quarta-feira, setembro 10, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
Restabelecendo a verdade
The good news: agora já podemos questionar o patriotismo da Sarah Palin!
O melhor jornalismo do mundo II
Recentemente, após uma série de incidentes parecidos, oficiais americanos e da NATO reduziram drasticamente o uso de meios aéreos e o resultado foi uma queda das vítimas civis. O problema é que com a rotação de oficiais do teatro de guerra afegão, aparentemente desaparece a "memória de doutrina" que devia ser acumulada com o passar do tempo. Mesmo se deixássemos de lado o respeito pelo Direito Internacional e considerações éticas básicas, a aplicação (de utilidade sempre limitada) de uma pura lógica militar devia chegar para se pôr fim a este tipo de acções: bem sei que é do mais banal senso comum dizer isto, mas num caso clássico de contra-insurgência em que, mais decisivo do que destruir militarmente o inimigo, importa isolá-lo nas comunidades que o sustentam, cada erro destes representa uma vitória estrondosa para os Taliban.
É verdade que o novo manual americano de contra-insurgência elaborado pelo General Petraeus (que se baseia nas lições do Iraque) já exprime esta preocupação de mudar o ênfase das acções militares da destruição material do inimigo para a criação de espaços seguros para a população civil onde reconstrução económica e estabilidade política permitam a redução da presença militar estrangeira.
O que eu não percebo é o tempo que leva esta gente a aplicar lições - que não são novas.
Parece que mesmo depois da Argélia, da Malásia, da Palestina, do Iraque e de outros exemplos de confrontos entre forças convencionais por um lado e forças irregulares mergulhadas na população civil por outro, de cada vez se tem que reaprender as mesmas lições...
Adenda
Últimos desenvolvimentos.
quinta-feira, setembro 04, 2008
O melhor jornal do mundo
New York Times.
terça-feira, setembro 02, 2008
Acho que vale a pena ler na íntegra...
Boas notícias
E que tem sido um erro dos EUA tentar isolar a Síria nos últimos oito anos (nomeadamente pressionando Israel para não reencetar negociações com Damasco).
O regime da Bashar Assad não quer justiça para os palestinianos, nem promover o fanatismo islâmico, nem apoiar a criação de uma hegemonia iraniana: tudo isto são apenas meios para um fim - a sobrevivência de um regime podre, autoritário e violento.
E nada daria um novo fôlego a este regime como a recuperação dos Golã. Pois dêem-lhes o raio dos Golã. Mesmo se isso aparentemente legitimar o regime.
É que sem a guerra com Israel, sem o fantasma da ameaça sionista a justificar a permanente histeria colectiva promovida pelas autoridades, sem a militarização da sociedade e sem o isolamento do regime na cena internacional, os sírios certamente sacudirão aquele regime. Com muita sorte, a recuperação dos Golã será a última - e a mais pírrica - vitória do regime dos Assad.
sexta-feira, agosto 29, 2008
A guerra na Geórgia
E por favor, chega de papagear a propaganda de Moscovo de que "vocês é que nos obrigaram a fazer isto por causa do Kosovo". Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O Kosovo não é precedente: leiam o primeiro parágrafo da Resolução 1808 do CSNU de 15 de Abril deste ano (sobre a Geórgia) e comparem-no com a linguagem da Resolução 1244 (sobre o "future status" em aberto do Kosovo), em que se baseia a independência do pequeno país balcânico.
Onde é que no Cáucaso do Sul houve um protectorado (sui generis) das NU durante 8 anos? Onde é que os EUA (ou qualquer uma das outras potências ocidentais envolvidas na guerra de 1999) andaram a distribuir passaportes americanos aos kosovares para depois evocarem que se viam obrigados a "proteger cidadãos" deles (comos os russos fazem há anos na Abcázia e na Ossétia do Sul)? E o texto do ECFR acrescenta:
"Politically, the European Union cannot afford to allow the comparison with Kosovo to stand. Rather than claiming – as they have done in the past – that the situation in Kosovo does not create a precedent, EU leaders need to be explicit about what precedent it actually sets. NATO’s intervention in Kosovo followed a long period of oppression of the majority Albanian population, including massive displacement of civilians in the recent past, and came when all diplomatic avenues had been exhausted. The UN Security Council did not authorise the bombings, but recognised the existence of large-scale repression committed by Yugoslavia.
The Russian action in Georgia was different. It pre-empted any diplomatic attempts to resolve the latest crisis, and there was no independent evidence of the scale of humanitarian emergency that would have justified a large-scale military response across the whole of Georgia, though actions to protect civilians in South Ossetia were justified."
Tudo isto não contradiz o facto indisputável de que a Geórgia está nas mãos de um aventureiro irresponsável que mergulhou o país dele numa guerra brutal (com bombardeamentos indicriminados contra civis ossétios) e impossível de ganhar. E foi ele que começou, sim senhor. Mas eu lembro-me muito bem de outra guerra em que um dos lados começou e foi o outro que respondeu de forma desproporcionada e que, com isso, perdeu muita da razão e da legitimidade que tinha nos primeiros dias do conflito.
Foi o caso de Israel e do Hezbollah na guerra de 2006.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Hillary Clinton
Só posso aconselhar a toda a gente que vá ao Youtube ver este discurso de Hillary Clinton, proferido ontem na Convenção do Partido Democrata em Denver. Tem tudo: é rico em substância (ao contrário de you know who...); é politicamente sábio, porque apela à unidade perante o adversário republicano; é pessoalmente generoso, com inúmeras referências elogiosas a Bill Clinton, Joe Biden, Obama, claro, e outros.terça-feira, agosto 12, 2008
sábado, agosto 09, 2008
A verdade
P.S: Gosto particularmente do parágrafo de abertura, com a piadazinha racista...
segunda-feira, agosto 04, 2008
Mais um momento carregado de suspense...
To boldly go...

domingo, agosto 03, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
O jornal diário português de referência III
"Tudo se tornou mais provável durante as duas últimas semanas, depois de o preço do barril de petróleo ter caído para um valor próximo de 20 dólares..."
O gráfico imediatamente por cima deste texto jocoso descreve correctamente a curva do valor do brent em dólares, que atingiu ontem os $123. Bem longe dos $20. Bem sei o que é que estão a pensar: é uma gralha, ele queria dizer "um valor próximo de 120 dólares." O problema é que se eu estivesse a ler um International Herald Tribune, um Financial Times, um Le Monde, ou mesmo um El País, isto seria claramente uma gralha. Neste caso não sei. Para mim, o Público não merece o benefício da dúvida. A frequência, diversidade e gravidade dos erros neste jornal é tal, que nada é inconcebível.
O jornal diário português de referência II
"A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos promulgou ontem uma resolução a pedir desculpa aos afro-americanos pela "injustiça, brutalidade e inumanidade da escravatura e do [período das leis] Jim Crow", mais de 140 anos depois de a escravatura ter sido abolida no país."
Muito bem. A primeira tristeza vem logo no segundo parágrafo. A jornalista diz que "o jornal El Mundo notava ontem que é a primeira vez que uma entidade federal norte-americana pede perdão pela escravatura que os negros americanos sofreram no país." Desde quando é que o jornal El Mundo é uma referência em história política americana? Então o Público não encontra fontes americanas para sustentar esta importante afirmação? Não, porque para isso era preciso investigar um bocadinho no Google e não há tempo.
E depois, esta passagem deliciosa:
"Eles (a Câmara dos Representantes) têm mais autoridade neste assunto do que o Congresso norte-americano", disse Cohen [o Representante que propôs a resolução em causa] ao diário Washington Post."
A menina que escreveu este artigo não só não sabe que a Câmara dos Representantes é a câmara baixa do Congresso americano (como o Senado é câmara alta), como foi demasiado preguiçosa para tirar o nariz do El Mundo e ir ver a notícia original do Washington Post que, como é mais do que evidente, não diz nada do que ela diz que disse.
A notícia do Washington Post de dia 30 de Julho diz, isso sim, o seguinte:
"Several states, including Virginia, North Carolina, Florida and Alabama, have issued apologies for slavery. "They had a greater moral authority on this issue than the United States Congress," Cohen said."
Que miséria: o Público publica uma notícia dia 31 de Julho sobre uma história que saiu no Post de dia 30 de Julho, e ainda por cima nem sequer se dá ao trabalho de se debruçar sobre a fonte original, preferindo ir buscar a papinha feita ao El Mundo. E depois são tão medíocres que nem uma citação em espanhol conseguem reproduzir como deve ser...
O jornal diário português de referência I
"O dado mais curioso é que o papel do líder iraquiano ... será interpretado por um árabe israelita. Mais: Igal Naor conseguiu escapar milagrosamente ao impacto de um dos mísseis lançados por Saddam Hussein contra Israel em plena Guerra do Golfo (1991), mal podendo imaginar que, um dia, acabaria por se converter na reencarnação televisiva do ditador. Com 50 anos e filho de uma família de emigrantes judeus iraquianos, Naor..."
Bastava ter um conhecimento elementar do judaísmo ou da história do Médio Oriente para saber que não existem árabes israelitas filhos de emigrantes judeus. Os árabes israelitas são árabes (cristãos ou muçulmanos), os judeus israelitas são judeus, uns de origem marroquina, outros de origem iraquiana, outros ainda de origem russa, outros que já vivem em Israel/Palestina desde sempre etc. Os árabes israelitas são uma minoria não-judaica em Israel (como os drusos) e em termos identitários identificam-se mais com os palestinianos do que com os judeus israelitas, com quem partilham (de forma por vezes incompleta, infelizmente) os direitos e os deveres da cidadania israelita.
Enfim,bem sei que a secção Pessoas é uma gossip column que costuma versar sobre casamentos e baptizados de sujeitos e sujeitas famos@s. Mas já agora, o cidadão responsável por este texto podia tê-lo mostrado ao colega que trata do Médio Oriente antes de o mandar para imprimir, não? Ou se calhar o pessoal da Secção Internacional do Público também não percebe nada de nada... Ora vejamos...
O jornal diário português de referência
Mas não há dia em que no Público não se digam disparates que revelam a superficialidade dos conhecimentos dos que são incumbidos de escrever sobre temas complexos, como o Médio Oriente, a ordem constitucional americana, ou o preço do petróleo. São disparates que ofuscam e desinformam, e que muitas vezes afectam gravemente o conteúdo dos artigos.
Deixo aqui três exemplos dos últimos dois dias - que falam por si.
domingo, julho 20, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
Sobre a negociação de Israel
Sobre o regresso dos “heróis” ao Líbano o David já aqui falou. Mas quero acrescentar que, para mim, a desproporção desta negociação reflecte a desproporção existente entre as posturas dos dois lados na consideração pelos mais básicos direitos humanos.Inicialmente espantou-me o quanto Israel cedeu "apenas" para receber dois cadáveres. Apercebi-me depois que o respeito demonstrado pelo direito das famílias ao luto, sobretudo adquirido a um preço tão elevado, garante a vitória de Israel nesta negociação.
Assim, louvo o Povo de Israel por exigir este resultado, o Governo de Israel por aceitar a vontade do Povo e todos os Israelitas por demonstrarem que é possível não sacrificar os direitos elementares no altar da Segurança.
Entretanto, num kolkhoze perto dali...
Jerónimo de Sousa, sobre as FARC:
Imparcialidade e isenção
Mais um (pequenino) passo.

Adenda: Descobri agora no Tempos que Correm o link para o blog de Pedro Zerolo, o responável do PSOE que participou na conferência.
quarta-feira, julho 16, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Bronislaw Geremek, 6.3.1932 - 13.7.2008
sábado, julho 12, 2008
Dylan
sexta-feira, julho 11, 2008
Sem paninhos quentes
Deviam era proibir as campanhas de luta contra a Sida
quarta-feira, julho 09, 2008
Sem palavras
Segundo o Público de hoje o Dr Mário Soares terá dito ontem, a propósito da prisão de Guantánamo:
"prender suspeitos de actividade terrorista sem provas, sem julgamento, sem tempo e trazendo-os à força dos seus seus países em aviões que fizeram escala em aeroportos europeus para uma base militar em Cuba, só tem comparação com os campos de concentração nazis da Segunda Guerra Mundial." (meu ênfase)
Soares está zangado. Soares odeia Bush. Os nazis são o símbolo do mal. Ergo, toca a comparar os EUA com os nazis. É simples. Eu já ouvi isto em algum lado, a divisão do mundo em "bons" e "maus"... Para Soares há uma Axis of Evil. Só os membros é que são diferentes.
Eu já não percebo nada...
terça-feira, julho 08, 2008
Corte itinerante
O Eng.º Duarte Bragança vai fazer "monarquias abertas". Até parece que leva uma pequena corte em itinerância e que vai assinar protocolos com entidades locais. Da minha parte, estou especialmente curioso em saber qual a entidade signatária que o senhor representa, qual o conteúdo dos protocolos e, particularmente, qual o critério adoptado para a celebração de acordos com as instituições públicas referidas na notícia, a saber, a UBI, a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, ou a Direcção Regional de Agricultura. É de facto triste...
Após a decisão preliminar do sínodo da Igreja Anglicana em admitir o acesso de mulheres à qualidade de bispo, o Vaticano afirmou ter recebido a notícia com tristeza, indicando que a opção anglicana vai dificultar a aproximação entre as duas confissões e fazer retroceder o progresso dos últimos anos. A argumentação católica em torno da questão de fundo assenta no facto de todos os apóstolos terem sido homens, o que indiciará uma vontade de Jesus Cristo em vedar o acesso das mulheres ao sacerdócio. Tendo em conta que todos os apóstolos eram também Judeus, se quisermos levar o raciocínio até às suas últimas consequêncaias, cheira-me que a Igreja Católica fica sem padres...Compassionate society
Eleições fresquinhas a caminho

segunda-feira, julho 07, 2008
Alívio, por agora
Fobias
Prepare-se é para ser confrontada com a justa acusação de homofobia e discriminação. Deixo-lhe uma analogia que ilustrará o argumento do Daniel Oliveira no Eixo do Mal: assim como é hoje inaceitável que alguém defenda a proibição do casamento interracial, também o dia virá em que não haverá um pingo de dúvidas em remeter para o exterior do debate civilizado quem sustenta o tratamento discriminatório de casais homossexuais.
Um desporto sem Conselhos de Justiça

domingo, julho 06, 2008
Favoritos PDA
The Constitution's most mysterious right
Prestações sociais e IVG
Em primeiro lugar, lendo o artigo 2.º percebe-se que a finalidade do diploma é a de assegurar compensação por perda de remuneração decorrente das eventualidades descritas no decreto-lei, cujo leque é variado, não sendo a IVG senão um entre vários elementos da lei.
“Artigo 2.º
Os subsídios sociais previstos no presente decreto-lei concretizam-se na atribuição de prestações pecuniárias destinadas a garantir rendimentos substitutivos da ausência ou da perda de remuneração de trabalho, em situações de carência económica, determinadas pela inexistência ou insuficiência de carreira contributiva em regime de protecção social de enquadramento obrigatório ou pela exclusão de atribuição dos correspondentes subsídios do sistema previdencial.”
Da leitura desta norma já se retira sem margem para dúvidas que invocar a existência de um incentivo à realização de aborto não corresponda à realidade e traduz má-fé interpretativa de quem o afirma. O que está em causa é apenas compensar a perda de remuneração decorrente das eventuais consequências da interrupção da gravidez, ou seja, a impossibilidade de trabalhar nos dias que se seguem à realização da intervenção. Lendo ainda mais atentamente o diploma se perceberia que o âmbito pessoal de destinatários até é bem mais limitado do que uma leitura apressada indiciaria, apenas se visando abranger quem não está coberto por qualquer regime de protecção social de enquadramento obrigatório (n.º 1 do artigo 3.º), ou quem por eles esteja enquadrado, mas não beneficie das prestações correspondentes às eventualidades previstas no novo decreto-lei (n.º 2 do artigo 3.º).
Prosseguindo a leitura e chegando aos aspectos específicos relativos à interrupção voluntária da gravidez, fica claro que o período de concessão do subsídio é temporalmente mais apertados do que nas demais prestações previstas no diploma (máximo de 30 dias, por oposição aos 150 para o subsídio de maternidade ou 100 para o subsídio de adopção) e que a atribuição do subsídio depende de demonstração de existência de período de incapacidade para o trabalho: segundo o n.º 3 do artigo 10.º, “em caso de aborto espontâneo ou de interrupção voluntária da gravidez o período de concessão varia entre 14 e 30 dias, consoante o período de incapacidade para o trabalho determinado por prescrição médica.” Não deve, pois, sobrar qualquer dúvida quanto à inexistência de incentivos ou benefícios, mas tão-somente a previsão de uma compensação para quem ainda se encontra em fase de recuperação após a realização de uma interrupção da gravidez.
Para quem analisa a questão da perspectiva dos direitos à saúde sexual e reprodutiva, o regime agora criado vem apenas assegurar que à salvaguarda da saúde da mulher se têm necessariamente de associar mecansimos que evitem causar-lhe um dano económico acrescido. Para quem insista em continuar a viver antes de 11 de Fevereiro de 2007, qualquer abordagem deste teor será sempre reveladora de uma vasta conspiração destinada a promover a prática de abortos, porque continuará a assentar o seu raciocínio numa lógica repressiva e ostracizante, não encarando a questão da principal perspectiva que releva, que é a da protecção da saúde das mulheres. Para quem sustenta esta útima abordagem, a mulher deve ser censurada pela realização da IVG e a abordagem do Estado não deve ser a da solidariedade, mas a da indiferença. Felizmente, o eleitorado optou pelo outro caminho…
Memória e critério
PS: E já agora, actualizo os links, com o incontornável Caminhos da Memória.
Zona livre de direito
Volto a dizê-lo: para mim, o ponto mais alto da credibilização da denominada justiça desportiva é o facto de a via de resolução normal de controvérsias jurídicas num Estado de Direito, o recurso aos tribunais, acarretar como consequência imediata a punição com descida de divisão ao clube que ousar exercer esse direito.sábado, julho 05, 2008
Esta nem com acordo ortográfico lá vai
Poder popular
"Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos."
sexta-feira, julho 04, 2008
Nem no Pravda nos seus dias melhores...
Homenagem a Manuel Marulanda
Honra e Glória eterna ao comandante Raúl Reyes!
"O budismo tibetano, uma filosofia? Essa é para rir!"
O desmascaramento final da versão oficial do 11/Set
O mito Kennedy ascende outra vez
Novo estudo de "Pilots for 9/11 Truth": Nenhum Boeing 757 chocou com o Pentágono
Mas um dos melhores chama-se "PROMOÇÃO DO FEUDALISMO TIBETANO" e encontra-se logo na página inicial:
Parabéns à Revolução Americana!

"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. — That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed, — That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness."
quinta-feira, julho 03, 2008
Claramente uma conspiração nazi-zionista-americana-uribiana
Três mercenários estado-unidenses, 11 polícias & militares e um membro da classe dominante colombiana foram recuperados dia 2 pelo governo narco-militarista de Uribe. Daquilo que já se sabe deste episódio verifica-se:
Retirado daqui via Blasfémias.
Simplificação
3 - Ainda que se tivesse limitado a concordar com a manutenção em vigor da actual lei, a defesa de um regime jurídico discriminatório em relação a determinada categoria de cidadãos e cidadãs não pode ser visto como um potencial factor de identificação de um preconceito?
Artigo 37.º

Para o que me havia de dar
sábado, junho 28, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
terça-feira, junho 10, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
Pushing the boundaries
Congresso Feminista em Lisboa (26 a 28 de Junho)
sábado, maio 31, 2008
A história da PIDE

O livro de Irene Flunser Pimentel sobre "A História da PIDE" é a obra final sobre a polícia política portuguesa. Reflecte um trabalho minucioso nos arquivos da PIDE (que no dia 25 de Abril de '74 só teve tempo para destruir o registo de informadores...) e não só. O discurso de Flunser Pimentel reflecte o equilíbrio correcto entre o distanciamento necessário por parte do cientista social em relação ao objecto de investigação, e a inevitável dose de empatia com as muitas vidas destruídas (em todos os sentidos) por uma organização cujos elementos teriam dificuldades em exercer qualquer tipo de poder ou influência numa sociedade livre e democrática.
Uma passagem particularmente interessante sobre "os dois países" que era Portugal - e que, de certa forma, talvez ainda seja (?):
"Pode-se dizer que, no continente, os locais de naturalidade do grosso dos presos políticos fica a sul, no litoral e nas zonas mais populosas - Lisboa, Setúbal, Beja, Évora, Faro, Porto, Braga e Santarém - enquanto o centro e Norte interior são as regiões privilegiadas de nascimento dos elementos da PIDE/DGS - Coimbra, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Portalegre, Viseu, Bragança e Vila Real. Apenas o distrito de Aveiro tem aproximadamente a mesma percentagem de presos e de elementos da política daí naturais."
(P. 425)
A grande virtude do livro (a minúcia da descrição, o detalhe da narrativa) é também o seu maior defeito. O leitor (ou pelo menos, este leitor) sente que durante páginas a fio é confrontado com listas intermináveis: de agentes da PIDE, de presos, de datas, de locais, de eventos. Listas. O capítulo sobre as "modalidades da tortura", por exemplo, dedica uma atenção desproporcional a dezenas de casos individuais que, apesar de interessantes do ponto de vista dos destinos individuais das vítimas, não deviam ser o foco do discurso historiográfico. Bastava escolher alguns casos paradigmáticos para ilustrar uma tese da autora.
E é acima de tudo isso que falta. A análise histórica. Eu não espero de um trabalho desta envergadura os 'facts and figures' da história PIDE, uma espécie de resumo de toda a informação relevante glosada a partir dos arquivos e de entrevistas com vítimas e carrascos, uma narrativa corrida, tipo "em 1948 foram presos x,y,z nos sítios a,b,c pelas razões 1,2,3; já em 1949...; em 1950...".
Sinto falta, neste livro, do debate entre interpretações, teses, teorias diferentes sobre o que era a PIDE, o que a distingue de outras polícias comparáveis, se (e como) ela contribuiu para a longa vida (e agonia) da ditadura, qual era o discurso sobre a PIDE entre os "civis" nas diferentes décadas da ditadura (era ela vista como um mal necessário por uma população obcecada com a ordem nos anos '30, e como um instrumento insuportável de repressão nos anos '60?), como é que se via a própria PIDE, qual a importância da ideologia do regime nas motivações dos pides etc.
Atenção: a autora debruça-se sobre quase todos estes temas. Mas de forma insuficiente. A quantidade de 'matéria prima' historiográfica (quem? quando? onde?) é completamente desproporcional em relação ao espaço que é dedicado à análise.
O resultado é uma obra monumental no que diz respeito à recolha de informação sobre a história da PIDE, mas à qual falta um fio condutor, uma tese histórica, que ajude o leitor a navegar através de uma montanha de dados avulsos. A estrutura do livro não ajuda, já que os capítulos são organizados tematicamente, e não cronologicamente. Por exemplo, é frequente a Quarta Parte do livro (sobre "Os métodos da PIDE/DGS", páginas 308 a 412) fazer referência a acontecimentos que foram descritos na Segunda Parte (sobre "A PIDE/DGS e os seus principais adversários", páginas 132 a 218), e a autora parece esperar do leitor que este se lembre do exacto nome do indivíduo que volta a ser mencionado 100 páginas depois.
Concluindo, o livro é de leitura morosa. A autora fez um trabalho insubstituível e indispensável de recolha de informações, mas às vezes desaparece a voz da historiadora no meio do ruído dos factos. Último exemplo: o assassinato do General Delgado pela PIDE. A autora começa por descrever o debate dentro da PIDE entre aqueles que eram a favor de prender Delgado, e trazê-lo para Portugal, "onde seria submetido a julgamento" (P.401), e os que preferiam deixá-lo em liberdade para "continuar a manter o trabalho de intoxicação e controlo sobre Delgado" (P.402), levado a cabo por agentes infiltrados pela PIDE na entourage do General. Fica-se sem perceber muito bem porque é que finalmente Delgado e a sua secretária são assassinados (vários indícios apontam categoricamente para a premeditação do crime). A dada altura a autora cita uma fonte que explica que este tipo de crime não podia ter acontecido sem a luz verde de Salazar, sem entrar em grandes detalhes. Ora esta é a questão central. Saber qual dos agentes que foram a Badajoz deu os tiros é relativamente indiferente - e é nisso que a autora concentra considerável atenção!
Neste, como noutros casos, as implicações políticas dos factos assumem papel periférico perante a ânsia da autora em reconstituir minuciosamente a sequência dos acontecimentos. Ainda em relação ao exemplo de Delgado: este capítulo tem uma espécie de coda intitulada "Dúvidas, perplexidades e perguntas por responder" (P.408), em que a autora refere ao de leve várias teorias conspirativas que envolvem a CIA e uma rede europeia de extrema-direita na(s) tentativa(s) de assassinar Delgado. A frase seguinte é um bom exemplo:
"Num recente livro, onde incluiu documentação dos arquivos policiais, nomeadamente da DGS espanhola, Juán Carlos Jiménez Redondo afirmou que, apesar de ter certamente havido, no caso Delgado, uma trama complexa entre os serviços secretos portugueses e as organizações da extrema-direita europeia, o mais relevante foi a existência de uma trama de cumplicidade no interiror do regime salazarista."(P.409/410)
O problema desta frase (e de outras no mesmo capítulo) é que a autora não se pronuncia sobre a importância/veracidade/verosimilhança da tese (especulativa?) em causa. Mais uma vez o tratamento do caso Delgado por parte de Flunser Pimentel deixou este leitor perfeitamente esclarecido sobre o quem/quando/onde, mas confuso em igual medida em relação ao processo de tomada de decisão, nomeadamente no que diz respeito ao grau de envolvimento directo das mais altas esferas do regime, mas também às ramificações europeias/globais do crime.
Mas mesmo assim o livro é de leitura obrigatória para quem está interessado numa perfeita radiografia de um dos pilares do triste regime que desgovernou Portugal de 1933 a 1974. E uma coisa fica clara: a violência, a mediocridade, a boçalidade, o obscurantismo e a mesquinhez que distinguiram a ditadura portuguesa estão profundamente inscritos no ADN da PIDE.
sexta-feira, maio 30, 2008
Seja o que os deuses quiserem
A boa notícia é que há uma nova república à face da terra.
A má notícia é que foi proclamada por maoístas.
terça-feira, maio 27, 2008
sábado, maio 24, 2008
Ainda em Maio
quarta-feira, maio 21, 2008
Santa paciência
Chiqui Chiqui
terça-feira, maio 20, 2008
And now for something completely different...
sexta-feira, maio 16, 2008
Três em um
Ainda não perceberam...
Se somos a costa oeste da Europa bem podíamos seguir o exemplo da costa Oeste da América
Rigoroso, rigoroso era fazer a conta toda
O Oráculo de Belém

terminando a confortar os portugueses com uma mensagem de optimismo. Foi isso que os portugueses quiseram ao elegê-lo: um economista que governasse da Presidência, porque nada melhor para o estado em que o país está do que alguém que perceba de números. Mesmo que a função não tenha qualquer poder executivo ficamos mais descansadinhos por isso. Elegemos um Alan Greenspan para sabermos para onde vamos.quinta-feira, maio 15, 2008
As Novas Parcerias da Saúde – PPPPP
O que houve foi uma inversão completa no modelo para as novas unidades que já não pode continuar a ser chamado de Parceria Público-Privada. Independentemente de concordar (e já o escrevi aqui) com uma moderação do Nº de Hospitais onde é aplicado o modelo de Parceria, a decisão de retirar a gestão clínica equivale a retirar os Privados da “Parceria”.
Neste novo paradigma que vou chamar “os 5Ps” (Pseudo-Parceria Público-Pseudo-Privado) existem apenas duas componentes asseguradas por Privados:
Ø Construção do Hospital - que eu saiba a construção dos hospitais do SNS não abrangidos pelos 5 Ps não tem sido feita por pedreiros, carpinteiros e electricistas funcionários do estado inscritos na ADSE;
Ø Gestão das instalações – trata-se apenas de um subcontrato para a manutenção do edifício que tendencialmente seria sempre subcontratada seja uma 5Ps, fosse uma PPP ou qualquer Hospital privado.
O rigor obriga a admitir que os novos Hospitais anunciados não serão de Parceria Público-Privada e que, para já, o modelo de Parceria Público-Privada irá ter apenas cinco unidades (por ordem previsível de início de actividade): São Brás de Alportel (já em exploração: GPSaúde), Cascais (em construção: HPP), Braga (Negociação Final: Mello), Vila Franca de Xira (Shortlist: Mello e GPSaúde) e Loures (aposto que ainda volta atrás). Reparem que nesta lista nunca falei (e raramente se fala) dos construtores nem das empresas que vão ficar com o subcontrato da manutenção...
Chamar Parcerias Público-Privadas aos novos hospitais (exemplo: Faro) dá-me vontade de lançar um concurso de Parceria Público-Privada para a pintura da minha sala ou para a contratação de uma mulher-a-dias.
Como sempre a Boina a pugnar por um maior rigor no tratamento dos conceitos que permita uma avaliação clara dos modelos em exploração, para os aplicar depois da forma que melhor garanta a sustentabilidade do nosso constitucionalmente ganho Sistema Nacional de Saúde.
Os mais iguais que os outros
Eu até sou contra esta onda higiénica que nos tem varrido (já escrevi sobre isso por diversas vezes), mas enquanto responsáveis pelo acolhimento e propagação do higienismo radical, os nossos governantes deveriam ser os primeiros a aplicar uma "inverted caeser's wife" e serem, para além de parecerem, cidadãos cumpridores das leis que eles próprios criaram.
Não basta alegar o desconhecimento da Lei (uma vez que este nunca aproveita a ninguém) e muito menos é relevante a decisão de deixar de fumar ou outra qualquer informação relativa à sua vida privada.
A mim vem-me à memória uma frase batida:
ALL ANIMALS ARE EQUAL
BUT SOME ANIMALS ARE MORE EQUAL THAN OTHERS.
quarta-feira, maio 14, 2008
Forma e substância
terça-feira, maio 13, 2008
A 13 de Maio
Aaa treeeezeeee deee Maaaaiooooo
Naaa Cooovaaaa daaa Iriiiaaaaa...
Não aconteceu absolutamente nada. Só para ficarmos claros em relação a esse evento a la Luís de Matos (para pior).
Mas o que "não aconteceu" a 13 de Maio de 1917 foi muito aproveitado para destruir o que efectivamente aconteceu a 5 de Outubro de 1910. Assim, declaro luto este dia um dia de luto Republicano.



Histórica esta reunião. Os iranianos gostaram muito. E prometeram que vai haver mais. Estou mesmo contente. Entretanto as máquinas centrifugadoras vão rodando. Tanto uraniozinho enriquecido e tão poucas centrais nucleares para alimentar...












