quarta-feira, setembro 24, 2008

Série "Tom, the token gay friend" I

Lá ser gay está bem. Mas agora militâncias é que não.

A selecção de documentários de Sarah Palin

Ora Zuma na caneca!



Para que não restem dúvidas, Jacob Zuma veio para ficar. Conquistado o ANC e ilibado das acusações que lhe eram imputadas, a saída de cena de Mbeki coroa o percurso imparável do provável futuro presidente da África do Sul. Longe de uma saída graciosa, pacífica e institucionalmente impecável como a de Mandela, a segunda mudança de poder no pós-apartheid traz consigo um potencial de instabilidade que pode ser preocupante. Contudo, poderá também servir para clarificar as águas no amplo bloco político que o ANC representa e permitir o aparecimento de uma formação política alterantiva, com possibilidade de disputar eleições - o que poderá ser uma refrescante novidade para a jovem democracia sul-africana. Veremos.


(Já agora, desculpem o trocadilho, mas há muito que aguardava uma oportunidade para homenagear a Tonicha de forma totalmente despropositada.)

My president


A partir do 31 da Armada descobri isto: Bartlet aconselha Obama. Deixo o meu bocadinho favorito.


OBAMA The problem is we can’t appear angry. Bush called us the angry left. Did you see anyone in Denver who was angry?

BARTLET Well ... let me think. ...We went to war against the wrong country, Osama bin Laden just celebrated his seventh anniversary of not being caught either dead or alive, my family’s less safe than it was eight years ago, we’ve lost trillions of dollars, millions of jobs, thousands of lives and we lost an entire city due to bad weather. So, you know ... I’m a little angry.

OBAMA What would you do?
BARTLET GET ANGRIER! Call them liars, because that’s what they are. Sarah Palin didn’t say “thanks but no thanks” to the Bridge to Nowhere. She just said “Thanks.” You were raised by a single mother on food stamps — where does a guy with eight houses who was legacied into Annapolis get off calling you an elitist? And by the way, if you do nothing else, take that word back. Elite is a good word, it means well above average. I’d ask them what their problem is with excellence. While you’re at it, I want the word “patriot” back. McCain can say that the transcendent issue of our time is the spread of Islamic fanaticism or he can choose a running mate who doesn’t know the Bush doctrine from the Monroe Doctrine, but he can’t do both at the same time and call it patriotic. They have to lie — the truth isn’t their friend right now. Get angry. Mock them mercilessly; they’ve earned it. McCain decried agents of intolerance, then chose a running mate who had to ask if she was allowed to ban books from a public library. It’s not bad enough she thinks the planet Earth was created in six days 6,000 years ago complete with a man, a woman and a talking snake, she wants schools to teach the rest of our kids to deny geology, anthropology, archaeology and common sense too? It’s not bad enough she’s forcing her own daughter into a loveless marriage to a teenage hood, she wants the rest of us to guide our daughters in that direction too? It’s not enough that a woman shouldn’t have the right to choose, it should be the law of the land that she has to carry and deliver her rapist’s baby too? I don’t know whether or not Governor Palin has the tenacity of a pit bull, but I know for sure she’s got the qualifications of one. And you’re worried about seeming angry? You could eat their lunch, make them cry and tell their mamas about it and God himself would call it restrained. There are times when you are simply required to be impolite. There are times when condescension is called for!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Não há pachorra.

O David começa a investir contra o Público e eu penso para comigo "bora lá dar uma oportunidade ao DN". Começa-se a ler a coisa, abre-se na página do JCN às segundas-feiras e parece que estamos a ler o boletim paroquial de S. Lucrécia de Algeriz. Esta semana parece que "Deve ser horrível ser Deus".
Deve é ser horrível ser o revisor do DN...
Alguém quer fundar um jornal?

sexta-feira, setembro 19, 2008

E eu a pensar que nesta legislatura não havia mais...

Se eu percebi bem a história, parece que vai um grande sururu na bancada parlamentar socialista a propósito dos projectos de lei possibilitando o casamento entre pessoas do mesmo sexo a ser apresentados pelos "Verdes" e pelo BE no dia 10 de Outubro.

As opiniões dividem-se. Uns querem que se vote contra os dois projectos e defendem a imposição de disciplina de voto nesse sentido ao grupo parlamentar. Outros querem liberdade de voto.

Parece-me que este debate no PS está a assumir contornos fracturantes.

Novidades do Sul da Alemanha

Da Alemanha, mais precisamente da Baviera, notícias menos simpáticas para os conservadores: a CSU pode estar à beira de ficar abaixo dos 50% (pela primeira vez desde 1970) e ainda não está excluída a hipótese de não conseguir renovar a maioria absoluta e ter de se coligar com outro partido (pela primeira vez desde 1962). Segundo a mesma sondagem, apenas 38% dos eleitores preferiria um governo maioritário da CSU.



E o SPD? Ainda pior. O SPD anda pelos 21%. O mais deprimente nem é o facto de isso representar uma subida de dois pontos em relação às ultimas eleições, mas sim o facto de continuar a perder votos para a esquerda (neste caso os Verdes, mais do que a Linke) e para o centro, onde a sensação da última sondagem é representada pela possibilidade de entrada no parlamento bávaro da coligação de grupos de cidadãos eleitores (Freie Wähler) que apresentam entre 7 e 8% nas sondagens. Para já, a estratégia de viragem ao centro não parece colher frutos...

quinta-feira, setembro 18, 2008

O jornal diário português de referência V

Eu vou parar de ler o Público de hoje, porque senão não paro de escrever posts.
Página 16. Título do artigo: "Tzipi Livni reclama vitória na eleição do Kadima, o partido no poder em Israel." Primeiro parágrafo:

"Sondagens feitas pelas estações de televisão israelitas davam ontem à noite a vitória nas eleições do Kadima à ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, com resultados entre os 43 e os 47 por cento, contra 37-38 para o seu rival, o ministro da defesa, Shaul Mofaz."

Shaul Mofaz é Ministro dos Transportes desde Maio de 2006. Ehud Barak é Ministro da Defesa desde Junho de 2007. Sem palavras.


[O título deste mesmo artigo na versão online do Público de hoje é "Projecções dão vitória a Livni nas eleições do Kadima", portanto diferente do título da versão impressa. Não percebo porquê. Não excluo portanto que algum do conteúdo do artigo também seja diferente na versão impressa. Com muita sorte, só a versão online é que tem o erro.]

O jornal diário português de referência IV

Depois de isto, isto e isto, o Público volta a fazer das suas. Edição de hoje. Página 13 (segunda página da secção "Mundo", o verdadeiro tendão de Aquiles deste jornal). Título do artigo: "Novo ataque americano faz cinco mortos no Paquistão".

O artigo explica:

"No Afeganistão, a violência continua em crescendo. Ontem morreram quatro soldados estrangeiros, mas foram as mortes de civis provocadas nos últimos meses por ataques dos EUA e da NATO que motivaram uma visita do secretário de Estado americano. "Amplio as minhas condolências sinceras e desculpas pessoais sobre a recente perda de vidas inocentes como resultado de ataques da coligação", disse Robert Gates depois de um encontro com o Presidente afegão, Hamid Karzai."

Robert Gates é Secretário da Defesa. Condi Rice é Secretária de Estado. Um detalhe, dirão. Um lapso, talvez. Mas eles são tantos e tão frequentes...

Pontos nos is



Se a intenção é criticar o Partido Socialista por uma posição errada e contrária ao seu próprio ideário, nada tenho a apontar. Agora penso que o Daniel sabe que está ser injusto ao dirigir a crítica a quem dentro do Partido Socialista a não merece, a quem dentro do Partido Socialista e junto da sociedade civil tem vindo a acompanhar a questão e a bater-se por ela, com convicção e não apenas como um flirt ideológico para mostrar modernidade.


O cartaz e a iniciativa que ilustram o post são, aliás, exemplos de eventos de discussão da temática do casamento entre pessoas do mesmo sexo, com académicos e activistas nacionais e estrangeiros e com representantes do movimento LGBT, precisamente com o intuito de alterar a lei e eliminar a discriminação. Ilustram ainda uma linha de orientação programática já por duas vezes sufragada pelo Congresso Nacional da JS e pelos seus dirigentes nacionais, quase sempre contra a vontade do próprio partido em manter o assunto adormecido até momento a definir.
Críticas ao PS? Força, todas merecidas. Agora ignorar e desconsiderar o que se tem feito de positivo para assegurar igualdade de direitos a todo é que me parece deselegante e manipulador.

Livni


Com 47 a 49 % dos votos, Tzipi Livni é a nova líder do Kadima. Sem manchas de corrupção que a enfraqueçam politicamente e determinada a chegar a um acordo que viabilize a co-existência de dois Estados, poderá ser que represente a mudança necessária para relançar o processo de paz.
Admito algum wishful thinking da minha parte, mas mesmo para isso é que haja algo de novo e isso, pelo menos, Livni consegue representar.

Dias melhores virão

Joan Baez - We shall overcome

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ao cuidado de João Miranda

Para quem acha que mais regulação é o novo socialismo, eis o que diz Joseph Stiglitz (perigoso redactor de planos quinquenais) sobre como melhorar a regulação e evitar o caminho que levou à crise. (toda a história aqui)

1. We need first to correct incentives for executives, reducing the scope for conflicts of interest and improving shareholder information about dilution in share value as a result of stock options. We should mitigate the incentives for excessive risk-taking and the short-term focus that has so long prevailed, for instance, by requiring bonuses to be paid on the basis of, say, five-year returns, rather than annual returns.

2. Secondly, we need to create a financial product safety commission, to make sure that products bought and sold by banks, pension funds, etc. are safe for "human consumption." Consenting adults should be given great freedom to do whatever they want, but that does not mean they should gamble with other people's money. Some may worry that this may stifle innovation. But that may be a good thing considering the kind of innovation we had -- attempting to subvert accounting and regulations. What we need is more innovation addressing the needs of ordinary Americans, so they can stay in their homes when economic conditions change.

3. We need to create a financial systems stability commission to take an overview of the entire financial system, recognizing the interrelations among the various parts, and to prevent the excessive systemic leveraging that we have just experienced.

4. We need to impose other regulations to improve the safety and soundness of our financial system, such as "speed bumps" to limit borrowing. Historically, rapid expansion of lending has been responsible for a large fraction of crises and this crisis is no exception.
5. We need better consumer protection laws, including laws that prevent predatory lending.

6. We need better competition laws. The financial institutions have been able to prey on consumers through credit cards partly because of the absence of competition. But even more importantly, we should not be in situations where a firm is "too big to fail." If it is that big, it should be broken up.


Claramente estamos a um passinho do kolkhoze...

Le meilleur des mondes possibles



... não, caro Henrique-Pangloss, decididamente não vivemos no melhor dos mundos possíveis. E o mundo acabou para muita gente em 1929, sim senhor. Em '29, em '33, em '39 e em muitos anos entre 1929 e 1945. E a implosão do capitalismo ajudou. E não foi pouco. Portanto, vamos a tentar construir um capitalismo sustentável? Vamos? Então vá.

Nunca pensei dizer isto...

...mas o Público tem um excelente artigo sobre Israel.

terça-feira, setembro 16, 2008

Silva Carvalho e os 175 anos do STJ

Aproveitando os 175 anos da instalação do Supremo Tribunal de Justiça, aproveito para deixar uma notazinha sobre o seu primeiro presidente, provavelmente o mais esquecido dos principais estadistas da fase inicial do liberalismo português, José da Silva Carvalho.
Da aura revolucionária de fundador do Sinédrio e membro da Junta Provisória de Supremo Governo do Reino depois da Revolução de 1820, a ministro da Fazenda e Justiça por diversas vezes (Regência de 1821, D. João VI, Regência de Isabel Maria, Governos do Devorismo), passando pela participação nas principais operações militares das guerras liberais (incluindo a expedição naval ao Algarve que, partindo do Porto, inverteu o curso da guerra civil), ao seu papel como Grão-Mestre do GOL, por largos anos (e depois da cisão, do Grande Oriente do Rito Escocês), a pouca exposição dada à figura de Silva Carvalho é, acima de tudo, difícil de explicar face ao seu influente papel no período crítico da consolidação do liberalismo entre nós.

Longe de estar a defender que o seu legado seja consensual ou que mereça particular homenagem pública associada ao dia de hoje, apenas realço a necessidade de a historiografia portuguesa continuar a apostar ainda mais na tarefa de construção de estudos biográficos dos actores decisivos da história contemporânea.

Quizz

4 pistas:

Um avolumar de tensão no governo.
Um chefe de executivo contestado.
Uma demissão que fragiliza a coesão governativa.
Não é a Ucrânia.


Resposta aqui.

Só não vê quem não quer

Isilda Pegado veio-nos recordar hoje no Público aquilo que parece escapar às evidências dos Portugueses: o claro nexo causal entre assaltos a bombas de gasolina e o número de divórcios. Bem-hajam estes faróis da sociedade. Fica um excerto:

A destruição sistemática da família e do seu papel constitui mais um factor para a insegurança e criminalidade que vivenciamos.

[...]

Ora, lei como a do divórcio (recentemente vetada) são o sinal político dado à sociedade da precariedade das relações da família (casamento) e do desprezo pelo seu papel de interesse público.

[...]

Persisitir numa política que elege a irresponsabilidade, a precariedade e a insegurança na família é negar a realidade, esquecer o cidadão comum e fomentar franjas de delinquência.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Onde andas?


Consta que o da imagem anda mais enérgico que o original...

Fingers crossed

Não estou lá muito optimista, mas...
Benefício da dúvida, pelo menos.