
Na polémica que aqueles que não compreendem o significado e alcance da laicidade alimentam, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, ao pensar que provocava os jacobinos da esquerda, teve hoje duas boas ideias:
1 - Acabar com as bençãos em cerimónias de inaugurações oficiais.
De facto, não se consegue compreender como é que é possível que subsistam actos de natureza estritamente religiosa enquadrados em cerimónias públicas. Se a crença de alguns retira conforto do facto de uma ponte, uma estrada ou um parque de diversões em Sobral de Monte Agraço ter sido benzido então, por quem sois, benzei a infra-estrutura
pública. Não peçam é para fazê-lo no quadro de uma cerimónica do Estado. A infra-estrutura é para todos usarem, admitindo-se que todos a possam benzer. Agora o Estado é que não é chamado a participar.
pública. Não peçam é para fazê-lo no quadro de uma cerimónica do Estado. A infra-estrutura é para todos usarem, admitindo-se que todos a possam benzer. Agora o Estado é que não é chamado a participar. 2 - Acabar com os feriados religiosos
Na sequência de umas ideias que aqui já tive opinião de referir em sede de comentários, é algo que faz todo o sentido. O Estado pode reconhecer que o fenómeno religioso clama pela existência de dias santos, que os fiéis pretendem observar. Assim sendo, fixe-se um número anual de dias que podem ser requeridos potestativamente pelos trabalhadores ao empregador para este fim (ou para outro qualquer, caso seja agnóstico ou ateu), permitindo, ao contrário da lei actual, que todas as confissões gozem de igual tratamento.
Não dizia Jesus de Nazaré, a César o que é de César?
PS: Desculpem lá isto de nós defensores da laicidade insistirmos sempre em citar um máxima de Jesus Cristo com quase dois mil anos para demonstrar este argumento, mas ele é tão claro que não nos cansamos de o repetir.









“Por ser um grande fidalgo, o senhor acredita ser um grande génio [...] O que fez para possuir tantos bens? Deu-se apenas ao trabalho de nascer e nada mais" ou ainda esta chave de encerramento do texto "Por obra e graça do nascimento, um é rei, o outro pastor, o acaso criou a distância, apenas o espírito pode mudar tudo". Muito já se exagerou sobre a influência deste texto no despoletar da Revolução mas... Não sentem também um arrepio na espinha?

