
quinta-feira, novembro 08, 2007
Defender o menino (neste caso a menina)

No more Mr. Nice Guy

Apropriado...
Blackadder on Belgium
Depois dos eventos de ontem (aqui, aqui ou aqui), a melhor discrição da situação é a de Edmund Blackadder, premonitoriamente proferida numa trincheira em território belga: Derrotado de Outubro
Revolução na primeira pessoa

terça-feira, novembro 06, 2007
E de seguida, a tomada do Palácio de Inverno... desculpem..., de S. Bento, assim é que é...
Segundo o texto de Miguel Urbano Rodrigues que se segue (via Água Lisa), a revolução não tardará. Provavelmente, estando cada vez mais perto o aniversário da Revolução de Outurbo, a vontade de fazer uma reconstituição histórica começa a ultrapassar a realidade...No caminho certo

149.º dia sem novo governo

Billary
A clara vantagem que Hillary leva para as primárias democratas será difícil de ultrapassar, ainda que a época eleitoral ainda nem sequer tenha aberto formalmente. Consequentemente, as coisas começam a endurecer no campo democrata e um tema que apareceu timidamente pela primeira vez é o de uma possível influência tutelar de Bill Clinton nas sombras de uma presidência da mulher (neste sentido, vejam-se as declarações de Joe Biden sobre o seu desinteresse em ser vice-presidente de Hillary face à personalidade e ao papel que estaria reservado ao First Gentleman - ou como próprio Clinton gosta de dizer, First Lad). Subrepticiamente, é o género a começar a aparecer nas presidenciais americanas, podendo a via argumentativa agora aberta encaminhar-se no sentido de por em causa a autonomia política de Hillary, pintando-a como fachada para um regresso indirecto do marido. No caso de Hillary, esta linha de argumentação menorizadora é claramente reforçada pelo facto do marido ter sido anterior ocupante da Sala Oval e de ser uma figura tudo menos apagada e de segunda linha (não se ouviu nada parecido sobre Dennis Thatcher....). Porque é que se fica com a impressão de que isto vai correr mal ainda mais cedo do que estávamos à espera?

Menezes deu hoje uma conferência de imprensa a informar o país daquilo que o líder parlamentar vai perguntar amanhã no debate sobre o Orçamento de Estado. O primeiro-ministro agradece o conhecimento prévio das perguntas e a possibilidade de responder a fundo a todas as questões. Não estou é a ver Santana Lopes a iniciar a sua intervenção com um "o líder do meu partido pediu para lhe perguntar...."segunda-feira, novembro 05, 2007
Futurologia

Mais um resgate

Entretanto, do outro lado do estreito...

Old news
sábado, novembro 03, 2007
Como diz?!
quinta-feira, novembro 01, 2007
Do alto destas fraldas poucos anos te contemplam
Transparência e boas práticas
O governador do Banco de Portugal veio acusar a comunicação social de voyeurismo em relação à instituição que dirige, apontando um objectivo de limitar a sua actuação e o seu dever de supervisão. Com o devido respeito pela posição assumida por Vítor Constâncio, a reacção tem um forte travo de corporativismo e a acusação que formula não parece ter fundamento.Finalmente, o uso da expressão voyeurismo pressupõe a invasão de uma esfera de privacidade. Não sendo o Banco de Portugal uma entidade privada, mas antes uma instituição pública que tem de prestar contas pela sua gestão, a expressão utilizada parece ser francamente desajustada.
Provedor da Boina
O recentemente empossado "Provedor da Boina" (eu e empossado agora mesmo por mim próprio) recebeu centenas de mensagens preocupadas com a eventualidade de se estar a assistir a uma discussão na Boina com os partidários do Pedro Arroja. Eu creio que a seguinte imagem, apesar de politicamente incorrecta, ilustra bem o sentimento dos leitores preocupados sobre o tema das discussões na Internet:
Informo os nossos leitores que aquilo que o meu correligionário Pedro Alves fez ao postar sobre as abomináveis lucubrações do Pedro Arroja não deve ser confundido com o início de uma discussão mas sim, pela sua clareza absoluta e inquestionável, como a constatação simples do anti-semitismo do post e provavelmente do autor Pedro Arroja.
Uma nota de louvor para os defensores do Pedro Arroja por escolherem o caminho do insulto em vez de se porem a inventar argumentos que poderiam descambar para uma discussão com argumentos (que o vosso deus nos livre!). Na dúvida, "follow the cats":
quarta-feira, outubro 31, 2007
De novo sobre o anti-semitismo de Pedro Arroja
Quando o estado deixa de ser de graça
Depois da contestação sindical do presente mês e da que se anuncia para Novembro (ferroviária, função pública e sector da energia), do anúncio do divórcio, da saída da entrevista ao 60 minutes (em que o pior nem foi o facto de ter abandonado a entrevista quando interrogado sobre a sua vida pessoal, mas o momento em que chama de imbecial a sua assessora de imprensa) agora surge o aumento de 140% na remuneração do Presidente da República a fazer estragos na gestão de imagem e agenda de Sarkozy. A única coisa porreira terá mesmo sido a passagem por Lisboa...Obama e as non-issues
Depois de uma atenção disparatada prestado ao facto de Obama ter aparecido sem um pin da bandeira americana na lapela do casaco (ver o vídeo de Lewis Black no Daily Show), o que eventualmente revelaria, para os comentadores hard-liners da direita republicana, uma falta de patriotismo, o candidato respondeu que estava mais interessado em explicar aos eleitores porque é que as suas propostas vão melhorar o país.Revoltante

[...]
Em tudo o que escreveu no post, Arroja revela os clássicos elementos do anti-semitismo militante. Não é só preconceito de trazer por casa: é estruturado e ideológico. Veja-se a implícita referência conspirativa quando alude à brecha por onde os judeus procuram dividir, leia-se a tradicional fórmula da "massa do sangue". Conexo com o programa ideológico aparece o revisionismo. Em primeiro lugar, a ideia do bom acolhimento na península aparece como uma das muitas falsidades que se querem interiorizar repetindo mil vezes. A não ser, claro, que a obrigatoriedade de viver num gueto do qual não se pode sair livremente a certas horas do dia, a imposição do uso roupas distintivas e a submissão a perseguições ocasionais entre outros elementos do regime aplicável aos judeus seja uma forma de bem receber no léxico distorcido de Pedro Arroja. Nesa linha, os inquisidores seriam seguramente os mestres de cerimónias macabros deste suposto tratamento brando. Talvez estejamos a abusar...
Decorre uma animada discussão na blogosfera (no resto do País nem por isso....) em torno da forma de ratificação do Tratado de Lisboa. "Tratado com ou sem referendo?", pergunta-se em tom de bitoque com ou sem ovo. Argumentos para cá, argumentos para lá (já aqui e aqui escrevi o que penso sobre o assunto, mas até aqui a Bóina é rica em opiniões), teremos de esperar até à assinatura do tratado para ver o que sucede. Mas há quem se esteja a esticar um bocadinho e comece a argumentar ao nível do Prof. César das Neves sobre o aborto. No Diário Económico de dia 29 retira-se esta pérola de João Marques de Almeida (via Sobre o Tempo que Passa e Hoje há conquilhas):Autoridade, faltas e escola (II)

Autoridade, faltas e escola (I)
Há um excesso de referências à "autoridade" como componente a incutir na educação nos comentários que têm aparecido à revisão do Estatuto do Aluno. A escola é um local de transmissão de conhecimentos e de competências e de formação para a vida em sociedade e para a cidadania. Neste contexto, parece-me que a tónica correcta passa pelo transmissão das ideias de responsabilidade, de respeito pelo próximo e pelas suas liberdades e de conhecimento e interiorização das regras (jurídicas, sociais, convivenciais) que regem a vida em comunidade. É neste contexto que deve surgir a indispensável interiorização das consequências da violação das referidas regras, do desrespeito pelas liberdades e pela dignidade do outro e das pessoas dotadas de autoridade para as implementarem e assegurarem os respeito pelas regras. O professor não é em si mesmo fonte de autoridade, ele exerce-a em aplicação das normas a que a sociedade se auto-vincula através dos órgãos democraticamente eleitos e com competência para o fazer. É um aplicador das regras, um árbitro, dotado da autoridade necessária ao exercício das suas funções, não um autocrata ou tiranete numa lógica do "quem manda aqui sou eu". Se quisermos, na linha dos conceitos dos romanos, o valor a representar pelo docente e a receber pelo discente seria o da auctoritas, a personificação de determinada diginidade de quem exerce certas funções, e não o imperium, o poder, a decisão. Num Estado de Direito Democrático, o imperium não sendo privativo de ninguém e devendo ser exercido soberanamente por todos, é este o valor que se deve começar a transmitir na escola. Novela bancária
Não querendo insistir no assunto, mas a eufemisticamente denominada "instabilidade" no BCP começa a gerar o tipo de interesse mediático a que nos temos habituado com Congressos do PSD ou com assembleias-gerais do Benfica. Daqui a nada é o "banco mais português de Portugal" e daí até à "família BCP" ou ao Eng.º Jardim Gonçalves anunciar que sai dos órgãos de gestão mas que vai "andar por aí" é só um passo suicida...terça-feira, outubro 30, 2007
Marcar passo
Não esquecer (II)
A Câmara da capital vai discutir na próxima reunião do executivo a edificação, no Largo de São Domingos, ao Rossio, de um memorial às vítimas do pogrom de 1506. Uma proposta conjunta dos vereadores do PS, BE e de Helena Roseta, a iniciativa visará recordar as vítimas da intolerância, discriminação e violência. Recordo-me de ter participado na vígilia realizada precisamente naquele local há cerca de um ano e meio, no dia em que se assinalaram os 500 anos do massacre. Recordo também o aparecimento de meia dúzia de skin-heads a gritar "Juden Raus", a fazer a saudação nazi e a queixar-se da conspiração zionista internacional. A PSP estava no local e aquelas tristes figuras não fizeram mais do que reforçar o ânimo de quem se tinha deslocado ao local. Pouco representativos e não conformes ao espírito de tolerância do povo português poderia dizer-se, como se dissse recentemente depois da vandalização do cemitério judaico. Contudo, esse conforto não chega, é necessário exorcizar pública e simbolicamente o veneno que representa aquela visão de ódio e intolerância. Na sequência do ataque de há um mês, as autoridades públicas responderam ao mais alto nível, conforme aqui indicámos. Na próxima quarta-feira, espero que a CML se lhes junte, evocando a memória dos que perderam a vida e reavivando os valores que devem guiar a nossa sociedade livre e inclusiva. Não esquecer
Assinalou-se ontem a passagem dão 71.º aniversário do desembarque dos primeiros prisioneiros internados no campo de concentração do Tarrafal. A homenagem aos que aí perderam a vida e aos que aí foram privados da liberdade passa pela salvaguarda da memória do seu sacrifício. Apesar das exigências de reposição de justiça sejam menores do que em Espanha, legislação sobre a preservação da resistência ao Estado Novo é necessária e urgente se não quiseremos continuar a ver o desaparecimento de locais essenciais para a compreensão da nossa história contemporânea e para a transmissão dos valores da democracia e da República. segunda-feira, outubro 29, 2007
Como é que se diz Prós e Contras em castelhano?
Alguns dos principais responsáveis dos dois bancos envolvidos numa potencial operação de fusão destinada a criar uma instituição bancária nacional capaz de competir no plano ibérico estão mesmo num canal público de televisão a discutir os detalhes do assunto? Se este é o bom senso da banca portuguesa, ficamos todos a pensar se não seria preferível que aparecesse a tal OPA estrangeira. Rapidamente....Ideias para a reforma do Conselho de Estado
A eventual entrada de Luís Filipe Menezes no Conselho de Estado está a fazer correr rios de tinta (aqui, aqui ou aqui) que francamente não se justificam. Juridicamente a questão é cristalina: Menezes não consta da lista de eleitos pela Assembleia da República, pelo que só se esgotando todas as possibilidades de substituição é que poderia haver lugar a nova eleição (algo que, curiosamente, o actual Estatuto dos Membros do Conselho de Estado não só não prevê, como exclui à partida, mas que seria a única solução conforme à Constituição). O problema principal reside na prática adoptada em 2005 de apenas submeter uma lista de consenso a votação parlamentar. Havendo uma só lista, as substitutições deveriam seguir a ordem nela prevista, o que desde logo colocaria um problema (que parece estar a ser diplomaticamente evitado), visto que o primeiro substituto na lista seria Gomes Canotilho e não António Capucho. No entanto, parece ter prevalecido o entendimento de que se deve respeitar a indicação de cada partido, não alterando a relação de forças existente. Assim sendo, ficamo-nos com o problema decorrente da vontade de Menezes ocupar o lugar deixado vago por Marques Mendes.
Assim sendo, preferiria um órgão em que estão presentes os líderes de todos os partidos com representação parlamentar (restrita aqueles que constituissem grupo parlamentar, por hipótese), reconhecendo o papel dos partidos políticos no sistema e a opção eleitoral dos Portugueses. Apesar de poder inflacionar o número de membros do órgão, admito que se poderia manter a eleição de alguns membros do Conselho (três?) pela Assembleia da República. No plano institucional, uma reforma poderia passar pela abertura do Conselho aos presidentes do STJ e do STA e ao Procurador-Geral da República, uma vez que se afigura igualmente desejável, alargar a representatividade do órgão à magistratura judicial e do Ministério Público.Aqui ficam, pois, meia dúzia de tópicos para uma revisão constitucional (não se entusiasme muito o Dr. Menezes, porque para isto baste fazer uma revisão...)
Efeito K
Os resultados preliminares confirmam a vitória de Cristina Kirchner nas presidenciais argentinas, sem necessidade de segunda volta. Marcado por grande apatia eleitoral, devida em grande parte à quase certa vitória de Cristina na primeira volta e por alguma desorganização do processo eleitoral, o resultado passa ainda pelo reforço da maioria peronista no Senado e pela conquista de maioria absoluta no congresso dos deputados.quinta-feira, outubro 25, 2007
Risota, gargalhada, rir a bom rir, rir até não poder mais, galhofa e até alguma folgança
Igualdade de tratamento

O espírito certo
Gosto cada vez mais do Celtic e dos seus adeptos, que nos voltaram a visitar em números impressionantes. Fair-play no campo, um ambiente incomparável nas bancadas, confraternização com o adversário, dedicação ao clube, sem violência, nem fanatismo. Praticamente tudo o que o desporto consegue gerar de positivo. É daqueles casos em que o lugar comum do "desculpem lá termos ficado com os 3 pontos, mas não podemos ganhar ambos" até faz mesmo sentido. Casticismologia
quarta-feira, outubro 24, 2007
Games
Isto é só impressão minha, o ou sr. Erdogan está a conseguir quase tudo o quer com uma habilidade política, militar e diplomática que há muito não se observava por aquela parte do globo? Não só proclama os seus pergaminhos nacionalistas para consumo interno, popularizando-se junto do exército, que aproveita para moralizar, como ainda faz uma demonstração de força sem provavelmente ter uma séria intenção de a utilizar efectivamente, forçando o PKK à moderação e fazendo com que americanos e iraquianos comecem a interiorizar que a autonomia ampla do Curdistão iraquiano não pode ser gerida à custa daquilo que ele identifica como sendo os interesses da Turquia. Obviamente, se este for o plano, trata-se de uma estratégia que poderá correr francamente mal. Tendo em conta o estado da região, esperemos que assim não seja. Onde está a Bélgica?
Apesar de já estar há 136 dias sem conseguir formar governo, a Bélgica desapareceu das notícias, tão rotineira e pouco interessante se tornou a sua crise política. Ainda para mais, agora que se fechou finalmente o tratado reformador, só a ideia de ter de voltar a dividir votos no Conselho e lugares no Parlamento vai definitivamente arrumar as veleidades secessionistas de quem quer que seja. Cá para mim isto está a demorar tanto tempo porque o sr. Leterme está a ver se aprende a cantar o hino para tomada de posse. terça-feira, outubro 23, 2007
Coisas a fazer para não dar azar ao Tratado de Lisboa
Amen to that
Ao fim de alguns meses de ausência pensei que ainda demoraria a ganhar ritmo e energia para voltar à Boina. Mas depois do quinto milagre de Fátima no Domingo no Restelo, sentia-se a anunciação de mais uma Epístola de São João César das Neves aos Lusitanos e a minha esperança aumentou. Ao abrir o DN de ontem a minha motivação como que miraculosamente surgiu...Goodbye, farewell, Aufwiedersehen, adieu...
sexta-feira, outubro 12, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
sexta-feira, outubro 05, 2007
Kundalini and other misdemeanours

Negacionistas assumidos

Série Heróis esquecidos da Revolução Francesa III
quarta-feira, outubro 03, 2007
"Um acto de defesa do meu cavalo..."
Raras vezes se vê a estupidez encarnada de forma mais límpida numa série de imagens e declarações, como aqui.A história é assim: um cidadão decidiu montar a cavalo e fazer cóçegas na cabeça de um touro selvagem. O touro decidiu exprimir o seu desagrado com a carícia despejando toda a sua amargura num anónimo cavalo. Mas o cavalo, que é uma besta - como se diz na gíria zoológica - "grande e forte", retirou-se incólume. Já o cidadão de que falávamos achou por bem "defender" o cavalo por via de um diálogo robusto com dito touro. O touro chegou-lhe forte e feio. Parabéns ó touro!











