
segunda-feira, dezembro 03, 2007
domingo, dezembro 02, 2007
As expected...
As previsões confirmam-se e Vladimir Putin e a sua Rússia Unida arrecadam mais de 60% dos votos nas eleições hoje. Apesar do optimismo ser moderado, tudo aponta para a presença no parlamento de mais três partidos, o Partido Comunista (que ficará pelos 11%), cuja entrada na Duma era previsível, o partido Liberal Democrático (com 9,6%) e o Partido Uma Rússia Justa (com cerca de 7,7%). Ainda que não se tivesse em conta tudo o que de não democrático se tem feito a caminho destas eleições, desde logo a existência de um cláusula barreira para conversão de votos em mandatos de 7% (só batida pelos 10% turcos) é revelador da falta de pluralismo que se pretende no futuro parlamento. Reflexões sobre a greve, ao domingo
Era bom que os sindicatos percebessem que uma greve se marca para o meio da semana, quando causa mais transtorno a patrões e trabalhadores, e não para uma sexta-feira, quando há a possibilidade de se confundir a greve com uma desculpa para começar o fim de semana mais cedo, e sempre se pode deixar trabalho adiantado de véspera.
E era bom que o Governo deixasse de disparar números e de fazer de conta que tudo não passou de uma birra de meia dúzia de funcionários rabugentos.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Pequena nota sobre o acordo ortográfico

Trono e altar
Nos preparativos finais para as eleições de Domingo, somam-se intervenções laudatórias de Vladimir Putin nos vários meios de comunicação social, com destaque para a televisão. Um dos apoios do actual presidente é o clero ortodoxo que, através do director de relações externas do patriarcado de Moscovo, veio afirmar, entre outras coisas, que "existem valores acima da liberdade e da democracia" e que "a Igreja rejeita a ideia de que os direitos humanos prevalecem sobre os interesses da sociedade (disponível no P2 do Público). Ainda mais irresponsabilidade
Boas notícias
Quem me dera saber escrever assim
quinta-feira, novembro 29, 2007
Irresponsabilidade
I hear you


Finalmente, um excelente apanhado dos esforços para a paz que também marcam a relação entre israelitas (ou judeus, antes de '48) e palestinianos desde sempre. Este texto só demonstra que a visão polarizada deste conflito não resiste a um estudo - ainda que superficial - da história da região. Parabéns Margarida Santos Lopes do Público!
13 a 0
Perante a decisão do Tribunal Constitucional no sentido da não inconstitucionalidade do OE para 2008, cuja fiscalização fora suscitada pela Assembleia Legislativa da Madeira, Alberto João Jardim vem falar em "terrorismo de Estado" e passa a sufragar a tese da extinção daquele órgão avançada por Luís Filipe Menezes. Um apoiante credível, nada vingativo ou despeitado para a causa da reforma institucional.And your point was...?
quarta-feira, novembro 28, 2007
O mundo a preto e branco
No Bitoque, descreve-se Mahmoud Abbas como "o líder imposto pelos EUA à Fatah" e critica-se a ausência do Hamas, o partido eleito pelos palestinianos para os representar. Aparentemente, nesta lógica o voto das eleições legislativas palestinianas é o único que conta. O das eleições presidenciais já não interessa. De resto, o facto de o Hamas não ter abdicado da destruição do Estado de Israel na sua declaração programática não parece ser suficiente para questionar a sua vontade em negociar um acordo de paz equilibrado entre ambas as partes. terça-feira, novembro 27, 2007
Notas sobre uma travessia do Atlântico

A purga continua
Luísa Mesquita foi hoje expulsa do PCP. O principal fundamento da decisão reside na recusa da autarca e deputada em abandonar os cargos para os quais foi eleita, o que constituiria uma violação dos seus deveres estatutrários e do compromisso assumido com o Partido. Há quem afirme que é bem feito, que Luísa Mesquita conhecia as regras do jogo no PCP e que agora se recusa acatá-las. Contudo, é uma argumentação que não colhe: regras que violam princípios elementares da democracia representativa, que atentam contra a independência do exercício dos mandatos e contra a relação de representação não são válidas. Dirão que Luísa Mesquita ainda assim se conformou com elas ao optar em militar no PCP. Digo-vos-eu que a renúncia a certos direitos fundamentais não é válida nem exigível, nem pode servir de contrapartida para pertencer ao partido com o qual se tem a maior afinidade ideológica. segunda-feira, novembro 26, 2007
E pensar que ainda iam ter saudades do João Almeida
Via Arrastão.sábado, novembro 24, 2007
Confirma-se
Para o fim-de-semana
Contas às execuções (2)
Na sequência do meu post sobre a pena de morte e o seu eventual efeito disuasor, e de outras observações recolhidas na caixa de comentários, André Azevedo Alves comenta neste seu post que há que distinguir esta temática da temática do aborto, não sendo discussões comparáveis.
Estaremos de acordo quando afirma que a questão do aborto não deve ser confundida com a da pena de morte. Penso é que a razão principal pela qual entendemos tratar-se de questões distintas é que não são as mesmas. Estamos em ambos os casos perante uma discussão penalística. Contudo, a diferença de fundo passa por uma das discussões se prender com a legitimidade de um determinado tipo de pena (a pena de morte) e a sua admissibilidade perante os valores de um Estado de Direito, enquanto a outra se reconduz à determinação da necessidade, eficiência e justiça da punição da interrupção da gravidez em determinadas circunstâncias, em que outro comportamento não seria exigível, de uma perspectiva jurídico-penal, à mulher. Aqui entrará a nossa divergência de fundo, e que passa, por exemplo, por algumas premissas do post de André Azevedo Alves, que eu não considero estarem correctas, designadamente quando afirma que o aborto passa por "causar deliberadamente a morte de uma vida humana inocente".
Num caso estamos perante a discussão da legitimidade do Estado para punir privando um cidadão da vida, no outro caso perante a necessidade de construir um equilíbrio, com tradução na existência ou não de punição, entre a saúde física e psíquica da mulher grávida e a prossecução de uma gravidez que, no momento em que a lei admite a interrupção, não pode (nem o é cientifica, nem juridicamente) equiparada a uma "vida humana", quanto menos a uma "vida humana inocente".
sexta-feira, novembro 23, 2007
Uma história que fala por si
Mais depressa se apanha um mentiroso...
A divulgação de algumas passagens do livro de um dos assessores de imprensa de George W. Bush compromete seriamente a posição do presidente no caso da fuga de informação de identidade de Valerie Plame. Segundo o excerto a obra de Scott McClellan, a publicar no início do próximo ano, ao ter comunicado à imprensa que não teria havido envolvimento do pessoal da Casa Branca, McClellan teria transmitido informação que não correspondia à verdade, e cinco figuras de topo estariam envolvidas no facto: o presidente, o vice-presidente, Karl Rove e os chefes de gabinete do presidente e do vice-presidente (só este último, "Scooter" Libby, foi condenado pelos factos e objecto de uma comutação de pena pelo presidente). A editora veio entretanto afirmar que da passagem em causa não se deve inferir que o presidente soubesse da inverdade das afirmações prestadas à imprensa, pelo que não se estaria a afirmar que o Bush teria deliberadamente mentido. Uma vez que o que a passagem citada diz é o que se transcreve de seguida, há quem não desista de tentar manipular informação...
Macbeth
Bom, inevitavelmente, a Bóina associa-se ao Dia de Acção Global pelo Abrupto. Como até estou a ler o Paradoxo do Ornitorrinco, até se consigo referir o nome de Pacheco Pereira, mais vezes do que apenas fazendo referências solitárias e desconexas ao Abrupto. Imaginem que estava a ler a biografia do Cunhal - lá teria de fazer outro link para o autor. E se fizermos um link para os Estudos sobre o Comunismo, também um blog com a colaboração de Pacheco Pereira, também conta? Pessoalmente, acho que se não for o Abrupto não devia contar. Isto é só solidariedade com o Abrupto, e não com qualquer outro blog que não o Abrupto, ainda que o autor seja JPP. Curiosamente, calha o dia mesmo em cheio porque hoje é dia da Quadratura do Círculo, precisamente com Pacheco Pereira. Ele há cada coincidência...Buzz

quarta-feira, novembro 21, 2007
Passemos então a dizer piaçaba
Pouca luz ao fundo do túnel
Naquele que é seguramente o maior buraco de obras públicas da história da democracia portuguesa, um sinal consideravelmente agoirento resultou das chuvas de ontem: "A chuva forte inundou a passagem subterrânea do túnel do metro do Terreiro do Paço, em Lisboa, e obrigou ao seu encerramento, gerando críticas de pessoas que utilizam aquela passagem pedonal para atravessar da estação fluvial para a Praça do Comércio." Fonte do Metropolitano afirmou ao Público que a situação "serviu de alerta" e levou o Metropolitano de Lisboa a ter uma "atenção especial" àquela zona baixa da cidade".Fique, camarada Vladimir Vladimirovich, fique
Eis finalmente o momento pelo qual se esperava para marcar simbolicamente o fim da cada vez maior fachada democrática na Rússia. Depois de se terem ouvido umas vozes a sugerir a criação de um estatuto de "líder nacional" para Vladimir Putin após o termo do seu mandato, o presidente do Conselho da Federação, a câmara alta do parlamento russo, veio ontem desafiar o presidente a ficar mais um mandato. Segundo disse, nem será sequer "necessário alterar a Constituição” para que Putin permaneça como Presidente, uma vez que as “pessoas querem-no" nessas funções.Afinal não vai ser a ERC a cortar o pio à blogosfera...
É impressão minha...
terça-feira, novembro 20, 2007
Apreensividade acima da média
Estou farto de ouvir dizer "falta só um ponto", "o apuramento ficou mais fácil", "basta empatar" e "Portugal é um dos candidatos ao título europeu". Quase preferia que tivessemos empatado com a Arménia, pois podia ser que não se entrasse em triunfalismos. Espero francamente estar errado, mas tendo em conta a proverbial capacidade colectiva de deslumbramento antes do prazo, a antiga tradição das contas finais para o apuramento à justa e o facto de o seleccionador nacional ser cidadão daquele país que só tinha de empatar em casa o último jogo para ser campeão do Mundo (esta é a parte irracional da argumentação), estou a começar a preparar-me mentalmente para o pior. Juizinho no Dragão, fachabor.Várias questões
Nem as ginjas...
Num artigo na Visão no verão (disponível aqui), Ricardo Araújo Pereira já havia exposto o exagero dos críticos da ASAE, a propósito do "bolasdeberlimnapraiagate". O fecho da Ginjinha por falta de condições de funcionamento voltou a trazer um coro de protestos do tipo "desta vez foram longe demais". Há alguma irracionalidade na leitura dos encerramentos: quando tenho um laço sentimental com o estabelecimento comercial, quase parece que não me importo que usem um piaçá para lavar a loiça. Verdadeiramente, não sei se o que chateará mais é o fecho provisório da Ginjinha, se o facto de termos de deixar de dizer, em relação a algumas coisas, que "isto é tudo uma rebaldaria", e que "ninguém fiscaliza nada". Na volta, é essa a grande tradição nacional de criticar a ineficiência da coisa pública que entrou parcialmente em crise desde que as brigadas da ASAE se lançaram à estrada. Contas às execuções
segunda-feira, novembro 19, 2007
Caiu-lhes o muro em cima da cabeça ou quê?
«The communist state gets far higher marks from those living in the east than from those in the west». Até aqui nada de extraordinário, mas onde é que diz que na Alemanha de Leste era melhor? E os 92%?
A full 92 percent of 35- to 50-year-old eastern Germans believe that one of the greatest attributes of the former East Germany was its social safety net, with 47 percent of their children in the east believing the same thing. By contrast, only 26 percent of western youth and 48 percent of their parents expressed the view that East Germany had a strong social welfare system compared to today's» (quadro aqui).
Afinal era só o sistema de protecção social - e eu acredito e acho plausível, da mesma forma que não questiono se me disserem que o sistema de ensino e o sistema de saúde são melhores em Cuba do que em Portugal. Sobre o resto, o país e a situação actual, está assim:
Satisfação geral com a democracia na Alemanha:
Satisfação com a qualidade de vida:
Por último, a razão porque o Avante! não conta a história toda:
A conclusão geral do artigo é que a sociedade alemã continua dividida, e que existe uma clivagem entre o que pensa a generalidade das pessoas em cada um dos lados. E se fosse hoje, como seria?
Esclarecedor. Pelos vistos, a história escrita pelos derrotados não é mais rigorosa. Ou isso ou estavam distraídos. E logo no Avante! não é possível comentar os artigos...Desordem
O fim do internacionalismo nacionalista (ou do nacionalismo internacionalista)
Contra-relógio
Reorganização partidária
Depois do aparecimento do Partido Democrático no centro-esquerda, Berlusconi quer imitar o movimento à direita e criar um grande partido do centro-direita. Ressalvados os resistentes que procuram manter alguma coerência ideológica nas suas formações partidárias (o novo Partido Socialista que procura agrupar os múltiplos partidos que nasceram após a implosão do antigo PSI, ou os Liberais Democráticos em torno de Lamberto Dini), a moda de importação do modelo partidário à americana, com primárias abertas e partidos com laços ideológicos muito soltos, parece que está a pegar. Eufemismos & Manipulações

sexta-feira, novembro 16, 2007
quinta-feira, novembro 15, 2007
Lies, damn lies and statistics

E insiste!
O Bastonário da Ordem dos Médicos volta a insistir na não alteração do código deontológico. Hoje acrescenta-se um factor adicional, a necessidade de um referendo interno na classe médica. Caso os proponentes da medida não tenham sido informados, o referendo que determinou qual a norma jurídica aplicável ao caso já se realizou, foi a 11 de Fevereiro de 2007, o sim ganhou com 59% dos votos e a legislação sobre a matéria já foi alterada.Redenção

Tá bem que a capa é pavorosa. Tá bem que o senhor diz coisas como "Canto da Terra pretende funcionar como uma chamada geral, uma convocatória em prol da solidariedade e apoio a Trás-os-Montes". E tá bem que no disco participaram ilustres como Rão Kyao, Vitorino e Galandum Galundaina (o que, se calhar, explica muita coisa). Mas que o disco é bom, é. E confirma que, afinal, vale sempre a pena acreditar na humanidade.
quarta-feira, novembro 14, 2007
Adenda ao post anterior
"Democrats said the health and education bill [vetoed by Bush] contained funding for domestic priorities such as job training, health research and heating subsidies for the elderly.
Mr Bush claimed the legislation was bloated with "wasteful projects" including funding for a prison museum, a sailing school and Portuguese language classes."
Mais um defeito, coitadito...
Bye, bye
O cartão de eleitor vai acabar, mesmo antes do aparecimento do novo Cartão de Cidadão. Apesar da nostalgia, o meu está com um ar tão lastimável que serei poupado à vergonha de expôr aquele pobre farrapo perante o presidente da secção de voto. Living dangerously
Cada dia que passa a situação torna-se mais difícil de sustentar para Musharraf. Ou estamos perante uma mega-operação de teatro montada para se legitimar após o regresso do exílio, ou Benazir Bhutto cortou mesmo definitivamente com o eventual pacto de partilha de poder que estabelecu com o general. De acordo com a BBC, na segunda-feira Benazir Bhutto fez cessar contactos entre o seu partido e os apoiantes de Musharraf. Ao exigir ontem a demissão do presidente, Benazir não parece de todo estar apenas a desempenhar o seu papel numa farsa política para paquistanês ver. A degradação da situação política depois do conflito com o Supremo Tribunal ter conduzido ao estado de emergência, tem levado Benazir Bhutto a aproximar-se do discurso da restante oposição. Apesar das insistências nas promessas de eleições para Janeiro por parte do presidente, as incertezas sobre o futuro aumentam com o decorrer do tempo. E apesar de as coisas no Iraque também não melhoram significativamente, de no Afeganistão se verificar um retrocesso da pacificação e de no Irão os esforços de contenção nuclear serem pouco visíveis, a instabilidade no Paquistão tem consequências de grau diferente para a região e para o planeta, ou não tivesse o chefe de Estado acesso a um botãozinho vermelho em Islamabad... terça-feira, novembro 13, 2007
Christopher Walken, again
O meu videoclip favorito
Outra tomada do poder?
O Público noticia que o Partido da Nova Democracia está a ser invadido por indivíduos organizados de extrema-direita. Lembram-se deste filme? Da primeira vez foi o velho PRD, agora parece que será o PND. No meio disto tenho várias dúvidas:
b) Vamos ter clones do Pinto Coelho? Duas vezes o disparate, ou formas de disparate diferentes? Ou será que é uma tentativa de criar um nacionalismo sério, viável eleitoralmente?c) Será que optar por tomar conta de partidos anti-sistema ou criados por figuras que tentam uma segunda intervenção depois de a sua vida política ter mudado drasticamente (Eanes e Monteiro) não dará azar?
Lógica da batata
Mário Lino, hoje à TSF afirmou que "as variáveis da decisão de um projecto desta natureza não se decidem com base em quatro ou cinco critérios. É um pouco mais complexo e tem a ver com matérias onde tanto questões de ordem política, técnica e ambiental têm um peso muito grande", pelo que não teria "dúvida que, se eu fosse apresentar critérios, ia logo ouvir que o Governo tinha escolhido aqueles critérios para chegar a determinada solução." Moral da história, não se apresentam os critérios. Esquecem-se é alguns pormenores menores, como o controlo democrático das decisões da administração ou o controlo da legalidade e a responsabilidade pela aplicação errada dos critérios de decisão. Detalhes, detalhes... Cadeia de excertos
Música e filmes - The immortal beloved
Música e filmes - Tous les matins du monde
segunda-feira, novembro 12, 2007
Talvez estejamos a exagerar...
Depois da confraria do vinho do Porto, da confraria das tripas, da confraria da chanfana, da confraria da francesinha, da confraria do leitão da Bairrada, da confraria do anho assado, entre muitas outras, a agência Lusa noticia a criação da confraria do bolo-rei escangalhado. Lá virão os nossos detractores dizer que é propaganda republicana, que se o bolo fosse presidente nós não diziamos nada.Capelanias
Autonomia e independência
Depois da chantagem primitiva do tipo "se-não-me-dão-as-competências-legislativas-que-eu-quero-declaro-a-independência", o deputado do PSD à Assembleia Regional da Madeira Gabriel Drumond volta a insistir e sobe a parada "afirmando que estamos perante uma questão de ódio por parte dos governos da República que não gostam do povo da Madeira". Os madeirenses e o próprio PSD nacional merecem muito melhor do que este populismo irresponsável e gerador de divisões artificiais entre portugueses de pontos distintos do território. Agora, se continuarem sem nada dizer e sem desautorizar cabal e inequivocamente o cavalheiro merecem levar com as consequências políticas por inteiro.
Quanto à questão de fundo, tenho acompanhado, por diversas razões, a evolução dos poderes legislativos regionais, e, particularmente desde a revisão constitucional de 2004, penso que a República já foi até onde pode ir no que respeita à transferência de competências para as regiões (se é que já não foi longe demais): porque de Regiões Autónomas se trata, e não de estados federados; porque de mera autonomia político-administrativa se trata, decorrente primordialmente das condições geográficas (insularidade) dos dois arquipélagos e não de entidades dotadas de legitimidade e identidade originária próprias (como as comunidades espanholas, por exemplo); e porque o princípio da igualdade não pode ser objecto de entorses injustificadas, decorrentes de regimes jurídicos de aplicação territorial distinta, sem fundamentação em qualquer especificidade regional. A ocorrer alguma revisão nesta matéria, penso que deveria ser no sentido de esclarecer as dúvidas decorrentes das novas "zonas cinzentas" na delimitação das competências regionais face às da República (por exemplo, no que respeita à prevalência inequívoca das leis de bases e na delimitação mais clara de matérias que não devem ser objecto de legislação regional porque não revelam qualquer especificidade) e não no sentido de mais um alargamento de atribuições. Contudo, sei que estou a pregar no deserto, uma vez que a existência de um bloco regional no PS e no PSD impede maior clareza na construção jurídica do sistema e na correcção dos seus vícios... SIC Notícias ou SporTV News?

sábado, novembro 10, 2007
Há reis que parecem ases
sexta-feira, novembro 09, 2007
Esclarecedor
IVA e preservativos
Missing the point
Barões em luta
Entretanto, na secção da Figueira da Foz, o anterior líder da concelhia não entrega as chaves ao seu sucessor, pelo que as reuniões dos novos órgãos têm sido realizadas em salas de hotel ou espaços de associações locais.
Há 69 anos, na Alemanha
quinta-feira, novembro 08, 2007
Defender o menino (neste caso a menina)

No more Mr. Nice Guy









