segunda-feira, abril 23, 2007
A chave
Não há aritmética na conversão de votos de primeiras para segundas voltas - nem Sarkozy, nem Ségolène se podem limitar a sacar das calculadoras e a juntar "esquerdas" e "direitas". Apesar de tudo, os resultados dos candidatos do seu campo ideológico são indicativos. A grande incerteza é o que fazer aos quase 19% de Bayrou. Serão para dividir entre os finalistas? Seriam só dele, Bayrou, e do seu projecto centrista, o que levará muitos dos seus eleitores a ficar em casa no dia 6 de Maio? Pronunciar-se-á o vencedor do bronze eleitoral sobre a sua escolha? Será essa pronúncia suficiente para mobilizar aqueles dos seus votos que eram de protesto contra a bipolarização tradicional?Primeiras impressões

domingo, abril 22, 2007
Não há só um Marx
Desde que o DN noticiou o veto da JCP à intervenção de Ricardo Araújo Pereira no dia 25 de Abril (aqui e resposta do PCP aqui) que queria deixar umas ideias sobre o assunto. Estarei seguramente a repetir o que muitos já disseram (aqui, aqui e aqui, por exemplo), mas para além de ser um resultado final francamente mau para a imagem da JCP, que matou a possibilidade de intervenção jovem no comício final do desfile, apresentando-se sectária e fechada sobre os seus dogmas, é também um resultado mau para quem queria que o 25 de Abril representasse o momento de unidade de todos os que saúdam as conquistas de Abril e que desejavam, num momento em que parece importante fazê-lo, preservar a memória da ditadura e o legado da Revolução para os jovens.Coerência

Tudo normal
Look who's back

sexta-feira, abril 20, 2007
À espera de Winograd

A resposta sonolenta e frustrante de Israel às propostas de abertura de negociações de paz da Liga Árabe, da Arábia Saudita e da Síria tem uma só explicação: a Comissão Winograd. Esta Comissão foi criada para investigar o que correu mal durante a Segunda Guerra do Líbano, tanto do ponto de vista militar, como do ponto de vista da preparação do país para os ataques do Hezbollah contra civis israelitas.
A equação é simples:
1. Se os resultados da Comissão forem mesmo maus para Olmert, o governo cai, e há novas eleições. E isso explica a relutância de Olmert em entrar agora num processo de paz - ninguém em Israel (e fora de Israel, suponho) leva a sério um Primeiro Ministro que não tem a confiança da população e que pode cair a qualquer momento. Olmert não tem crédito político para abrir uma loja do cidadão, quanto mais para abrir negociações com o arqui-inimigo sírio.
2. Se os resultados forem só maus (talvez culpando apenas a liderança militar, ou até Peretz, mas deixando Olmert incólume) é possível, repito, possível, que Olmert tente uma espécie de fuga para a frente agarrando-se a um processo de paz como forma de salvar o seu governo, a sua estatura como líder e a sua carreira. É por isso que de quando em vez Olmert vai fazendo declarações que, sem serem bombásticas, deixam qualquer adepto esperançoso de um processo de paz a salivar por mais...
Neste momento está, portanto, tudo em suspenso. Mas que custa ver Israel tão paralizado perante as oportunidades que as últimas iniciativas árabes parecem oferecer, lá isso custa.
Se Israel se mostrar incapaz de responder de forma responsável a esta oportunidade histórica, estou certo que pagará um preço muito alto.
L'important c'est la rose

Neste lado da blogosfera espera-se por uma Ségolène que tire a França do marasmo identitário e existencial em que mergulhou em doze anos de Chirac.
Outras eleições

Guns don't kill people...

quinta-feira, abril 19, 2007
Lei n.º 16/2007, de 17 de Abril
Missão cumprida.




