
segunda-feira, maio 05, 2008
Mais vale tarde...

2 de Maio


Porreiro era fechar grandes superfícies evangélicas para não causar concorrência ao culto tradicional...
domingo, maio 04, 2008
Juizinho
Prioridades no sítio
E se achavam que todos os exageros sobre a futebolização da vida pública já tinham sido proferidos, eis que....Quais 1.ºs de Dezembro e 5 de Outubros, feriados deviam era ser os dias em que fomos a finais europeias...
Notícias que não se podem inventar
Eight Belles ficou em segundo lugar, mas partiu as duas patas da frente e teve de ser abatida. O vencedor foi o Big Brown - o cavalo em que Obama apostou.
quarta-feira, abril 30, 2008
Boletins eleitorais
Este merece seguramente entrar:
"Um boletim de voto encolhido e "simplificado":
No Porto, a Comissão Politica Alargada escolherá hoje entre "Votar em Pedro Passos Coelho, Alberto João Jardim ou APOIAR OUTRA SOLUÇÃO EM ALTERNATIVA" - assim mesmo, em letras gordas, e excluindo Santana Lopes e Ferreira Leite.
Via Abrupto
O admirável mundo da justiça desportiva

terça-feira, abril 29, 2008
O Atlântico, o Doutor Salazar e algumas décadas
El comandante?
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
Vai tudo abaixo

O meu regresso é definitivo (pelo menos até à próxima ocasião). A minha congratulação pela redenção do PSD fica adiada.
quinta-feira, março 27, 2008
Parcerias Saúde
A desconfiança existente face aos objectivos de maximização de resultados, inerentes à actividade dos operadores privados, é óbvia na maior parte dos sectores e especialmente acentuada na Saúde, onde todos esperamos que na hora de sermos tratados não se olhem a despesas e não se poupem esforços.
Desconheço os motivos que levaram à revisão no modelo de Parcerias e a esta tendência de recuo, mas presumo que esta desconfiança relativamente aos privados, as dificuldades de concertação sentidas no Amadora-Sintra e a natural orientação de esquerda do Governo tenham contribuído decisivamente.
Para compreendermos como funciona o modelo de contratualização Público-Privada a primeira informação que é necessário reter é que a gestão de uma Unidade de Saúde em regime de Parceria Público-Privada compreende um Contrato de Gestão negociado e assinado entre o Privado e o Ministério da Saúde que obriga o Parceiro privado a um conjunto de exigências e objectivos de monitorização, qualidade e excelência que vão muito além do que é exigido e praticado na maioria dos Hospitais Nacionais.
É também necessário assumir que esta desconfiança existente sobre os operadores privados, o rigor do Contrato de Gestão e a monitorização irrestrita e permanente das Adminsitrações Regionais de Saúde, também elas monitorizadas pelo Tribunal de Contas e outras instituições competentes, geram um ambiente que, sendo por vezes excessivo e pouco razoável na transferência de risco para o Privado, obriga efectivamente a uma Gestão realmente orientada para a excelência do serviço e contraria a eventual tendência do privado comprometer a diferenciação dos serviços prestados para obtenção de melhores resultados.
Dou-vos o exemplo daquele que é o primeiro Hospital no novo regime de contratualização Público-Privada, o Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, e que será brevemente a única parceria Público-Privada na gestão de Hospitais em Portugal. Quero deixar aos leitores da Boina alguns esclarecimentos sobre este tema e alguns resultados da experiência (ainda curta) da gestão de um Hospital em parceria Público-Privada com ganhos efectivos para o Doente, para o SNS e para Privado (por esta ordem de importância).
Na prática para o doente a vantagem é usufruir dos equipamentos de ponta que são exigidos no contrato e cuja renovação periódica é obrigatória, o que muitas vezes não acontece na gestão pública, pagando apenas, quando aplicável, as mesmas taxas moderadoras das restantes Unidades do SNS. Por outro lado, o estatuto de “privado” e a maior cultura de cliente associada também cria melhores condições para os doentes serem mais exigentes com os vários serviços conduzindo naturalmente à sua melhoria. Embora os ganhos de saúde sejam difíceis de comparar entre instituições, uma vez que não se usam nos restantes hospitais métricas claras para avaliar os resultados clínicos, o prestador Público-Privado está obrigado por contrato a medir os seus resultados com recurso a escalas internacionais amplamente divulgadas nas que tem obtido resultados muito interessantes, que comprovam aumentos significativos e cumprimento constante de objectivos nas escalas Funcionais e Cognitivas aplicadas aos doentes que permitem “devolver os doentes ao exercício pleno da Cidadania” (frase inscrita na missão da empresa). Este Hospital tem obtido resultados muito positivos nos inquéritos à satisfação dos doentes e tem sido comparado, sempre positivamente, com outras instituições semelhantes nacionais e internacionais.
O ganhos desta Parceria para o Serviço Nacional de Saúde são bastante evidentes uma vez que já deixou de gastar mais de um milhão de euros com este hospital pela transferência dos encargos de arranque e dos custos dos primeiros trimestres de actividade para o operador Privado e, qualquer que venha a ser a produção do Hospital no futuro, o Contrato de Gestão prevê os mecanismos que garantem que os custos com o modelo Público-Privado estejam sempre bastante abaixo do Custo Público Comparável (custo que o Estado teria com a Gestão pública de um Hospital Similar). A prova disto está nos próprios preços cobrados por este hospital ao SNS (em média mais de 15% abaixo do preço da tabela do SNS).
O parceiro privado no Centro de Medicina de Reabilitação do Sul teve prejuízos no valor de um milhão de euros em 2007 mas prevê começar a libertar dinheiro já em 2008 e a obter resultados positivos a partir de 2009. Estes resultados serão obtidos através de uma gestão ágil e de uma cooperação com a ARS que garanta uma referenciação eficaz dos doentes e a correcção de alguns erros de contrato que impedem a facturação total dos serviços prestados.
Uma última palavra para uma opinião pessoal (diz que é uma espécie de disclaimer de esquerda). O papel das Parcerias no volume global da prestação de cuidados no SNS deve ser sempre moderado para garantir ao Estado uma capacidade de controlo real da actividade dos Privados na Saúde. No contexto Nacional em caso de (inevitável?) concentração dos Operadores privados de Saúde neste mercado de muito pequena dimensão, se o Estado perder a vocação de prestador maioritário de Cuidados de Saúde perderá a sua capacidade de negociar e controlar os Contratos de Gestão e perderá sobretudo, a capacidade de suspender ou não renovar um contrato que não esteja a revelar-se favorável (como aconteceu no Hospital Amadora Sintra).
A defesa, que eu subscrevo, do Estado como prestador principal de cuidados de Saúde não deve impedir a aplicação racional deste modelo de Parcerias Público-Privadas que contribui para a melhoria dos cuidados aos Utentes, para a sustentabilidade do SNS e para uma participação dos Privados dentro do contexto do SNS. Na minha opinião o caminho passa mais pela aplicação racional (e racionada) deste modelo do que pela substituição da vocação de prestador do SNS por uma função de mero pagador com a abertura (anunciada?) de cada vez mais convenções que já comprovaram ser também de difícil controlo e muito menos proveitosas para o Estado.
quarta-feira, março 12, 2008
Matemática parlamentar
Mudança forçada
E para quem pensava que a emoção política nos EUA se cingia à campanha eleitoral, eis que o Governador do Estado de Nova York, Eliot Sptizer, é apanhado num escândalo sexual "à antiga". Aparentemente, o ainda governador terá sido apanhado a utilizar os serviços de uma rede de prostituição e a sua demissão está iminente. Eleito expressivamente após doze anos de governação republicana e portador de um currículo impressionante enquanto advogado e promotor público a carreira de Spitzer parece estar a caminhar para o fim.
O homem que aguarda o desfecho do episidónio é o Vice-Governador, David Paterson, que pode tornar-se o primeiro negro a chegar ao posto de governador do Estado de Nova York e o único invisual a tornar-se governador de um Estado americano. Apesar das causas da sua provável ascensão não serem as melhores, não deixa de ficar no ar um sinal de mudança que pode ser útil a algum candidato presidencial... terça-feira, março 11, 2008
Cheguem-se pra lá

Por paradoxal que possa parecer, esta é uma das razões por que sou admirador de Obama: o observador céptico vê o homem para ali a falar e tem-se a sensação de que aquilo pode descarrilar a qualquer momento para uma coisa sem sentido. Mas não. No fim gosta-se. O círculo completa-se, a ideia permanece. Naquele tipo de discursos, é muito difícil não resvalar para a demagogia fácil ou para uma espécie de misticismo tipo homilia religiosa.
Pelo contrário, a inspiração de Obama (não me canso do termo, ainda que esgotado pelos detractores) faz-me acreditar no regresso da política, cada vez mais substituída na acção governativa por uma espécie de messianismo tecnocrático, em que o importante é saber dissecar os assuntos até ao ínfimo pormenor, pôr as vírgulas antes das casa decimais e executar um programa político-eleitoral até ao fim levando tudo à frente, como se do caderno de encargos de uma empreitada se tratasse.
Obama não. Mesmo que haja muita gente a retirar o tipo errado de inspiração.
segunda-feira, março 10, 2008
Até à próxima
Não costumo futebolar por estas bandas, mas hoje quero deixar uma nota para a saída de José António Camacho do Benfica. Apesar do segundo lugar e de ainda estar em disputa na Taça UEFA e na Taça de Portugal, é inequívoco que a actual época não tem corrido bem. Ciente de que não teria capacidade para dar a volta à situação, e não tentado argumentar com lesões, com a entrada depois do início da época ou com os resultados que ainda assim estão ao alcance do clube, Camacho coloca o lugar à disposição e abre a porta ao aparecimento de uma solução capaz de melhorar a qualidade dos resultados.ZP Presidente

sexta-feira, março 07, 2008
Matemática Eleitoral

quarta-feira, março 05, 2008
18 aninhos
Não compro o Público todos os dias, mas quase todos. Não foi com o Público que ganhei o hábito de ler o jornal todos os dias, mas com o Diário de Notícias, que estava à disposição dos clientes do café que frequentava com os meus pais, como era hábito fazer depois de jantar, ainda rapazinho e antes de começar a fumar e a descobrir outros vícios igualmente transgressores que se fazem no café. terça-feira, fevereiro 26, 2008
Noite pouco americana

Nem mais
Nova oportunidade
Um domingo em cheio para a extrema-esquerda dirão alguns. No caso de Chipre parece poder ter sido um domingo em cheio para a maturidade democrática e para a aproximação das duas metades da ilha dividida. O novo presidente cipriota, Demetris Christofias, é líder do Partido Comunista local. Uma verdadeira eleição de um chefe de Estado comunista (ao invés de outras ilhas), aceite com normalidade e com alguma esperança, uma vez que Christofias promete relançar as negociações para a reunificação da ilha, havendo sinais positivos do lado turco e apoio do candidato conservador derrotado. A Alemanha também anda eleitoralmente interessante...
Este domingo escreveu-se mais um capítulo daquilo que pode ser a maior transformação do quadro partidário alemão desde o aparecimento dos Verdes na década de 80. Enquanto prossegur o impasse em Hessen, em Hamburgo as eleições da cidade-estado oferecem nova complicação pós-eleitoral, com causas semelhantes. Vamos por partes.SPD faz progressos moderados.
domingo, fevereiro 24, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
O virar da página
O Comandante-em-chefe de Cuba renunciou ao cargo de Chefe de Estado, mas não significa necessariamente que tenha renunciado ao poder. Figura polarizadora como é, não tardaram as reacções entusiasmadas de adeptos e detractores.Daí que, antes de ser herói ou vilão, Fidel Castro seja um caso exemplar de sobrevivência e adaptação às contingências da política. A sua figura suscita-me, por isso, apenas uma apreciação cínica: não acredito que seja o ditador facínora nem o líder democraticamente amado pelo povo que alguma esquerda diz. Parece-me que quando uma lista que recolhe 95% de votos não estamos perante uma eleição, mas sim de uma aclamação, com tudo o que isso acarreta de fragilidade democrática. Parece-me, também, que, para o tipo de ditadores a que estamos habituados, falta a Fidel uma quantidade séria de palácios sumptuosos e demonstrações de luxo, e o seu currículo regista alguns serviços desinteressados prestados ao seu povo.
O embargo económico a cuba tem sido a perfeita desculpa para Fidel. Enquanto os Estados Unidos não ultrapassarem o ódio a Fidel que se transmite de geração em geração de políticos, e, quem sabe, enquanto o estado da Florida tiver o peso que tem nas eleições e os dissidentes cubanos se constituírem como grupo eleitoral de especial influência, Fidel conseguirá sempre pôr o povo do seu lado contra a América. Até que isso mude, a História não o poderá julgar convenientemente.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A importância das palavras
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Vital Moreira diz muito bem
Lembro-me que algures durante ou depois da guerra do Líbano de 2006, Vital Moreira comparou as violações do Direito Internacional perpetradas por Israel com a ocupação alemã do Leste da Europa durante a 2a Guerra Mundial.
Nessa altura perguntei-me porque é que os erros de Israel levam sempre - mais cedo ou mais tarde - a comparações cruéis, anacrónicas e de mau gosto com os arquitectos de Auschwitz.
Ficava muito feliz se Vital Moreira concordasse comigo quando digo que a fúria legítima contra a injustiça não justifica todas as piruetas retóricas.
domingo, fevereiro 10, 2008
Yes We Can
Já agora, se ainda não tiveram a oportunidade de ver:
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Alberto como ele mesmo
A primeira deliberação será assegurar que, nas futuramente instituídas primárias portuguesas, a Madeira vote sempre na super-terça-feira de Carnaval.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Balas e Bolinhos II
Proposta de tempo de antena aqui.1 de Fevereiro de 1908
Do outro lado da barricada, por seu turno, existe há muito uma linha iconográfica que eleva ao panteão dos heróis da República os regicidas Manuel Buiça e Alfredo Costa e que assinala o dia 1 de Fevereiro como um marco relevante no caminho para a mudança de regime. As vinte mil pessoas que compareceram nos funerais de Buiça e Costa e as homenagens e monumentos que a I República lhes dedicou selaram o seu papel de libertadores da pátria oprimida. Compreende-se que assim tenha sido na época, quando a questão estava quente e quando as paixões ideológicas exigiam a diabolização do adversário, o endeusamento dos regicidas e a justificação do facto. Hoje, querendo ser objectivo e desejando analisar sem essas paixões os eventos daquela tarde, não me custa nada reconhecer que o acto em causa foi e continua a ser criminoso. Por muito estimulante que possa ser, numa dimensão intelectual e filosófica, a discussão em torno da legitimidade para matar um tirano, Carlos de Bragança estava longe de preencher os requisitos associados ao perfil do opressor cruel cuja eliminação se poderia impôr legitimamente pela bala. Quisesse eu justificar o acto não o conseguiria, na medida em que o homicídio, seja ele político ou de outra sorte, dificilmente se desculpa, ainda mais dificilmente se justifica (e digo-o particularmente com um alcance jurídico).
Deste reconhecimento de que aquilo com o que lidamos é um crime motivado pela vontade em eliminar um adversário político, não se pode, por seu turno, retirar a imagem da vítima como um monarca constitucional que se atinha rigoroso ao espírito e à letra da Carta e pintar um D. Carlos democrático e um país liberal tão como o tinha sido no tempo do senhor Fontes, por exemplo. A ditadura de João Franco, suportada apenas no beneplácito do rei, estava longe de representar um expediente usual nas práticas da lusa monarquia constitucional. Se o conceito oitocentista de ditadura enquanto período de governação sem controlo parlamentar correspondeu, de facto, a diversas experiências governativas portuguesas, prontamente legitimadas a posteriori por bills de indemnidade, o consulado de João Franco já degnerara, em 1907, pela duração e natureza da anomalia constitucional, em fenómeno distinto, numa verdadeira ditadura, em sentido próprio ou moderno.
Também o facto de aceitarmos que de um crime se tratou não serve de mote para fundamentar a justeza do regime monárquico, ignorar a sua debilidade crescente e invalidar o carácter progressista e modernizador do programa republicano que triunfaria dois anos depois. E não serve também para provar o que quer que seja sobre as falhas da I República, o seu radicalismo ou o seu pessoal político - aliás, o regicídio será seguramente o exemplar mais indicado de um passo relevante na caminhada para a república dado à revelia da direcção do PRP e até contra a sua vontade. Não há, pois, lugar a patetices de dias de luto nacional, de plaquinhas em homenagem ao homem que morreu pela pátria e de extrapolações e juízos de valor revisionistas sobre a história daquele dia, do regime que viria a cair pouco depois e do regime que lhe sucedeu. Faça-se ciência e não velórios. Em jeito de conclusão, penso que os meus sentimentos sobre o 1 de Fevereiro se resumem a duas ideias. Primeiro, penso que já tarda o momento em que se vai conseguir assinalar o evento no plano adequado, que me parece ser o da história e não o da política. Em segundo lugar, enquanto republicano, inspirado pela divisa da igualdade, fraternidade e liberdade, é me impossível saudar o regicídio como momento a comemorar, ainda que uma das suas consequências objectivas tenha sido a de acelerar a chegada da República. Porque acredito que esta vale por si mesma, e deve-se comemorar pelos valores que representa, não me custa nada, até penso que eticamente se impõe, deitar fora a simpatia ou complacência pelo acto dos regicidas.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Pioneiros
A oeste algo de novo
Primeiro, vamos a eleições. Não as americanas, as do estado do Hessen.De regresso

quarta-feira, janeiro 30, 2008
O profeta da Boina
Prognósticos das nomeações presidenciais nos Estados Unidos:
Partido Republicano:
John McCain e Rudy Giuliani
Partido Democrata:
Barack Obama e John Edwards
30 de Janeiro de 1933
terça-feira, janeiro 29, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
O factor K

O apoio de Caroline Kennedy, a filha de JFK, ao conterrâneo de Lincoln num editorial no NYT, é um gesto de enorme carga simbólica. Mas o apoio, hoje, do tio Ted Kennedy (e do filho Patrick) é mais do que isso: descansa os militantes destacados de que não há que temer apoiar Obama contra os Clinton, dá-lhe credibilidade e consistência junto dos sindicatos e do voto hispânico antes da Super Terça-Feira e põe os media a falar do assunto durante muito tempo.
A estratégia de Bill Clinton em descarregar munições em cima de Barack Obama, para além de fazer da esposa um adereço da opereta que o próprio criou, e para além de uma derrota mais estrondosa do que esperado na Carolina do Sul (menos de metade dos votos de Obama), tem desiludido muito boa gente, dentro e fora do Partido Democrático, que se tem vindo a colocar na órbita de Obama. Quem acompanha a internet das primárias (este é um bom sítio para o fazer) tem-se vindo a aperceber disso. A próxima pode muito bem ser a prémio Nobel da Literatura Toni Morrison - a tal que chamou a Bill Clinton o primeiro presidente negro da América.
domingo, janeiro 27, 2008
A Boina Agradece
sábado, janeiro 26, 2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Balas e Bolinhos
Chuck Norris apoia Mike Huckabee:
e Sylvester Stalone manifestou a sua simpatia por John McCain, esse sim, um prisioneiro de guerra:
Quem ganhará um duelo destes? Bem, Chuck Norris desenvolve a sua explicação no vídeo que se segue. Pela a forma cândida, quase ternurenta, como se explica, nada consentânea com um verdadeiro herói, aposto no Rambo.
Nicolas, estás feito!
Está aqui a entrevista toda. Fica a passagem que mais interessa. Está-me a parecer que Sarko ou calculou muito mal, ou então está mesmo apaixonado e cometeu suicídio político.quinta-feira, janeiro 24, 2008
A Boina recomenda: The Bugle

Juntos fazem o The Bugle, um podcast do jornal britânico The Times, provavelmente das coisas mais hilariantes que se pode encontrar na internet.
Juntos é uma forma de dizer: na verdade, John Oliver vive em Nova Iorque e Zaltzman queda-se por Londres, mas a distância e o (des)enquadramento de um britânico na sociedade americana é uma das linhas condutoras do programa. Há a ocasional rubrica Ask an American, a secção Straight to the Bin, com histórias que os autores pensaram em desenvolver, mas que eram tão más que foram directamente para o cesto dos papéis, embora valha a pena falar delas no programa, e todas as outras secções que um jornal convencional tem, do Internacional ao Desporto, onde as equipas inglesas são adequadamente enxovalhadas. E também há lugar à parcialidade: veja-se a perseguição pessoal que Zaltzman move aos vizinhos do n.º 53 que lhe roubaram o caixote do lixo, ou a sua fixação por mulheres sensuais do passado, sobretudo Florence Nightingale - Margaret Thatcher foi considerada, mas desclassificada por ainda estar viva.
E há saídas do tipo «A China e os Estados Unidos chegaram a acordo em relação a medidas a tomar para reduzir os efeitos do aquecimento global. É o mesmo que o Hitler e o Estaline assinarem o acordo para promover os direitos das minorias étnicas.»
Vale a pena ouvir - e subscrever.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
As raízes da França
O Presidente da República francesa diz que descobriu que as raízes da França são "essencialmente cristãs". Vamos por partes.quinta-feira, janeiro 10, 2008
Lisbon for Obama

terça-feira, janeiro 08, 2008
Problema resolvido - o Menino Barack Clinton Bhutto

Imagino que juntar a juventude de Obama ao direito dinástico de Hillary possa dar uma coisa destas.
Sim, mas...
Caro Gato, admito que estas presidenciais americanas mobilizam mais do meu entusiasmo do que qualquer eleição desde as legislativas portuguesas de '95 (outras em que não me deixaram votar "por ser menor de idade" - um escândalo). Vou mandar um envelope com o meu voto para Washington quer eles queiram quer não.segunda-feira, janeiro 07, 2008
Paz e serenidade

Concordo que a adulação por Obama é irritante, como o é qualquer tipo de adulação em política. Gosto de Obama, gosto de Hillary, gosto de Edwards (embora este me pareça cair mais para o populismo). Para mim qualquer um deles dava um bom presidente. Mas neste exercício absurdo (ia dizer hilariante) em que a população do mundo se põe a defender candidatos para os quais não pode votar, inclino-me para Obama, por muitas e variadas razões, sendo que a oportunidade de mudança não é uma delas. Nem sou daqueles que acham que Obama devia ganhar só por pirraça, para que Hillary não julgasse que ser presidente é um direito de família.
Da mesma forma que acho que Hillary não deve ser penalizada por ser uma figura do establishment, penso que Obama não deve ser menorizado por se ter tornado num fenómeno de popularidade. Fazer do currículo de Hillary ou da fotogenia de Obama as questões decisivas na eleição é empobrecer o debate.
P.S.: Parece-me que a Boina pode dar-se ao luxo de ter defensores dos três principais candidatos democratas. Olha que bonito!
"I've been making change for 35 years!"
sexta-feira, janeiro 04, 2008
É Obama!
Segundo as projecções de todos os canais, Barack Obama ganha os caucusues no Iowa, seguido de Edwards e Clinton, por esta ordem mas empatados em percentagem de votos.A registar:
- Uma forte afluência às assembleias deliberativas por parte dos democratas;
- Obama tem 57% dos votos na faixa dos 18 aos 29 anos; Hillary tem 45% dos votos nos maiores de 45 anos (dados CNN);
- Obama aproxima-se dos 40% e ganha capital de simpatia e viabilidade enquanto candidato para os estados em que a sua cor de pele (e o nome) ainda possam ser uma questão;
- Fala-se no peso do voto útil dos apoiantes de Bill Richardson que não ultrapassaram o número mínimo de votos para que o seu candidato pudesse recolher delegados. Fala-se que Bill Richardson pode vir a ser o candidato a Vice-Presidente se Obama ganhar a nomeação. O primeiro Presidente Negro dos Estados Unidos e o primeiro Vice-Presidente Hispânico? Parece abusar demasiado da sorte.
Do lado republicano a taça foi para o pastor-evangélico-defensor-do-criacionismo Mike Huckabee. Mas essa é um telenovela completamente diferente, se pensarmos que Rudy Giuliani desertou para a Florida e Mitt Romney ainda tem rios de dinheiro para gastar. Atrevo-me a dizer que aí estará a verdadeira emoção.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Benazir Bhutto (1953-2007)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Prenda de Natal
domingo, dezembro 23, 2007
Rudolph, the Red-Nosed reindeer, em Yiddish
Melhor que o original
Qual Santana Lopes de segunda, qual carapuça. Luís Filipe Menezes bate o seu modelo aos pontos. Onde é que já tinhamos visto, num espaço de menos de duas semanas, e depois da novela da sua intervenção em Lisboa, um acumular de coisinhas tão boas como estas:
- O Governo devia pedir desculpa pelos homicídios na noite do Porto.
- A recusa em apresentar programa político alternativo pelo PSD, perante a certeza de que seria desfeito pela equipa de Pedro Silva Pereira. (Pergunto qual é o plano para as legislativas de 2009. Será na lógica de "tenho ideias muito boas mas não digo, não digo...")
- O plano de, em meia dúzia de meses, "liberalizar a legislação laboral (...) e desmantelar de vez o enorme peso que o Estado tem e que oprime as pessoas", afirmando que o "Estado deve sair do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos e, na prestação do Estado Social, deve contratualizar com os privados e acabar com o monopólio na saúde, educação e segurança social" Este pequeno excerto revela muitas coisas de uma assentada sobre o conhecimento da realidade pelo líder do PSD. Liberalizar é a noção sacralizada, seja na legislação laboral, seja no papel do Estado. Gosto particularmente da ideia de que o Estado deve "sair do ambiente". Desregular? Abandonar as tarefas de conservação impostas pela Constituição e pelo Direito Comunitário? Com franqueza, duvido que neste tópico Menezes tenha sequer a ideia do que está a propor. Ainda quanto à saúde e à educação é interessante a ideia de acabar com monopólios. Pode ser que amanhã se torne possível a existência de hospitais, clínicas, escolas e até, quem sabe, universidade privadas...
- A ideia fantástica de que o PS quer controlar o BCP. Poderoso este PS que põe gente como António Mexia a promover a nova solução para a administração do BCP. Igualmente curioso que pessoas como Paulo Teixeira Pinto, Miguel Cadilhe ou Miguel Beleza tenham integrado os conselhos de administração do BCP e que Menezes nunca se tenha insurgido por eventuais tomadas do banco pelo PSD.
- Associada a esta última ideia, veio a sugestão de Miguel Cadilhe para presidente da Caixa Geral de Depósitos, perante a saída provável de Santos Ferreira. Curiosamente, Cadilhe é um dos antigos administradores do BCP que, face aos recentes desenvolvimentos na instituição, está inibido pelo Banco de Portugal de voltar a assumir funções na direcção do (ainda) maior banco privado português. Um bom momento para o propor como a escolha credível para a Caixa, sem dúvida.
O que reservará o próximo Ano?
sábado, dezembro 22, 2007
Ahhhh, o Natal...
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Um funcionário, um quê?
Fumo bege
Há Governo na Bélgica!











