sábado, julho 29, 2006
Comparações
Facto essencial
Contexto
Imaginemos que a ETA não só dominava o Algarve, como tinha ministros no Governo português.
Imaginemos de seguida que a ETA atravessava a fronteira em Ayamonte e raptava soldados espanhóis estacionados em Huelva.
Imaginemos agora que a ETA começava a lançar diariamente misseís contra Sevilha.
Imaginemos que o governo português declara a sua impotência para actuar e que se sente pressionado por forças estrangeiras que condicionam a sua actuação no plano interno e externo.
Apesar deste exercício comparativo, mantenhamos algumas constantes retiradas da realidade:
- A ETA não advoga a aniquilação total do estado espanhol;
- A ETA não se assume como exército com mandato divino;
- A ETA não promove atentados bombistas suicidas indiscriminados contra civis;
- A ETA não é financiada por Estados estrangeiros;
O que estaria Espanha a fazer neste momento?
Diz que os israelitas tambem sao como nos

Ainda Vital Moreira no blog Causa Nossa
"Vejo na televisão o primeiro-ministro israelita a condenar veementemente, como "intoleráveis", as vítimas civis dos mísseis lançados pelo Hezbollah sobre Haifa. Tem toda a razão. Mas as vítimas civis libanesas dos ataques israelitas (aliás, em escala muito, muito maior), essas já são "toleráveis", ou os libaneses não contam?" ('Vitimas Israelitas', 25 de Julho)
Duas semanas depois dos civis israelitas terem comecado a morrer, Vital Moreira descobriu que os inocentes israelitas tambem merecem ser mencionados. Quem tem familia em Israel agradece a empatia tardia. E'pena que Vital Moreira nao seja capaz de condenar categoricamente o bombardeamento sistematico dos centros urbanos israelitas. Sem meter a politica ao barulho. E se eu dissesse que Israel so' mata (acidentalmente) civis libaneses por causa da guerra contra o Hezbollah, isso faz dos inocentes libaneses menos inocentes?
Na verdade suspeito que, deep down, Vital Moreira sinta que os israelitas - com ou sem uniforme - estao a pedi-las: e' que eles sao fortes, e os libaneses sao fracos. E os fortes merecem menos seguranca e menos empatia. E' que os fortes deviam ser atacados pelos fracos e ter a sabedoria de conseguir proteger-se sem usar a forca. E' que os fortes sao maquinas militares, que odeiam a paz e impedem os vizinhos de dormir descansados. E' que os israelitas gostam da guerra, nao vivem e morrem, amam e odeiam, como os outros. E' que, finalmente, Israel so' se retirou do Libano em 2000 e de Gaza em 2005 para provocar os fracos e continuar a guerra.
No dia em que a paz irromper dos escombros do Medio Oriente, Vital Moreira e outros vao ser obrigados a procurar outro conflito em que fracos e fortes se confrontam num conflito tao conveniente na sua aparente simplicidade.
(As minhas desculpas por nao acompanhar este post com imagens mais explicitas de civis israelitas feridos nos hospitais do norte de Israel. E' que, ao contrario do que se passa no Libano, as autoridades israelitas - em mais um exemplo claro de falta de escrupulos - nao permitem filmagens nos hospitais.)
O poder de Israel
"Aliás, a razão por que Israel não convence muita gente só tem a ver com o Hezbollah na medida em que a sua resposta à provocação deste, com o massacre indiscriminado de infra-estruturas e de civis inocentes no Líbano, só veio aumentar as razões de queixa e de ódio antijudaico entre as massas árabes, inclusive no Líbano, sentimentos que ampliam os apoios do Hezbollah e dos movimentos radicais islâmicos." ('Maniqueismo', 27 de Julho)
Aqui entre nos, quem me dera que Israel tivesse o poder de eliminar o "odio antijudaico entre as massas arabes" (ja' agora tambem gostava que Israel conseguisse eliminar o racismo, a maldade, a fome, as dores nas costas, e a falta de respeito pelas pessoas de idade)...
Admito que, o mais tardar desde 1948, as "massas arabes" tem levado a cabo um esforco consistente de entendimento e reconciliacao com Israel. Alias, poucas semanas antes da ocupacao de 1967 ter comecado, assistia-se a uma nova aurora nas relacoes israelo-arabes: uma era de paz e amor. Mas nessa altura, como agora, alias, Israel, numa ansia de complicar a sua situacao estrategica numa regiao que ate era relativamente pacifica, decidiu "aumentar as razoes de queixa e de odio antijudaico entre as massas árabes".
Quando e' que Vital Moreira e outros deixarao de imputar a Israel todo o mal que lhe acontece? Quando e' que Israel passara' a ser responsavel so pelos seus proprios erros e nao pelos erros, pelos odios, dos outros. Esta justificacao do anti-semitismo arabe atraves da politica israelita faz-me lembrar as justificacoes tao comuns do racismo em Portual. "Pa', o que e' que tu queres, os pretos roubam, e depois ainda querem que eu goste deles."
quinta-feira, julho 27, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
Triste figura

Espírito de Varsóvia

numa realidade internacional paralela, onde nem sequer um mandato das Nações Unidas é capaz de legitimar uma operação de manutenção de paz. Para os lados da Soeiro Pereira Gomes uma operação autorizada pela Carta visa servir intuitos "imperialistas" (sic).segunda-feira, julho 24, 2006
24 de Julho de 1833

Não esqueçamos os que foram fazendo o caminho da liberdade...
Para todos

sábado, julho 22, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
"Orgia sádica de violência bélica" - nao, nao e' o Darfur


De acordo com Vital Moreira, escrevendo no seu blog Causa Nossa:
"no final desta orgia sádica de violência bélica contra um país indefeso, que deixará o Líbano em ruínas, a única coisa que Israel não conseguirá destruir é justamente o Hezbollah (que, como todos os movimentos elusivos, não precisa de infra-estruturas próprias)."
E' sempre util a opiniao de um especialista na regiao. Mas afinal o Libano e' um 'pais indefeso', ou os destinos daquele pais tem sido dominados por um 'movimento elusivo'? O Hezbollah precisa de infra-estruturas proprias e tem infra-estruturas proprias. O Hezbollah, por exemplo, domina todo uma area do sul de Beirute, onde se encontra o QG do movimento. Ou encontrava. Ha coisa mais sadica do que enviar centenas de misseis para dentro de centros urbanos civis, sem qualquer metodo, como o faz o Hezbollah (especialmente contra Haifa - na fotografia, em tempos mais pacificos)? La por Israel ter a' sua disposicao um arsenal militar consideravel, isso nao significa que os civis do norte de Israel nao morrem, nao fogem para o sul, e nao vivem em abrigos. Nao me lembro de Vital Moreira e outros se queixarem da presenca militar ocupante da Siria no Libano durante 16 anos...
Mas no meio da parcialidade bocal (a ler com cedilha que me falta neste teclado), Vital Moreira nao deixa de apontar para uma questao interessante. Depois de ter estado presente durante tantos anos no sul do Libano (ate' 2000) e de nunca ter conseguido neutralizar o Hezbollah, qual e' o plano de Israel agora? E porque e' que ha-de funcionar desta vez...
Desta vez, Israel quer alterar o equilibrio estrategico na regiao. A libertacao dos
dois soldados capturados pelo Hezbollah nao e' a prioridade a longo prazo - antes importa a Israel por fim ao status quo ante que incluia a presenca activamente hostil do Hezbollah na fronteira norte de Israel. Israel neste momento esta a testar a que ponto o Irao e a Siria estao interessados em manter o apoio ao Hezbollah. Para alem disso, Israel conta com a pressao dos outros grupos libaneses (drusos, sunitas e cristaos) para enfraquecer o Hezbollah.
Parece-me uma estrategia arriscada e maximalista: nada mais nada menos do
que neutralizar o Hezbollah de uma vez por todas.
Mas atencao as declaracoes vindas de Damasco: os sirios parecem estar com pouca vontade em arriscar seja o que for para salvar o Hezbollah. "The Syrians will fight Israel until the last Lebanese" dizia ha dias um analista israelita. Israel esta a por isso a prova.
Aqui em Israel: desalento, cansaco, mas tambem conformismo e algum consenso que outra solucao - accao militar - era dificil de imaginar. Estive recentemente com Anat Saragusti (jornalista do segundo canal da televisao israelita e mulher de esquerda) que me confirmou isso: a esquerda israelita,incluindo inicialmente figuras iconicas como Yossi Beilin, sente que Israel foi arrastado para dentro disto e que agora ha que tentar por fim a ameaca que o Hezbollah representa para as comunidades do norte do pais e nao so. 80% dos israelitas apoiam a accao militar. Num recente volte face Yossi Beilin apela agora a negociacoes, mas nao se percebe muito bem com quem e sobre que...
O principal que ha a reter e' que Israel nao esta com pressa para aceitar um cessar fogo. Trata-se agora de enfraquecer o mais possivel o Hezbollah, ao mesmo tempo que se poe a prova o grau de envolvimento de Damasco e Teerao. Se, como espera Israel, na hora H, Irao e Siria ficam quietos, talvez os dias em que o Hezbollah significava uma ameaca estrategica para Israel tenham chegado ao fim. Talvez depois de se ter demonstrado que Damasco e Teerao nao vao para a guerra por causa do Libano, a dinamica interna libanesa mobilize forcas para domar o movimento xiita.
Por aqui chovem katyushas em Haifa. Na praia em Tel Aviv veem-se os helicopteros a ir e vir do Libano, no norte as pessoas vivem em bunkers, foram mobilizadas algumas unidades das reservas. Parece haver, por enquanto, pouco apetite para uma invasao terrestre em grande escala, mas se caem misseis em Tel Aviv, all bets are off, tudo e'possivel. A televisao e os jornais israelitas nao param de mostrar imagens das ruinas no Libano e nao se ve em lado nenhum um ambiente de entusiasmo a volta desta guerra.
Entretanto os civis de ambos os lados vao morrendo, e o Libano esta de rastos.
Mas as minhas perguntas para o Vital Moreira e outros: que alternativas? Negociar com quem? Porque e' que o Hezbollah decidiu atacar? O que e' que esperavam de Israel? O que faria um estado europeu numa situacao comparavel? O que acham que fariam os estados arabes se tivessem o arsenal a disposicao de Israel? Ja pensaram nisso? Quanto tempo sobreviveria Israel se nao fosse a sua superioridade belica?
Lembro que no dia em que o Hezbollah atacou a patrulha militar israelita em territorio israelita, no mesmo dia, algumas horas antes, cairam os primeiros misseis nas cidades do norte de Israel.
Que fazer numa situacao destas?
Ficam aqui os contactos do MNE israelita, ja que toda a gente parece querer dar conselhos:
Ministry of Foreign Affairs
9 Yitzhak Rabin Blvd.
Kiryat Ben-Gurion
Jerusalem 91035
Tel. 972-2-5303111
Fax 972-2-5303367
70 Anos

Negras tormentas agitan los aires
nubes oscuras nos impiden ver,
aunque nos espere el dolor y la muerte,
contra el enemigo nos llama el deber.

El bien más preciado es la libertad
hay que defenderla con fe y valor,
alza la bandera revolucionaria
que llevará al pueblo a la emancipación
alza la bandera revolucionaria
que llevará al pueblo a la emancipación.
En pie pueblo obrero, a la batalla
hay que derrocar a la reacción.
¡A las barricadas, a las barricadas,
por el triunfo de la Confederación!
¡A las barricadas, a las barricadas,
por el triunfo de la Confederación!

sexta-feira, julho 14, 2006
LIBERDADE

Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena,
Que o sereno clarão da madrugada!
Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada;
Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha;
Vem, solta-me o grilhão da adversidade;
Dos céus descende, pois dos Céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!
quarta-feira, julho 12, 2006
Um novo Líbano


Esqueçam o que escrevi aqui há alguns dias. Acabou o modus vivendi com o Hizb'allah.
Agora é a guerra.
Num gesto de agressão gratuita o movimento xiita atacou uma patrulha israelita no Norte de Israel, matou três soldados e capturou dois. No total já morreram 8 soldados israelitas. As represálias da força aérea israelita já causaram mortes entre os libaneses.
Tudo isto para quê? Para marcar pontos nas lutas internas libanesas? Para chamar a atenção numa altura em que o mundo está focado na ofensiva em Gaza? Ou será a Síria a mostrar que ainda pode causar danos? Ou o Irão? Não sei.
Sei que todos os sonhos de assitir em breve a uma retirada substancial da Cisjordânia, que contribua a pôr fim à ocupação, são para esquecer.
Israel já começou a mobilizar as reservas.
Vae victis.
Parto daqui a dois dias para Israel.
(P.S: Para se manterem ao corrente do que se vai passando, usem o www.haaretz.com, um jornal de centro-esquerda israelita. Claro que há o Público, que publica notícias em terceira mão e às vezes funciona como porta-voz da OLP.)
sábado, julho 08, 2006
sexta-feira, julho 07, 2006
Afonso e a República

Sem prejuízo da abertura de túmulos de personalidades famosas levantar interessantes questões éticas - saber se há ou não respeito pela memória ao pretender investigar-se os restos mortais - o que é facto é que se trata de uma prática comum, recentemente observada entre nós com a abertura da urna de João VI, que aliás concluiu pela sua morte por envenenamento.
Quanto ao pedido do deputado do PPM eleito nas listas do PSD, ficam duas pequenas observações - uma para a necessidade de respeitar a separação de poderes (os parlamentos não praticam actos administrativos...), outra para a ironia do deputado monárquico solicitar a ajuda da Assembleia da República para preservar a dignidade real. Enfim, parafraseando o João Pimenta num post de outro dia, as voltas que a vida dá.
Um novo Líbano?


É triste o que se passa em Gaza. Sem entrar em grandes análises, uma coisa é clara. Quem me dera que os Territórios Ocupados fossem o Líbano. Israel já desenvolveu um modus vivendi com o Hizb'allah. Quando a situação interna libanesa assim o exige, o Hizb'allah faz de conta que 'resiste', manda uns mísseis, faz uns raids etc. Israel responde, destrói uns campos de treino do lado libanês, depois os dois lados comunicam um com o outro e acabou. Israel fica contente de não ter de levar a cabo operações mais robustas (de que é capaz) e o Hizb'allah voltou a provar que 'resiste' e que é importante e que precisa do armamento pesado que tem, apesar de Israel já não estar no sul do Líbano, e de os outros libaneses quererem paz e sossego.
O problema com os palestinianos, para além da sua fragmentação política, é a falta de racionalidade táctica e estratégica. Os movimentos palestinianos lançam mísseis para dentro de Israel indiscriminadamente, o que não permite a Israel desenvolver um modus vivendi com eles, uma espécie de entendimento tácito de "até aqui, tudo bem, mas a nossa linha vermelha é esta". Sem que haja primeiro este tipo de 'diálogo' ao nível militar, é muito difícil conceber o diálogo político: os israelitas têm colonos em Gaza, os palestinianos lançam mísseis contra os colonatos; os israelitas tiram os colonos de Gaza, os palestinianos lançam mísseis contra a cidade israelita de Sderot; os israelitas assassinam terroristas, os palestinianos lançam mísseis contra a cidade israelita de Sderot; os israelitas aplicam força a mais, até desproporcionada, matando civis, os palestinianos lançam mísseis contra a cidade israelita de Sderot; os israelitas capturam membros da Jihad Islâmica, os palestinianos lançam mísseis contra Sderot; os israelitas, por via do Ministro da Defesa trabalhista, decidem aumentar o número de palestinianos que podem entrar em Israel para trabalhar, os palestinianos lançam mísseis contra a cidade israelita de Sderot; os israelitas, mais uma vez por via de iniciativas dos membros trabalhistas do governo, decidem abrir por mais tempo o posto fronteiriço de Karni para permitir que palestinianos importem e exportem produtos, os palestinianos lançam mísseis contra a cidade israelita de Sderot, atacam o posto fronteiriço de Karni e depois atacam Kerem Shalom EM ISRAEL, matam dois soldados israelitas e capturam outro.
Perante tamanha cegueira, tamanho ódio e tamanha inflexibilidade, é difícil para os moderados israelitas influenciarem as políticas do governo Olmert. Que é fraco. E que por causa disso tem a tendência de passar cheques em branco ao exército. Um exército que se sente humilhado por não conseguir pôr fim aos malditos mísseis e proteger os cidadãos de Sderot (e agora Ashkelon, um grande centro urbano israelita e novo alvo dos mísseis palestinianos). E o exército israelita não está habituado a não conseguir resolver problemas militares: por isso aumenta a intensidade da aplicação dos meios que tem à sua disposição. E é essa a explicação para o elevado número de civis que têm morrido do lado palestiniano. A culpa dessas mortes é do exército israelita e dos políticos israelitas que não assumem claramente que não há solução militar para os mísseis Qassam, e que só uma política ambiciosa e visionária de fortalecimento do Presidente Abbas através de melhorias visíveis da situação da população palestiniana, pode, a longo prazo, garantir o fim da matança. Mas a responsabilidade da agudização a que assistimos é dos movimentos palestinianos e da liderança do Hamas, que preferem continuar a levar a cabo ataques quixotescos contra cidades israelitas, a aproveitar a oportunidade histórica que lhes foi dada de bandeja aquando da retirada israelita de Gaza. Mas para isso era preciso aceitar o status quo militar, para depois se começar a falar do status quo político. O problema, como eu já disse aqui, é que o que se passa agora não passa de uma situação conjuntural, como também o foi a ocupação de '67, a primeira Intifada, a segunda Intifada, ou a retirada de Gaza: a situação estrutural, no entanto, permanece a mesma - os principais actores políticos do lado palestiniano, ou não aceitam o direito de Israel existir, ou, aceitando-o, nunca estiveram dispostos a fazer os sacrifícios políticos que transformariam essa aceitação numa solução duradoura para o conflito.
Será preciso esperar mais 200 anos?

"Não estamos a discutir a aprovação de quotas para as mulheres. Estamos aqui a discutir o fim da quota maioritária dos homens."
Revolução e Transição

O PP espanhol inssite em não condenar o golpe de estado que inciou a Guerra Civil em 1936, bem como o regime franquista que acabou por ser a sua consequência final. Lidar com a memória e com a responsabilidade pelo passado é algo que alguma direita espanhola continua a recusar fazer.
Daí que, sem desprimor para o resultado e para o empenho dos seus construtores, eu continue a preferir o resultado libertador e exorcizante da Revolução dos Cravos à transição espanhola sem mácula, mas através do compromiso com o torcionário de ontem.






