo sustentável? Vamos? Então vá.

Nunca pensei dizer isto...

...mas o Público tem um excelente artigo sobre Israel.

terça-feira, setembro 16, 2008

Silva Carvalho e os 175 anos do STJ

Aproveitando os 175 anos da instalação do Supremo Tribunal de Justiça, aproveito para deixar uma notazinha sobre o seu primeiro presidente, provavelmente o mais esquecido dos principais estadistas da fase inicial do liberalismo português, José da Silva Carvalho.
Da aura revolucionária de fundador do Sinédrio e membro da Junta Provisória de Supremo Governo do Reino depois da Revolução de 1820, a ministro da Fazenda e Justiça por diversas vezes (Regência de 1821, D. João VI, Regência de Isabel Maria, Governos do Devorismo), passando pela participação nas principais operações militares das guerras liberais (incluindo a expedição naval ao Algarve que, partindo do Porto, inverteu o curso da guerra civil), ao seu papel como Grão-Mestre do GOL, por largos anos (e depois da cisão, do Grande Oriente do Rito Escocês), a pouca exposição dada à figura de Silva Carvalho é, acima de tudo, difícil de explicar face ao seu influente papel no período crítico da consolidação do liberalismo entre nós.

Longe de estar a defender que o seu legado seja consensual ou que mereça particular homenagem pública associada ao dia de hoje, apenas realço a necessidade de a historiografia portuguesa continuar a apostar ainda mais na tarefa de construção de estudos biográficos dos actores decisivos da história contemporânea.

Quizz

4 pistas:

Um avolumar de tensão no governo.
Um chefe de executivo contestado.
Uma demissão que fragiliza a coesão governativa.
Não é a Ucrânia.


Resposta aqui.

Só não vê quem não quer

Isilda Pegado veio-nos recordar hoje no Público aquilo que parece escapar às evidências dos Portugueses: o claro nexo causal entre assaltos a bombas de gasolina e o número de divórcios. Bem-hajam estes faróis da sociedade. Fica um excerto:

A destruição sistemática da família e do seu papel constitui mais um factor para a insegurança e criminalidade que vivenciamos.

[...]

Ora, lei como a do divórcio (recentemente vetada) são o sinal político dado à sociedade da precariedade das relações da família (casamento) e do desprezo pelo seu papel de interesse público.

[...]

Persisitir numa política que elege a irresponsabilidade, a precariedade e a insegurança na família é negar a realidade, esquecer o cidadão comum e fomentar franjas de delinquência.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Onde andas?


Consta que o da imagem anda mais enérgico que o original...

Fingers crossed

Não estou lá muito optimista, mas...
Benefício da dúvida, pelo menos.

Um cheirinho de Weimar


A esquecida turbulência eleitoral no Estado do Hesse promete regressar em Outubro e dar uma primeira dor de cabeça à provável liderança bicéfala do SPD (Steinmeyer e Müntefering). Quando se mostra desejoso de voltar ao centro, eis que o SPD se depara com a possibilidade de uma coligação com os Verdes, tolerada pelo Partido da Esquerda (Die Linke). Ainda pode tudo naufragar, perante a necessidade de conferências partidárias de homologação das decisões e negociações quer da coligação, quer dos termos em que o executivo minoritário seria "tolerado" pela Linke, mas que a liderança nacional não vai ter dias felizes tão cedo disso podemos ficar certos...



O endereço postal de um indivíduo por vezes explica-se assim

José Saramago iniciou um blog associado ao site da sua Fundação (que aproveito para juntar aos links). Para além de uma notícia no site da Agência Lusa, quantos órgãos de comunicação social o noticiaram até agora? Que eu tenha dado conta, só o El País...

Ó Henrique! Estás-te a meter num 31...

Já sei que gostas do McCain, mas chega de defender a Palin. Ela acredita que o mundo foi feito em seis dias. E isso é ridículo. Até o Vacas sabe que essa historieta é uma metáfora. Vá, juizínho e menos entusiasmo forçado, senão, um dia, quando o McCain tiver caído da tripeça e a Palin decidir bombardear um país "cause they are, like, such atheists and communists and stuff", vais-te arrepender. Conselho de amigo.

O que me vai faltar mais depois de dia 4 de Novembro...

...são os momentos de comédia associados às eleições americanas. Mas não faz mal. Talvez aconteça como nos últimos oito anos, em que depois das noites eleitorais eu continuei com a impressão de que estava perante uma espécie de piada de mau gosto sem fim. Literalmente. Sem punch line.

(As minhas desculpas pela publicidade a produtos de beleza que precede o vídeo...)

domingo, setembro 14, 2008

Sarah Palin: "We will not repeat a Cold War"

In fact, this time we're skipping a Cold War altogether and moving directly to the hot version.
Tirem-lhe o microfone da mão, por favor, senão antes de acabar a campanha eleitoral americana já os russos chegaram aos Pirinéus.

sexta-feira, setembro 12, 2008

O melhor jornalismo do mundo III

Mais uma vez, o NYT a dar cartas. Impressionante este artigo sobre Jenin. Impressionante também a capacidade das pessoas em Israel/Palestina acreditarem na paz, nem que seja à escala local, apesar de Ocupação, terrorismo e ódios viscerais.

A passagem mais interessante parece ser esta, de um líder de uma estrutura do poder local israelita:

“There are two kinds of peace,” Mr. Atar said one recent afternoon in his office with Mr. Salem at his side. “There is the one on a piece of paper that doesn’t stand up to any test and there is the one built from the bottom up. That is the one we are hoping to build. It is increasingly clear that if Israeli Jews cannot figure out how to have good relations with Israeli Arabs, there won’t be peace beyond the borders, either. We have a choice in Israel of making peace or living in a bunker.”

O que é mais triste é que os pontos de contacto entre israelitas e palestinianos, isto é, os alicerces dessa paz 'bottom up' começaram a escassear depois da Primeira Intifada, para desaparecerem quase completamente depois da Segunda. Ironicamente, entre 1967 e o fim dos anos 80, a Palestina ocupada assistiu a um boom económico, oleado pelo consumo israelita e pelos salários ganhos em Israel. A Palestina tinha uma classe média próspera, um nível de educação formal invejável na região, mulheres emancipadas, um debate político e uma imprensa pujantes etc. Também ironicamente, a Ocupação e a tutela israelita impediram que se instalasse no poder uma daquelas ditaduras autoritárias que dominam na região e que eternizam a mediocridade no Mundo Árabe.

Mas o que a Primeira Intifada demonstrou é que não há prosperidade que compense a falta de liberdade, e a incapacidade de decidir o próprio destino. Era uma prosperidade constantemente relativizada pelos rituais administrativos e repressivos da Ocupação. E o rebentar da Primeira Intifada é uma lição muito útil: ter um estômago cheio, ter um salário e saber ler e escrever não chega. É preciso ser livre.

O que é triste é que olhando à volta na região, para sítios onde soldados israelitas nunca puseram os pés, a liberdade não é propriamente um dado adquirido. Quando Arafat voltou à Palestina no contexto do processo de Oslo, instaurou uma ditadurazinha paternalista e corrupta, e mostrou que o relaxamento da Ocupação não restaurava automática e miraculosamente um utópico passado de liberdade e felicidade na Palestina.

Mas isso na verdade não diz respeito a Israel. Cabe aos palestinianos escolherem o seu próprio destino, mesmo se isso incluir enfiar o mesmo barrete que os vizinhos egípcios ou jordanos. E talvez um dia, quando os israelitas retirarem os colonatos e houver fronteiras claras entre estes dois povos que têm que ser separados de uma vez por todas, talvez um dia, quando as feridas tiverem começado a sarar, os israelitas possam a voltar a ir fazer as compras de fim-de-semana à Palestina (parece que o houmous de Tulkarm é particularmente delicioso) e os palestinianos possam vir ganhar a vida em Israel.

Anseio por ler um artigo do NYT sobre este novo mundo.

quarta-feira, setembro 10, 2008

segunda-feira, setembro 08, 2008

Restabelecendo a verdade

Aparentemente esta foto é falsa. Mea culpa e muitas desculpas. Muito obrigado ao nosso leitor Miguel Lopes por ter chamado a atenção para este artigo, e por ter estragado a brincadeira a toda a gente. Isto é claramente um daqueles exemplos em que não se devia deixar a "verdade" interferir com a folgança.

The good news: agora já podemos questionar o patriotismo da Sarah Palin!

Reunião informal de MNEs europeus em Avignon (5/6 Setembro)

Digam lá que o projecto europeu não produz imagens bonitas.

O melhor jornalismo do mundo II

Mais excelência no jornalismo: impressionante este artigo do New York Times sobre um incidente em que aparentemente dezenas de civis foram mortos pela força aérea americana. Independentemente do debate sobre a exactidão do relatório das Nações Unidas e dos testemunhos dos aldeãos afegãos, continua a ser absolutamente incompreensível o uso de meios aéreos em aglomerados habitacionais por parte das forças americanas e da NATO (das missões Enduring Freedom e ISAF) no Afeganistão.

Recentemente, após uma série de incidentes parecidos, oficiais americanos e da NATO reduziram drasticamente o uso de meios aéreos e o resultado foi uma queda das vítimas civis. O problema é que com a rotação de oficiais do teatro de guerra afegão, aparentemente desaparece a "memória de doutrina" que devia ser acumulada com o passar do tempo. Mesmo se deixássemos de lado o respeito pelo Direito Internacional e considerações éticas básicas, a aplicação (de utilidade sempre limitada) de uma pura lógica militar devia chegar para se pôr fim a este tipo de acções: bem sei que é do mais banal senso comum dizer isto, mas num caso clássico de contra-insurgência em que, mais decisivo do que destruir militarmente o inimigo, importa isolá-lo nas comunidades que o sustentam, cada erro destes representa uma vitória estrondosa para os Taliban.

É verdade que o novo manual americano de contra-insurgência elaborado pelo General Petraeus (que se baseia nas lições do Iraque) já exprime esta preocupação de mudar o ênfase das acções militares da destruição material do inimigo para a criação de espaços seguros para a população civil onde reconstrução económica e estabilidade política permitam a redução da presença militar estrangeira.

O que eu não percebo é o tempo que leva esta gente a aplicar lições - que não são novas.

Parece que mesmo depois da Argélia, da Malásia, da Palestina, do Iraque e de outros exemplos de confrontos entre forças convencionais por um lado e forças irregulares mergulhadas na população civil por outro, de cada vez se tem que reaprender as mesmas lições...


Adenda

Últimos desenvolvimentos.

quinta-feira, setembro 04, 2008

O melhor jornal do mundo

Um episódio da vida no Iraque. A importância de um aperto de mão em público. Um retrato de relações humanas a reflectir a complexidade do país. A importância da informalidade, dos rituais (masculinos) e das armas. Enfim, uma reportagem que, mais do que descrever um momento na vida política iraquiana, é um verdadeiro exercício de jornalismo antropológico.

New York Times.

Sarah Palin: Pelo menos não podem acusá-la de falta de patriotismo


terça-feira, setembro 02, 2008

Acho que vale a pena ler na íntegra...

... as conclusões do Conselho Europeu extraordinário que teve lugar ontem em Bruxelas (sobre a guerra entre a Geórgia e a Rússia). Em três palavras: tough on Russia.

Boas notícias

A confirmar-se esta notícia, é uma decisão extraordinária. Se se confirmar, demonstra mais uma vez que a Síria é liderada por uma regime com muito poucos escrúpulos - e extremamente pragmático. Parece confirmar que o apoio ao Hamas é pura e simplesmente um meio para exercer pressão sobre Israel.
E que tem sido um erro dos EUA tentar isolar a Síria nos últimos oito anos (nomeadamente pressionando Israel para não reencetar negociações com Damasco).
O regime da Bashar Assad não quer justiça para os palestinianos, nem promover o fanatismo islâmico, nem apoiar a criação de uma hegemonia iraniana: tudo isto são apenas meios para um fim - a sobrevivência de um regime podre, autoritário e violento.
E nada daria um novo fôlego a este regime como a recuperação dos Golã. Pois dêem-lhes o raio dos Golã. Mesmo se isso aparentemente legitimar o regime.
É que sem a guerra com Israel, sem o fantasma da ameaça sionista a justificar a permanente histeria colectiva promovida pelas autoridades, sem a militarização da sociedade e sem o isolamento do regime na cena internacional, os sírios certamente sacudirão aquele regime. Com muita sorte, a recuperação dos Golã será a última - e a mais pírrica - vitória do regime dos Assad.

sexta-feira, agosto 29, 2008

A guerra na Geórgia

Excelente este curto 'Policy Brief' to European Council on Foreign Relations (ECFR), que descreve em detalhe os contornos de uma nova estratégia de envolvimento europeu no Cáucaso. Não sei se concordo com a defesa do aceleramento do processo de integração da Ucrânia no espaço euro-atlântico. Mas não restam dúvidas de que é preciso um envolvimento muito mais pró-activo da UE na zona do Mar Negro.

E por favor, chega de papagear a propaganda de Moscovo de que "vocês é que nos obrigaram a fazer isto por causa do Kosovo". Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O Kosovo não é precedente: leiam o primeiro parágrafo da Resolução 1808 do CSNU de 15 de Abril deste ano (sobre a Geórgia) e comparem-no com a linguagem da Resolução 1244 (sobre o "future status" em aberto do Kosovo), em que se baseia a independência do pequeno país balcânico.
Onde é que no Cáucaso do Sul houve um protectorado (sui generis) das NU durante 8 anos? Onde é que os EUA (ou qualquer uma das outras potências ocidentais envolvidas na guerra de 1999) andaram a distribuir passaportes americanos aos kosovares para depois evocarem que se viam obrigados a "proteger cidadãos" deles (comos os russos fazem há anos na Abcázia e na Ossétia do Sul)? E o texto do ECFR acrescenta:


"Politically, the European Union cannot afford to allow the comparison with Kosovo to stand. Rather than claiming – as they have done in the past – that the situation in Kosovo does not create a precedent, EU leaders need to be explicit about what precedent it actually sets. NATO’s intervention in Kosovo followed a long period of oppression of the majority Albanian population, including massive displacement of civilians in the recent past, and came when all diplomatic avenues had been exhausted. The UN Security Council did not authorise the bombings, but recognised the existence of large-scale repression committed by Yugoslavia.
The Russian action in Georgia was different. It pre-empted any diplomatic attempts to resolve the latest crisis, and there was no independent evidence of the scale of humanitarian emergency that would have justified a large-scale military response across the whole of Georgia, though actions to protect civilians in South Ossetia were justified
."

Tudo isto não contradiz o facto indisputável de que a Geórgia está nas mãos de um aventureiro irresponsável que mergulhou o país dele numa guerra brutal (com bombardeamentos indicriminados contra civis ossétios) e impossível de ganhar. E foi ele que começou, sim senhor. Mas eu lembro-me muito bem de outra guerra em que um dos lados começou e foi o outro que respondeu de forma desproporcionada e que, com isso, perdeu muita da razão e da legitimidade que tinha nos primeiros dias do conflito.

Foi o caso de Israel e do Hezbollah na guerra de 2006.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Hillary Clinton

Só posso aconselhar a toda a gente que vá ao Youtube ver este discurso de Hillary Clinton, proferido ontem na Convenção do Partido Democrata em Denver. Tem tudo: é rico em substância (ao contrário de you know who...); é politicamente sábio, porque apela à unidade perante o adversário republicano; é pessoalmente generoso, com inúmeras referências elogiosas a Bill Clinton, Joe Biden, Obama, claro, e outros.
E acima de tudo é convincente. Desta vez ninguém pode acusá-la (pela enésima vez) de falsidade, ou de maquiavelismo.
Enfim, um desperdício de talento.
Se o Obama se atreve agora a soçobrar nos debates televisivos (nos quais me parece óbvio que Hillary triunfaria) e a perder as eleições ao fim de oito anos de Bush, então fico chateado, mas mesmo chateado.
Só é pena a minha opinião não contar para nada.
Mas eu quero que o eleitorado americano saiba o seguinte (vou dizer isto em inglês, porque os américas só falam lá a língua deles):
Our blog Bóina Frígia, following in the footsteps of the proud Republican tradition that gave birth to your nation, is a staunch supporter of Barack Obama. Please vote for him and make us all happy.

terça-feira, agosto 12, 2008

Canções para o Cáucaso

Marlene Dietrich - Where have the flowers gone?

sábado, agosto 09, 2008

A verdade

Fica aqui um gostinho da imprensa russa, a propósito do conflito no Cáucaso. Se é assim a versão em inglês...

P.S: Gosto particularmente do parágrafo de abertura, com a piadazinha racista...

segunda-feira, agosto 04, 2008

The Beatles - In my life

Mais um momento carregado de suspense...

Agora que se tornou entusiasmante falar de Direito Constitucional e das competências das Regiões Autónomas, eis o Tribunal Constitucional a levantar mais um foco de sensação: como seria de esperar, a adaptação pela Madeira da Lei do Tabaco foi objecto de pronúncia pela inconstitucionalidade. Lenta, mas seguramente vão-se definindo as linhas de equilíbrio da nova repartição de competências legislativas pós-revisão de 2004. Esperemos que ninguém tenha a rica ideia de voltar a baralhar e dar de novo....

To boldly go...


Ainda nem acabámos de estragar este, e já estamos a pensar se vai dar para lixar o planeta do vizinho...


Vitória das palavras

Alexander Solzhenitsyn
11 de Dezembro de 1918 - 3 de Agosto de 2008

domingo, agosto 03, 2008

Afinidades

Nessun Dorma - Puccini - Turandot

Adagio

Franz Schubert - Quinteto para cordas em Dó maior - 2. Adagio

quinta-feira, julho 31, 2008

O jornal diário português de referência III

A página três do caderno principal do Público de hoje fala sobre o preço do petróleo. Tem um gráfico bonito. E tem um texto menos bonito que diz esta coisa fantástica.

"Tudo se tornou mais provável durante as duas últimas semanas, depois de o preço do barril de petróleo ter caído para um valor próximo de 20 dólares..."

O gráfico imediatamente por cima deste texto jocoso descreve correctamente a curva do valor do brent em dólares, que atingiu ontem os $123. Bem longe dos $20. Bem sei o que é que estão a pensar: é uma gralha, ele queria dizer "um valor próximo de 120 dólares." O problema é que se eu estivesse a ler um International Herald Tribune, um Financial Times, um Le Monde, ou mesmo um El País, isto seria claramente uma gralha. Neste caso não sei. Para mim, o Público não merece o benefício da dúvida. A frequência, diversidade e gravidade dos erros neste jornal é tal, que nada é inconcebível.

O jornal diário português de referência II

Na página 14 do caderno principal do Público de hoje, 31 de Julho, uma jornalista explica que:

"A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos promulgou ontem uma resolução a pedir desculpa aos afro-americanos pela "injustiça, brutalidade e inumanidade da escravatura e do [período das leis] Jim Crow", mais de 140 anos depois de a escravatura ter sido abolida no país."

Muito bem. A primeira tristeza vem logo no segundo parágrafo. A jornalista diz que "o jornal El Mundo notava ontem que é a primeira vez que uma entidade federal norte-americana pede perdão pela escravatura que os negros americanos sofreram no país." Desde quando é que o jornal El Mundo é uma referência em história política americana? Então o Público não encontra fontes americanas para sustentar esta importante afirmação? Não, porque para isso era preciso investigar um bocadinho no Google e não há tempo.

E depois, esta passagem deliciosa:

"Eles (a Câmara dos Representantes) têm mais autoridade neste assunto do que o Congresso norte-americano", disse Cohen [o Representante que propôs a resolução em causa] ao diário Washington Post."

A menina que escreveu este artigo não só não sabe que a Câmara dos Representantes é a câmara baixa do Congresso americano (como o Senado é câmara alta), como foi demasiado preguiçosa para tirar o nariz do El Mundo e ir ver a notícia original do Washington Post que, como é mais do que evidente, não diz nada do que ela diz que disse.

A notícia do Washington Post de dia 30 de Julho diz, isso sim, o seguinte:

"Several states, including Virginia, North Carolina, Florida and Alabama, have issued apologies for slavery. "They had a greater moral authority on this issue than the United States Congress," Cohen said."

Que miséria: o Público publica uma notícia dia 31 de Julho sobre uma história que saiu no Post de dia 30 de Julho, e ainda por cima nem sequer se dá ao trabalho de se debruçar sobre a fonte original, preferindo ir buscar a papinha feita ao El Mundo. E depois são tão medíocres que nem uma citação em espanhol conseguem reproduzir como deve ser...

O jornal diário português de referência I

O Público de dia 30 de Julho diz na página 12 ("Pessoas") da secção P2 o seguinte sobre uma nova série de televisão da BBC ("The House of Saddam"):

"O dado mais curioso é que o papel do líder iraquiano ... será interpretado por um árabe israelita. Mais: Igal Naor conseguiu escapar milagrosamente ao impacto de um dos mísseis lançados por Saddam Hussein contra Israel em plena Guerra do Golfo (1991), mal podendo imaginar que, um dia, acabaria por se converter na reencarnação televisiva do ditador. Com 50 anos e filho de uma família de emigrantes judeus iraquianos, Naor..."

Bastava ter um conhecimento elementar do judaísmo ou da história do Médio Oriente para saber que não existem árabes israelitas filhos de emigrantes judeus. Os árabes israelitas são árabes (cristãos ou muçulmanos), os judeus israelitas são judeus, uns de origem marroquina, outros de origem iraquiana, outros ainda de origem russa, outros que já vivem em Israel/Palestina desde sempre etc. Os árabes israelitas são uma minoria não-judaica em Israel (como os drusos) e em termos identitários identificam-se mais com os palestinianos do que com os judeus israelitas, com quem partilham (de forma por vezes incompleta, infelizmente) os direitos e os deveres da cidadania israelita.

Enfim,bem sei que a secção Pessoas é uma gossip column que costuma versar sobre casamentos e baptizados de sujeitos e sujeitas famos@s. Mas já agora, o cidadão responsável por este texto podia tê-lo mostrado ao colega que trata do Médio Oriente antes de o mandar para imprimir, não? Ou se calhar o pessoal da Secção Internacional do Público também não percebe nada de nada... Ora vejamos...

O jornal diário português de referência

O Público continua a ser o único jornal diário que vale a pena ler em Portugal. Apesar de faltar completamente a linha editorial que costuma dar coerência e carácter a um jornal de qualidade e de o espectro qualitativo dos artigos ser enorme (da excelência quase académica dos artigos sobre relações internacionais de Jorge Almeida Fernandes aos artigozinhos pejados de erros e de tomadas de posição de outros que não vale a pena nomear), mesmo assim gosto de me inteirar, de vez em quando, do que é a 'perspectiva portuguesa' bem informada sobre o que se passa no mundo (e claro, sobre o que se passa no país).

Mas não há dia em que no Público não se digam disparates que revelam a superficialidade dos conhecimentos dos que são incumbidos de escrever sobre temas complexos, como o Médio Oriente, a ordem constitucional americana, ou o preço do petróleo. São disparates que ofuscam e desinformam, e que muitas vezes afectam gravemente o conteúdo dos artigos.

Deixo aqui três exemplos dos últimos dois dias - que falam por si.

quinta-feira, julho 17, 2008

Sobre a negociação de Israel

Sobre o regresso dos “heróis” ao Líbano o David já aqui falou. Mas quero acrescentar que, para mim, a desproporção desta negociação reflecte a desproporção existente entre as posturas dos dois lados na consideração pelos mais básicos direitos humanos.

Inicialmente espantou-me o quanto Israel cedeu "apenas" para receber dois cadáveres. Apercebi-me depois que o respeito demonstrado pelo direito das famílias ao luto, sobretudo adquirido a um preço tão elevado, garante a vitória de Israel nesta negociação.

Assim, louvo o Povo de Israel por exigir este resultado, o Governo de Israel por aceitar a vontade do Povo e todos os Israelitas por demonstrarem que é possível não sacrificar os direitos elementares no altar da Segurança.

Entretanto, num kolkhoze perto dali...

Jerónimo de Sousa, sobre as FARC:

«Em relação às FARC, optámos por um voto muito silenciado na Assembleia da República, mas combatemos toda e qualquer ideia da criminalização da resistência. Já é conhecido que nos demarcamos dos seus métodos e não temos nenhum preconceito em assumir claramente que não os subscrevemos. Rejeitamo-los», afirmou o líder comunista português."

Somos contra. Mas não se pode criminalizar. Mas não subscrevemos.
(Da escola: é-proibido-mas-pode-se-fazer-e-o-que-é-que-acontece-nada...)

Belgium is back!

Já estavam com saudades, imagino...

Leterme démissionne, le Roi réserve sa réponse


A waste of good irony




Imparcialidade e isenção

Não quero entrar na novela da ida do Porto à Champions. Há material que chegue para livros policiais, manuais de catequese, autos de Gil Vicente e várias teses de direito administrativo. No entanto, em relação a esta pequena questão marginal, impõe-se perguntar ao JN se isto é jornalismo? É uma notícia ou uma coluna de opinião? E já agora, qual é o mal de duas partes que sustentam a mesma posição num processo terem uma estratégia processual concertada? Não é até, sei lá, adequado?

Mais um (pequenino) passo.


Pela primeira vez, na casa da democracia portuguesa, o debate sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para além dos argumentos jurídicos, sociais e políticos, para além do exemplo espanhol, contado na primeira pessoa por um dos principais responsáveis pelo sucesso da medida, para além da mobilização significativa de activistas, deputados e cidadãos e cidadãs, a mensagem principal que fica é a da urgência em acabar com a discriminação e trazer o reconhecimento de igualdade a todos e todas, sem aspas e sem subterfúgios.
Citei aqui há uns dias a inspirada Declarção de Independência dos vizinhos do outro lado do Atlântico. Das felizes palavras que Jefferson aí verteu destacava o direito inalienável à prossecução da felicidade. Muitas famílias continuam a aguardar a sua plena realização...



Adenda:
Descobri agora no Tempos que Correm o link para o blog de Pedro Zerolo, o responável do PSOE que participou na conferência.

quarta-feira, julho 16, 2008

Samir Kuntar

Cada país tem os heróis que merece.

segunda-feira, julho 14, 2008

Bronislaw Geremek, 6.3.1932 - 13.7.2008

Sobrevivente do gueto de Varsóvia. Antigo marxista convicto. Democrata. Europeu. Um deputado que iluminava o Parlamento Europeu com a sua sabedoria e erudição. Vai-nos faltar.

Dia da Bastilha



Faz hoje 219 anos. Parabéns França!

14 de Julho de 1789


sábado, julho 12, 2008

What a wonderful world!


Dylan

Não foi um momento histórico, como o que se segue (o dia em que se ligou à corrente eléctrica ao vivo, em Newport) e não cedeu a alinhamentos históricos e revivalistas. E não era preciso. Bastou ter vindo.

sexta-feira, julho 11, 2008

Sem paninhos quentes




Lá está a imprensa portuguesa outra vez a ser facciosa e a dizer mal do pobre Cavaliere.


Malditos media de esquerda.

Deviam era proibir as campanhas de luta contra a Sida

Temos de tudo um pouco neste cocktail explosivo de reacção pavloviana a uma campanha de uma entidade pública (recomendo a leitura do post, mas também dos comentários, particularmente os do autor), mas o vencedor é mesmo este trecho:


Não, João Miranda. No limite basta uma relação sexual para transmitir o vírus. Pode ser à centésima vez, como pode ser à primeira ou segunda. Daí que talvez não seja má ideia usar o preservativo todas as vezes. E daí que também não seja má ideia passar a palavra.

Nem sim, nem não, muito antes pelo contrário


quarta-feira, julho 09, 2008

Sem palavras

Segundo o Público de hoje o Dr Mário Soares terá dito ontem, a propósito da prisão de Guantánamo:
"prender suspeitos de actividade terrorista sem provas, sem julgamento, sem tempo e trazendo-os à força dos seus seus países em aviões que fizeram escala em aeroportos europeus para uma base militar em Cuba, tem comparação com os campos de concentração nazis da Segunda Guerra Mundial." (meu ênfase)

Soares está zangado. Soares odeia Bush. Os nazis são o símbolo do mal. Ergo, toca a comparar os EUA com os nazis. É simples. Eu já ouvi isto em algum lado, a divisão do mundo em "bons" e "maus"... Para Soares há uma Axis of Evil. Só os membros é que são diferentes.

Eu já não percebo nada...

terça-feira, julho 08, 2008

Corte itinerante

O Eng.º Duarte Bragança vai fazer "monarquias abertas". Até parece que leva uma pequena corte em itinerância e que vai assinar protocolos com entidades locais. Da minha parte, estou especialmente curioso em saber qual a entidade signatária que o senhor representa, qual o conteúdo dos protocolos e, particularmente, qual o critério adoptado para a celebração de acordos com as instituições públicas referidas na notícia, a saber, a UBI, a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, ou a Direcção Regional de Agricultura.


Enquanto cidadão com as mesmas faculdades e direitos do senhor Eng.º Bragança, sinto-me inspirado em organizar algo parecido - só ainda não me decidi se vai ser um bonapartismo aberto ou uma xogunato aberto (sonhar por sonhar, porque não ser mais exótico?).

É de facto triste...

Após a decisão preliminar do sínodo da Igreja Anglicana em admitir o acesso de mulheres à qualidade de bispo, o Vaticano afirmou ter recebido a notícia com tristeza, indicando que a opção anglicana vai dificultar a aproximação entre as duas confissões e fazer retroceder o progresso dos últimos anos. A argumentação católica em torno da questão de fundo assenta no facto de todos os apóstolos terem sido homens, o que indiciará uma vontade de Jesus Cristo em vedar o acesso das mulheres ao sacerdócio. Tendo em conta que todos os apóstolos eram também Judeus, se quisermos levar o raciocínio até às suas últimas consequêncaias, cheira-me que a Igreja Católica fica sem padres...

Compassionate society


Para quem de vez em quando se lembra de ter dúvidas sobre a existência de diferenças entre esquerda e direita, eis um friendly reminder:


Tom

Fiquei fã do Tom Lehrer. Eis mais um (este à boleia deste post da Ana Gomes).

Tom Lehrer - Who's next?

Eleições fresquinhas a caminho

A jovem grande coligação austríaca (tinha menos de dois anos) foi ao ar e cheira cada vez mais a acto eleitoral para os lados de Viena. Ao contrário da grande coligação do vizinho alemão, que parece penalizar essencialmente o SPD, as sondagens que se conhecem na Áustria dão conta de empate técnico dos social-democratas da SPÖ e dos populares ÖVP (33%) e subidas da extrema-direita FPÖ (16%) e dos Verdes (14%). E pode ser até que o chanceler Gusenbauer não se recandidate...


Isto de organizar europeus de futebol dá nisto, instabilidade e governos novos. Vejam lá se não aparece um Santana Lopes austríaco...

segunda-feira, julho 07, 2008

Alívio, por agora

Notícia de há pouco dá conta de que o incêndio que deflagrou em edifício devoluto na Avenida da Liberdade, junto ao Elevador da Glória está circunscrito. Afastado o perigo de "novo Chiado" que por momentos se temia (o fogo alastrou a alguns edifícios), impõe-se que regressemos ao debate do renascimento da Baixa e da preservação do centro histórico. Este e muitos outros alfacinhas o exigem!

Fobias

Patrícia Lança de volta, sem surpresas. Para si os homossexuais continuam a ser um lóbi sem rosto e não pessoas que pretendem ser tratadas como as demais. Continuam a ser merecedores de discriminação e aversão e quem defende as suas causas anda aos gritos de forma histérica e é feio (sic).
No seu mais recente post, Patrícia Lança teima ainda em desviar a conversa para outro lado. Ninguém a quer silenciar com qualquer criminalização do seu discurso. A sua liberdade em ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo ninguém lha contesta.

Prepare-se é para ser confrontada com a justa acusação de homofobia e discriminação. Deixo-lhe uma analogia que ilustrará o argumento do Daniel Oliveira no Eixo do Mal: assim como é hoje inaceitável que alguém defenda a proibição do casamento interracial, também o dia virá em que não haverá um pingo de dúvidas em remeter para o exterior do debate civilizado quem sustenta o tratamento discriminatório de casais homossexuais.

Um desporto sem Conselhos de Justiça


Não vi, mas segundo os relatos foi histórico. Os parciais dão um claro sinal disso mesmo:

Nadal 6-4

Nadal 6-4

Federer 6-7 (5-7)

Federer 6-7 (8-10)

Nadal 9-7

domingo, julho 06, 2008

Favoritos PDA

Entre muitos outros, sei que também vai ao encontro das preferências do César e o Chico. A ambos a solidariedade destas pequenas minudências subjectivas...
The Beatles - Eleanor Rigby

The Constitution's most mysterious right

Para quem estiver para aqui virado, e depois desta decisão do Supremo Tribunal dos EUA, deixo uma análise jurídica objectiva, por Cass Sunstein, da Universidade de Chicago, que desmistifica as leituras mais radicais e sacralizantes direito à posse de armas.

A série dos grandes covers (IV)



Jim Carey - I am the Walrus

A série dos grandes covers (III)

Ella Fitzgerald - Desafinado

A série dos grandes covers (II)

Rufus Wainwright - Everybody Knows

A série dos grandes covers (I)

David Bowie & Marianne Faithful - I've got you babe

Clássicos

David Bowie - Heroes

Prestações sociais e IVG

Através de um amável convite da Maria João Pires, "vendi-me" ao 5 dias e por lá postei o texto que se segue. Mas como os deveres para com a causa dos demais "repúblicos" se impõe, cá vem ele transcrito para a Bóina:

Desde que foi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 105/2008, que não têm sido poucas as leituras deturpadas, simplistas e alarmistas do seu conteúdo, proclamando-se com pavor a descoberta de subsídios à realização de abortos, nas palavras de alguns dos mais veementes escritos sobre o assunto. Contudo, parece-me melhor política ler o diploma até ao fim e não ser selectivo nas normas que se opta por interpretar.

Em primeiro lugar, lendo o artigo 2.º percebe-se que a finalidade do diploma é a de assegurar compensação por perda de remuneração decorrente das eventualidades descritas no decreto-lei, cujo leque é variado, não sendo a IVG senão um entre vários elementos da lei.

“Artigo 2.º
Os subsídios sociais previstos no presente decreto-lei concretizam-se na atribuição de prestações pecuniárias destinadas a garantir rendimentos substitutivos da ausência ou da perda de remuneração de trabalho, em situações de carência económica, determinadas pela inexistência ou insuficiência de carreira contributiva em regime de protecção social de enquadramento obrigatório ou pela exclusão de atribuição dos correspondentes subsídios do sistema previdencial.”


Da leitura desta norma já se retira sem margem para dúvidas que invocar a existência de um incentivo à realização de aborto não corresponda à realidade e traduz má-fé interpretativa de quem o afirma. O que está em causa é apenas compensar a perda de remuneração decorrente das eventuais consequências da interrupção da gravidez, ou seja, a impossibilidade de trabalhar nos dias que se seguem à realização da intervenção. Lendo ainda mais atentamente o diploma se perceberia que o âmbito pessoal de destinatários até é bem mais limitado do que uma leitura apressada indiciaria, apenas se visando abranger quem não está coberto por qualquer regime de protecção social de enquadramento obrigatório (n.º 1 do artigo 3.º), ou quem por eles esteja enquadrado, mas não beneficie das prestações correspondentes às eventualidades previstas no novo decreto-lei (n.º 2 do artigo 3.º).

Prosseguindo a leitura e chegando aos aspectos específicos relativos à interrupção voluntária da gravidez, fica claro que o período de concessão do subsídio é temporalmente mais apertados do que nas demais prestações previstas no diploma (máximo de 30 dias, por oposição aos 150 para o subsídio de maternidade ou 100 para o subsídio de adopção) e que a atribuição do subsídio depende de demonstração de existência de período de incapacidade para o trabalho: segundo o n.º 3 do artigo 10.º, “em caso de aborto espontâneo ou de interrupção voluntária da gravidez o período de concessão varia entre 14 e 30 dias, consoante o período de incapacidade para o trabalho determinado por prescrição médica.” Não deve, pois, sobrar qualquer dúvida quanto à inexistência de incentivos ou benefícios, mas tão-somente a previsão de uma compensação para quem ainda se encontra em fase de recuperação após a realização de uma interrupção da gravidez.

Para quem analisa a questão da perspectiva dos direitos à saúde sexual e reprodutiva, o regime agora criado vem apenas assegurar que à salvaguarda da saúde da mulher se têm necessariamente de associar mecansimos que evitem causar-lhe um dano económico acrescido. Para quem insista em continuar a viver antes de 11 de Fevereiro de 2007, qualquer abordagem deste teor será sempre reveladora de uma vasta conspiração destinada a promover a prática de abortos, porque continuará a assentar o seu raciocínio numa lógica repressiva e ostracizante, não encarando a questão da principal perspectiva que releva, que é a da protecção da saúde das mulheres. Para quem sustenta esta útima abordagem, a mulher deve ser censurada pela realização da IVG e a abordagem do Estado não deve ser a da solidariedade, mas a da indiferença. Felizmente, o eleitorado optou pelo outro caminho…

Memória e critério

Em dois dias, duas questões interessantes sobre a preservação da memória e como lidar com o passado. Em primeiro lugar, a Assembleia da República aceitou e votou favoravelmente uma petição contra a construção do muito publicitado Museu Salazar, em Santa Comba Dão. Um dia depois, no primeiro dia de abertura ao público da sucursal berlinense do museu de cera da Madame Tussaud, um cidadão alemão decapitou a figura de cera de Hitler (e muito adequadamente, tendo em conta a forma com a senhora Tussaud expandiu a sua actividade no final do século XVIII....).

Em ambos os casos há um elemento comum, uma vez que ambos demonstram que a tarefa de lidar com o passado não tem o carácter linear que os promotores de ambos os espaços museológicos pretendem. O risco de transformar em panegírico ou em memorial aquilo que se pretende que tenha um conteúdo formativo é significativo, se as cautelas necessárias não forem tomadas. É pois de saudar a recusa dos deputados à AR em sancionar uma escolha desacertada da Câmara Municipal de Santa Comba Dão que, na sua ânsia de arranjar um foco de atenção turística, não foi capaz de exigir dos promotores da iniciativa um projecto estruturado e criterioso, sujeitando-se por isso a ficar associada à lógica da celebração "dos aspectos positivos do Estado Novo". Exige-se um pouco mais do que ser filho da terra com notoriedade para merecer este tipo de atenção das autoridades públicas. Relembro que não se trata de uma qualquer iniciativa de um cidadão ou de uma entidade privada, mas sim de um projecto com intervenção e financiamento públicos.

O excesso de reacção do visitante da Madame Tussaud em Berlim revela a forma como o problema está interiorizado pela população alemã. A República Federal da Alemanha é provavelmente o país do mundo com a abordagem mais exemplar e sem complexos do seu passado. Enquanto os manuais escolares japoneses continuam a lidar vergonhosamente com o expansionismo nipónico das décadas de 30 e 40 e os seus políticos de primeira linha continuam a não recusar-se em prestar homenagem a criminosos de guerra, ou enquanto em Itália ainda se compram aventais, lenços e bustos de Mussolini em barraquinhas de rua em Roma e noutras cidades, os alemães souberam olhar de frente o passado e proclamar o seu repúdio pelos valores que estão associados ao nacional-socialismo, enquanto asseguram a análise histórica rigorosa do período e a preservação da memória das vítimas. Tolerância zero e investigação máxima.

Se não queremos ficar limitados a espaços de exaltação de figuras menos recomendáveis, parece-me que a lógica alemã é aquela que devemos seguir. Como disse Fernando Rosas no hemiciclo de São Bento, a uma capelinha ao ditador com as suas pantufas, sofás e escovas de dentes, ainda por cima a expensas do erário público, devemos dizer não, muito obrigado. Um museu com enquadramento científico adequado sobre o Estado Novo e um museu que preserve a memória das vítimas e resistentes ao regime, por seu turno, é algo que se impõe há muitos anos...



PS: E já agora, actualizo os links, com o incontornável Caminhos da Memória.

Zona livre de direito

Volto a dizê-lo: para mim, o ponto mais alto da credibilização da denominada justiça desportiva é o facto de a via de resolução normal de controvérsias jurídicas num Estado de Direito, o recurso aos tribunais, acarretar como consequência imediata a punição com descida de divisão ao clube que ousar exercer esse direito.


Não têm culpa nem os jogadores, nem os adeptos. Para os homens do "dirigismo" é muito bem feito!

Música de fim-de-semana

Flashbacks...

Blur - Country House

sábado, julho 05, 2008

Momentinho jacobino

Tom Lehrer - Vatican Rag

Esta nem com acordo ortográfico lá vai

A versão portuguesa do site da Opus Dei traz uma entrevista com um recém-ordenado sacerdote em que este remata (literalmente) a conversa dizendo que Ser católico é jogar para a “Champions” todos os dias.

Consultada a versão brasileira do site, a entrevista do mesmo prelado termina com uma afirmação ligeiramente diferente: Ser católico é jogar uma Copa do Mundo diariamente.

Aparentemente, basta atravessar o Altântico para o Man United se tornar campeão do Mundo de selecções. Fé e futebol movem, de facto, montanhas....

Poder popular

A 26 de Junho de 2008, Salvador Allende completaria 100 anos.



"Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos."

Salvador Allende Gossens

sexta-feira, julho 04, 2008

Nem no Pravda nos seus dias melhores...

O resistir.info tem muitos mais criteriosas peças de isenção e contacto com a realidade:

Homenagem a Manuel Marulanda

Honra e Glória eterna ao comandante Raúl Reyes!

"O budismo tibetano, uma filosofia? Essa é para rir!"

O desmascaramento final da versão oficial do 11/Set

O mito Kennedy ascende outra vez

Novo estudo de "Pilots for 9/11 Truth": Nenhum Boeing 757 chocou com o Pentágono


Mas um dos melhores chama-se "PROMOÇÃO DO FEUDALISMO TIBETANO" e encontra-se logo na página inicial:

A promoção do feudalismo tibetano continua a desenrolar-se, sob o alto patrocínio da CIA. Os actuais protestos no Tibete, em ligação com os Jogos Olímpicos na China, haviam sido planeados e discutidos em Julho de 2007 em Nova Delhi sob a égide do embaixador estado-unidense, do sr. Jamyang Norbu que se apresenta como escritor exilado e desse bandalho do Dalai Lama que se apresenta como "líder espiritual" do Tibete. O objectivo era fazer mais uma das revoluções coloridas , ao estilo da CIA. A seguir àquela reunião a sra. Paula Dobriansky , sub-secretária de Estado dos EUA, neocon membro do PNAC, efectuou uma visita ao sr. D. Lama para coordenação. A dita sra. Dobriansky já estivera envolvida nas tais 'revoluções coloridas' na Europa do Leste. Promover revoltas com a cobertura do governo americano é uma actividade muito rentável para alguns. A estratégia delineada em N. Delhi previa uma marcha de exilados e protestos dentro do Tibete, sempre com financiamento ciático. Está tudo a ser seguido ao pé da letra. A orquestração nos media que se dizem "de referência" não podia, é claro, deixar de faltar.

Todos sabemos o que têm sofrido os povos do Leste da Europa desde as tais revoluções coloridas...