
Referindo-se ao "lisboetês", Vital Moreira pergunta na Causa Nossa: "Mas se um cego não pode ser fotógrafo e um maneta não pode ser barbeiro, por que é que alguém que pronuncia mal o Português pode ser apresentador/a de televisão?"






numa realidade internacional paralela, onde nem sequer um mandato das Nações Unidas é capaz de legitimar uma operação de manutenção de paz. Para os lados da Soeiro Pereira Gomes uma operação autorizada pela Carta visa servir intuitos "imperialistas" (sic).




Negras tormentas agitan los aires
nubes oscuras nos impiden ver,
aunque nos espere el dolor y la muerte,
contra el enemigo nos llama el deber.

El bien más preciado es la libertad
hay que defenderla con fe y valor,
alza la bandera revolucionaria
que llevará al pueblo a la emancipación
alza la bandera revolucionaria
que llevará al pueblo a la emancipación.
En pie pueblo obrero, a la batalla
hay que derrocar a la reacción.
¡A las barricadas, a las barricadas,
por el triunfo de la Confederación!
¡A las barricadas, a las barricadas,
por el triunfo de la Confederación!





Sem prejuízo da abertura de túmulos de personalidades famosas levantar interessantes questões éticas - saber se há ou não respeito pela memória ao pretender investigar-se os restos mortais - o que é facto é que se trata de uma prática comum, recentemente observada entre nós com a abertura da urna de João VI, que aliás concluiu pela sua morte por envenenamento.
Quanto ao pedido do deputado do PPM eleito nas listas do PSD, ficam duas pequenas observações - uma para a necessidade de respeitar a separação de poderes (os parlamentos não praticam actos administrativos...), outra para a ironia do deputado monárquico solicitar a ajuda da Assembleia da República para preservar a dignidade real. Enfim, parafraseando o João Pimenta num post de outro dia, as voltas que a vida dá.






O Presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros, António Carlos Coelho, autarca que esteve na origem das polémicas declarações do respectivo presidente da edilidade, Fernando Ruas, sobre a recepção à pedrada dos vigilantes da natureza, veio em defesa deste último dizendo que "soube interpretar as afirmações de Fernando Ruas, lembrando que se trata de "uma expressão típica das beiras".


pública. Não peçam é para fazê-lo no quadro de uma cerimónica do Estado. A infra-estrutura é para todos usarem, admitindo-se que todos a possam benzer. Agora o Estado é que não é chamado a participar.


Quero tentar replicar aqui, desta forma gráfica uma das sensações mais comoventes que me proporcionou a arte. Estar numa sala literalmente rodeado pelo Guernica e o Massacre da Coreia de Picasso, o 3 de Mayo de Goya e o Fuzilamento do Imperador Maximiliano de Manet.
Picasso foi um claro apoiante da causa Republicana durante a Guerra Civil espanhola e o Guernica é o seu testemunho do horror da repressão Franquista durante um dos períodos mais negros da história de Espanha. O confronto deste quadro com o 3 de Mayo de Goya, politicamente simétrico e, resulta numa censura à guerra e aos seus horrores, liberta de qualquer conotação política ou religiosa.


Na passada semana tive o enorme prazer de assistir no Scala de Milão a uma encenação memorável da Ópera “As Bodas de Fígaro” do aniversariante Mozart com um Libreto excepcional de Lorenzo Da Ponte baseado num texto revolucionário de Beaumarchais.
Quando Mozart celebra o seu 250 aniversário é importante lembrar uma faceta deste compositor que, não sendo tão explicitamente adepto dos ideais da Revolução como Beethoven, teve a coragem de levar à Viena feudal de 1786, três anos antes d’A Revolução Francesa, uma ópera baseada num texto incendiário de Beaumarchais que tinha na versão inicial frases como esta de Figaro ao conde:
“Por ser um grande fidalgo, o senhor acredita ser um grande génio [...] O que fez para possuir tantos bens? Deu-se apenas ao trabalho de nascer e nada mais" ou ainda esta chave de encerramento do texto "Por obra e graça do nascimento, um é rei, o outro pastor, o acaso criou a distância, apenas o espírito pode mudar tudo". Muito já se exagerou sobre a influência deste texto no despoletar da Revolução mas... Não sentem também um arrepio na espinha?
Apesar destas frases de maior impacto não constarem do libreto de Da Ponte este libretista livrepensante libertino e amigo de Casanova conseguiu, não só manter o fervor revolucionário do texto original de Beaumarchais, como criar o que é considerado por muitos um dos melhores e mais deliciosos enrredos da história da Ópera que se desenvolve num conjunto de enganos e desenganos em torno do da vitória de um noivo de condição inferior (Figaro) num desafio claro ao seu senhor (o Conde) que tenta exercer em vão o direito de Prima Nocte.