quarta-feira, maio 14, 2008

terça-feira, maio 13, 2008

A 13 de Maio

(entra o coro das velhas)
Aaa treeeezeeee deee Maaaaiooooo
Naaa Cooovaaaa daaa Iriiiaaaaa...
Não aconteceu absolutamente nada. Só para ficarmos claros em relação a esse evento a la Luís de Matos (para pior).

Mas o que "não aconteceu" a 13 de Maio de 1917 foi muito aproveitado para destruir o que efectivamente aconteceu a 5 de Outubro de 1910. Assim, declaro luto este dia um dia de luto Republicano.

Dois textos sobre Israel.

Posso não concordar com tudo o que escrevem Daniel Oliveira e Fernanda Câncio nestes seus textos sobre os 60 anos do Estado de Israel, mas fico muito satisfeito por saber que no debate à esquerda há quem consiga ser objectivo, recusar radicalismos e maniqueísmos e oferecer uma análise rica sobre uma questão complexa. É a trocar ideias assim que nascerá a luz.

segunda-feira, maio 12, 2008

Artes circenses

O país que abriu hoje os telejornais com a leitura em directo da convocatória da selecção para o Euro 2008, está a dedicar o Prós e contras de hoje à arbitragem. Valentim Loureiro, o Major-Sem-Medo-de-Ninguém, defronta Dias da Cunha, o anti-sistema. Fátima Campos Ferreira (ela própria um grande exemplo de arbitragem imparcial e isenta) está agora a ler as escutas de Valentim Loureiro, para que este as possa descodifica logo de seguida. Um épico!

A não perder daqui a pouco, a entrada em campo de Guilherme Aguiar e Dias Ferreira que, saídos fresquinhos do Dia Seguinte, onde estiveram em aquecimento com Fernando Seara, se vão juntar ao painel na terceira parte do programa. Um daqueles casos em que a realidade bate a ficção aos pontos:
Uma nota final para os restantes autores da Bóina: Se dois posts sobre futebol em menos de uma hora não é motivo suficiente para voltarem a escrever não sei o que é que preciso fazer.

Não durou muito

Aparentemente, o acordo entre o PPP e a Liga Muçulmana do Paquistão de Shariff, está prestes a estatelar-se e o partido deste último vai sair do Governo. Passado o choque e a unidade que se seguiram ao assassinato de Benzari Bhutto, parece que se volta ao business as usual da instabilidadde.

Fronteiras e passaportes

No regresso de dois dias no Leste da Eslovénia, atravessei a fronteira com a Croácia, para apanhar o meu vôo para Lisboa em Zagreb, num carro com matrícula da Bósnia-Herzegovina, cheio de portadores de passaportes com brasões e alfabetos diferentes.

Entre os muitos sérvios com os quais pude trocar impressões sobre o assunto, era clara a expectativa quanto ao resultado das eleições de ontem, quanto à possibilidade de chegar à União Europeia e de encerrar o capítulo do nacionalismo. O Kosovo não ajuda, é verdade. Mas acima de tudo, poder atravessar fronteiras com normalidade e, quem sabe, mais tarde poder eliminá-las com a adesão, foi isto que os Sérvios escolheram ontem. Cabe-nos a nós, os do passaporte com as estrelinhas, fazer o possível para não frustar as expectativas e ajudar a Sérvia e os seus vizinhos dos Balcãs ocidentais a fazer o resto do percurso.

Obrigado Rui Costa!


Até o clube podia estar já condenado a descer à II Liga ou às distritais. O estádio teria sempre enchido para se despedir. Não há cinismo e piadola fácil que tirem a beleza ao momento do adeus ao Maestro. Procurem que não encontrarão muitos jogadores dispostos a vir acabar a época no seu clube de sempre. Também não encontrarão muitos clubes aos quais valha a pena voltar incondicionalmente, ainda que para ficar sem ganhar títulos e experimentar resultados menos simpáticos...

Bowing gracefully

Tenho estado silencioso quanto às minhas preferências no campo democrata. Por perguiça ou por ser cobardolas, uma vez que ambas as soluções me agradariam e assim escuso de me empenhar num candidato que depois poderá ficar pelo caminho, tenho ficado à espera para ver o rumo que as primárias tomariam, tentando funcionar como o fiel da balança numa Bóina onde hillaristas e obamistas ocasionalmente trocam galhardetes.

Contudo, a minha calmaria blasée acabou, o vencedor está aí e só os irredutíveis dos irredutíveis de Clinton é que se recusam a ver o que já é evidente para os restantes: Barak Obama vai ser o candidato presidencial do Partido Democrata. A vantagem que era só em número de Estados e de delegados há uns meses, passou a sê-lo também em número absoluto de votos e em número de superdelegados. Quem consultar o simulador de delegados do NY Times verificará que, enquanto Obama apenas precisa de 13% dos superdelegados em falta caso mantenha o nível de votação médio que tem tido, Hillary só chegaria à nomeação conquistando mais de 87% dos restantes ou subindo drasticamente o número de delegados eleitos.
Depois de uma campanha, de um nível de debate e de uma mobilização históricos, seriam igualmente sem precedentes deitar tudo a perder por não saber sair a tempo. Três semanas não farão diferença, podem pensar os mais acérrimos apoiantes de Hillary. A questão não é essa, é a de saber por que raio é que se tem de perder três semanas nisto...

Nem mais

No Público:

A clareza e determinação de Ricardo Araújo Pereira em preservar o seu reduto de privacidade, impedindo a tabloidização e devassa da intimidade à inglesa, mercem o aplauso e apoio de todos os interessados em ter imprensa livre e de qualidade.

quinta-feira, maio 08, 2008

A opinião pública começa a decidir a nomeação


Capa da Time da próxima semana. Aperta-se o cerco a Clinton.

segunda-feira, maio 05, 2008

Mais vale tarde...


Ainda com a ameaça de balde água fria que poderá resultar do veredicto final às declarações de Niemeyer ao Expresso, nas quais apontou para uma não-autoria do Casino do Funchal (polémica que tem dado frutos e que pode ser acompanhada aqui), a Academia das Ciências de Lisboa, numa homenagem que já tardava, elegeu Oscar Niemeyer como sócio correspondente. Ainda que se conclua que não temos nenhuma obra de Niemeyer em Portugal, teremos pelo menos a possibilidade de reclamar o próprio Niemeyer, através da Academia das Ciências...

2 de Maio


Escapou aqui ao pessoal da Bóina (eu tenho desculpa, estava fora) os 200 anos do levantamento espanhol contra Napoleão (já o D. João VI molhava os pezinhos na baía de Guanabara), que abriria uma das mais problemáticas frentes de guerra ao cavalheiro corso e que, eventualmente, levaria às jornadas constituintes doceanistas, em Cádiz, pelas quais os nossos liberais do vintismo suspirariam até as conseguirem reproduzir em versão lusa. Aqui fica a lembrança (com manifesto copianço do Peão).


Porreiro era fechar grandes superfícies evangélicas para não causar concorrência ao culto tradicional...

Perante a possibilidade de os hipermercados voltarem a abrir aos domingos, a Igreja Católica cá do burgo, através da Liga Operária Católica e do bispo das Forças Armadas, veio manifestar a sua oposição à medida. Sobre o assunto, com os pontos todos nos iis ver o post de Teresa Ribeiro no Corta-Fitas.

domingo, maio 04, 2008

Juizinho

Agora que a recta final se aproxima, a vitória de Obama em Guam pela diferença mínima de um voto ameaça anunciar o quão renhida vai ser a convenção. Por enquanto, McCain não tem aproveitado a folga, mas não fiquem à espera que durma até Novembro...

Prioridades no sítio

E se achavam que todos os exageros sobre a futebolização da vida pública já tinham sido proferidos, eis que....


Quais 1.ºs de Dezembro e 5 de Outubros, feriados deviam era ser os dias em que fomos a finais europeias...

Notícias que não se podem inventar

Como não podia deixar de ser, também o Kentucky Derby, a corrida de cavalos mais importante dos Estados Unidos, entrou na campanha eleitoral, e ambos os candidatos democratas tornaram públicas as suas apostas. Hillary Clinton apostou numa égua chamada Eight Belles, e justificou a sua aposta por ser a única égua entre os concorrentes, declarando que este era o ano das mulheres.
Eight Belles ficou em segundo lugar, mas partiu as duas patas da frente e teve de ser abatida. O vencedor foi o Big Brown - o cavalo em que Obama apostou.

quarta-feira, abril 30, 2008

Boletins eleitorais

Há uns tempos postei aqui uma série de grandes boletins eleitorais do mundo.

Este merece seguramente entrar:

"Um boletim de voto encolhido e "simplificado":
No Porto, a Comissão Politica Alargada escolherá hoje entre "Votar em Pedro Passos Coelho, Alberto João Jardim ou APOIAR OUTRA SOLUÇÃO EM ALTERNATIVA" - assim mesmo, em letras gordas, e excluindo Santana Lopes e Ferreira Leite.

(Jornal de Notícias)"

Via Abrupto

E agora algo completamente... (já sabem o resto)

Totalmente a despropósito:

O admirável mundo da justiça desportiva


O Belém vai mesmo perder os 6 pontos. Interessa lá agora que a Liga espanhola não tenha feito constar do passaporte desportivo de Meyong os 12 minutos que jogou ao serviço do Albacete antes de ir para o Levante. Dura lex, sed lex, aplicada na letra e sem espírito algum. Para que a decisão se torne definitiva na ordem jurídica paralela do mundo do futebol só falta mesmo a publicação no diário oficial, ou seja, a alteração da classificação na tabela da Bola.

terça-feira, abril 29, 2008

O Atlântico, o Doutor Salazar e algumas décadas

Estava a trabalhar e a ouvir um CD do West Side Story que comprei há dias quando decidi fazer uma pequena pausa para circular pelos blogs habituais. Ao passar pelo Arrastão, dei conta de mais um post do Daniel Oliveira a recordar a Eurovisão, desta feita com um post da nossa canção estreante, em 1964, a Oração. Parei o Bernstein, onde os Jets cantavam ameaças aos Sharks, e pus a tocar o António Calvário.
Eloquente como só a música o pode ser, fica um retrato do fosso entre a canção nacional, sadia, devota e honesta do Festival da Canção do Doutor Salazar, e a explosão de vitalidade e ritmo das ruas de Nova York, escrita e estreada 7 anos antes da primeira lusa aventura na Eurovisão.
Com o 25 de Abril fresquinho na memória, eis a oferenda de mais um argumento para revelar as portas que Abril abriu. Oiçam, comparem e digam-me lá se preferem o Portugal do Estado Novo, mantendo o País no congelador da História e impondo uma estética musical, ou a abertura artística das sociedades livres e democráticas.
António Calvário, Oração (1964)
West Side Story, America (1957)