segunda-feira, outubro 08, 2007

Retiro...

... as duas últimas frases deste post. Já não estou triste.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Kundalini and other misdemeanours


Vão ler o Pêndulo de Foucault de Umberto Eco. Está lá tudo explicado. Lixaram os Templários para lhes sacarem as propriedades e o dinheiro. Acusações de homossexualidade esotérica, tortura, gente queimada viva, valia tudo em nome do combate à "heresia", comandado pelo Papa Clemente V.
Já o Papa Bento XVI, na famosa intervenção de Setembro de 2006 em Regensburg quis-nos convencer (citando o imperador bizantino Manuel II), que o reconhecimento da incompatibilidade da violência e da fé é uma das imagens de marca do Cristianismo, juntamente com a importância da Razão herdada do helenismo (o logos). Ao contrário do Islão, claro. "Porque o Muçulmano é um tipo que etc"

Perante histórias como a do fim violento dos Templários, é caso para dizer: ó Bento, se vivesses há uns séculos, acusavam-te de heresia!

Negacionistas assumidos


Folclore. Já passaram 97 anos. Relaxem. Encostem-se para trás e respirem a liberdade. E por amor da Razão, parem de comparar a República portuguesa com a monarquia espanhola. É muito mais útil comparar a República portuguesa com a monarquia portuguesa (ou a "piolheira", como lhe chamava el-Rei D. Carlos, o Roliço).

Série Heróis esquecidos da Revolução Francesa III



Marquis de Condorcet (1743-1794), filósofo e matemático, adepto da República muito antes da 'fuga para Varennes', defensor do sufrágio feminino e dos direitos políticos das mulheres - a data da morte (Março de 1794) não engana: mais um espírito livre eliminado pelos jacobinos

Parabéns República!











quarta-feira, outubro 03, 2007

"Um acto de defesa do meu cavalo..."

Raras vezes se vê a estupidez encarnada de forma mais límpida numa série de imagens e declarações, como aqui.

A história é assim: um cidadão decidiu montar a cavalo e fazer cóçegas na cabeça de um touro selvagem. O touro decidiu exprimir o seu desagrado com a carícia despejando toda a sua amargura num anónimo cavalo. Mas o cavalo, que é uma besta - como se diz na gíria zoológica - "grande e forte", retirou-se incólume. Já o cidadão de que falávamos achou por bem "defender" o cavalo por via de um diálogo robusto com dito touro. O touro chegou-lhe forte e feio. Parabéns ó touro!

Eu sou grande adepto dos direitos dos animais, na medida em que estes são criações humanas que revelam um estado avançado de consciência da responsabilidade do ser humano para com o mundo que o rodeia. Uma sociedade que tortura animais é uma sociedade doente. Por mim as touradas acabavam amanhã.

Só há uma ressalva a fazer: sem touradas não nos podíamos deliciar com estas demonstrações regulares de boçalidade trauliteira por parte de uns sujeitos que ganham a vida a espetar ferros em animais que nunca lhes fizeram mal nenhum.

terça-feira, outubro 02, 2007

Fachos e surpresas

Andam aí. Dizem-me que são poucos e que "não reflectem o sentimento geral da sociedade portuguesa." Assim fico mais descansado. Também "não somos um povo racista" e "a homofobia é muito exagerada pelo lóbi gay". Resumindo, somos uma espécie de versão ibérica da Noruega. Que bom.
Eu mesmo assim prefiro ficar de olhos neles, mesmo se forem poucos.
A propósito de desilusões, não vi mais ninguém a repetir este exercício.
Estou triste.

sábado, setembro 29, 2007

Série Heróis esquecidos da Revolução Francesa II (a Heroína)


Olympe de Gouges (1748-1793), autora da Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne, feminista avant la lettre, também adepta da Gironda, outra vítima do fanatismo jacobino

Série Heróis esquecidos da Revolução Francesa I

Jacques Pierre Brissot (1754-1793), líder dos Girondistas, inimigos figadais dos jacobinos

Give'em Hill!

Não sei se sabem, mas o Bill Clinton é o maior. Fica aqui uma entrevista notável. A minha passagem preferida:

Jon Stewart: "Se a Hillary for eleita, você vai-lhe dar muitos conselhos?"
Bill Clinton: "Eu cá ajudo no que for preciso e quando me pedirem para ajudar."

Bem sei que não é particularmente espectacular, mas a modéstia do homem a mim impressiona-me. Gosto muito do Obama e do Edwards. Acho que os Democratas estão a rebentar pelas costuras com talento.
Mas a experiência da Hillary vai ser determinante. Parece-me também que a importância simbólica de colocar uma mulher na Casa Branca é capital. O nosso blog não tem posição oficial, mas cá fica, com toda a modéstia, a minha.
Hillary para Presidente dos Estados Unidos da América! (E Obama para Vice!)

Uma personalidade de estatura internacional

De tanta porcaria que fez, foi logo o único assomo de decência que Santana Lopes teve que a website BBC World registou. Enfim, ele merece, que se portou bem. Só imagino os leitores paquistaneses, malaios, chilenos e canadianos da BBC a pensar assim "é pá, aquele país está cheio de gente corajosa, sim senhor"...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Um pândego, este Ahmadinejad

Não há homossexuais no Irão. O programa nuclear iraniano é para fins pacíficos. E o holocausto não está provado cientificamente (mas não deixa de ser uma teoria interessante).
Como é que se diz "o que tu queres sei eu" em persa?

sexta-feira, setembro 21, 2007

terça-feira, setembro 18, 2007

Partidas marotas


Estive em Viena recentemente. Fui visitar o palácio de Belvedere e jardins adjacentes. Uma das ruas que flanqueia o palácio chama-se Prinz Eugen-Strasse. Até aqui tudo bem. Mas não é que puseram a embaixada turca nessa rua (é o número 40, by the way)...

quinta-feira, setembro 13, 2007

Novo lema nacional


Vencer ou morrerVencer ou esmurrar

Não precisamos de ser pressionados...


... damos graxa por iniciativa própria.

quarta-feira, setembro 12, 2007

O que é isto?!

Este senhor de branco, quem será? E o PM, estará a benzer-se, ou estará a levar a mão à cabeça e a pensar "iiiih, esqueci-me de mandar uma sms ao rabino e ao imã com a morada desta terreola; os gajos vão ficar lixados; e o Oppenheimer do Bóina Frígia também."
Pois fico, senhor PM, pois fico.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Licantropia


Já me enjoa um bocado tanta bajulação e engraxação à volta da selecção nacional de futebol. Graças aos bons resultados e àquele apresentador puxa-saco da RTP que faz programas de trivialidades ao Domingo à tarde e manifestos televisivos de propaganda nacionalista pífia, graças também à personalidade do sargentão, arvorado em comandante das tropas e ideólogo do nacionalismo dos outros, que os jogos da selecção dexaram de ter aquele encantador apelativo de sofrimento e sacrifício que era recompensava com uma vitória no jogo qualquer adepto fiel e leal como eu. Só visto. Agora que temos de nos resignar a uma selecção pop, custa mais torcer e sofrer depois de anestesiados com toda a espécie de programas televisivos de antecipação do jogo, de passatempos para ganhar uma camisola, de entrevistas aos jogadores em que a triteza confrangedora de quem não tem nada para dizer é espremida à exaustão para uns largos minutos de televisão sem qualquer substância mas com muita audiência. Onde estão os tempos maravilhosos do Euro 2000, em que a paixão era genuína? Ainda tivemos os bons resultados e as exibições. Agora, que temos de puxar novamente da calculadora para fazer contas ao apuramento, ficamo-nos com a bajulação. Saímos a perder. Só o Benfica ainda é o que era.
De maneira que eu, sem deixar de ser fiel ao beautiful game, vou dar-me descanso dele por uns tempos e deixar que a minha ansiedade se ocupe antes da selecção de râguebi. Os Lobos conseguiram o apuramento para um mundial em França quando o futebol não foi competente para fazer o mesmo em 1998. A emigração está contente lá, e isso é bonito. É certo que esta selecção de râguebi representa pouco mais do que a classe beta do eixo Lisboa-Paço d'Arcos-Cascais; é certo que isto é gente que se apresenta com dois apelidos, cheios de pedigree, a seguir ao nome; é certo que são primos de José Manuel Durão Barroso. Mas também é verdade que: 1) o râguebi é uma modalidade lindíssima e relativamente preservada de todas as manhas que desvirtuam a verdade desportiva; 2) se é para a matemática, que sejam contas simples de fazer, do tipo «perder por menos de 100 pontos contra a Nova Zelândia»; 3) os rapazes esmifraram-se até às últimas para lá estar, mostrando que, ao contrário do que é habitual, exemplos de trabalho, sacrifício e abnegação também podem vir das classes altas O mundo anda virado ao contrário. Eu, enquanto plebeu, congratulo-me por isso.
Por outro lado, é importante protestar: a Sporttv açambarcou a competição para o lucro do pay-per-view. Foram tomadas medidas para impor que os jogos das equipas nacionais em competições internacionais fossem transmitidas em sinal aberto, como sucede com o mundial e o europeu de futebol e com a Liga dos Campeões e a Taça UEFA. Por que razão o mesmo não se estendeu ao mundial de râguebi? Encaminhem o vosso protesto para aqui: info@erc.pt.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Cada continente tem o seu Bush...

... a nós calhou-nos a direita polaca. E se 2008 fosse o ano da despedida para os Bushies e para os gémeos Kaczynski? Isso é que era folgar! Do Cabo da Roca aos Urais!